As Mulheres do topo da árvore (ilustração)

Vou postar uma ilustração a qual considero clássica entre as mulheres. É atribuida a Machado de Assis, mas eu não tenho como comprovar ainda:

Segue um vídeo com canção a qual aconselho que seja ouvida enquanto se lê o texto 🙂

As Melhores Mulheres pertencem aos homens mais atrevidos.

Mulheres são como maçãs em árvores.

As melhores estão no topo.
Os homens não querem alcançar essas boas,
porque eles têm medo de cair e se machucar.
Preferem pegar as maçãs podres que ficam no chão,
que não são boas como as do topo,
mas são fáceis de se conseguir.

Assim as maçãs no topo pensam que algo está errado com elas,
quando na verdade, ELES estão errados…

Elas têm que esperar um pouco para o homem certo chegar,
aquele que é valente o bastante para escalar até o topo da árvore.

(Supostamente escrito por Machado de Assis)

Descobertas (trecho)

Copiado do blog Romance

Ela se sentia meio como Alice entrando no País das Maravilhas, por um caminho estranho, onde a mistura de sensações a tornava uma mulher mais intensa e embora ainda fosse ela mesma, parecia ser uma outra pessoa.

Ao longo do dia ela sentia pelo corpo um torpor. Parecia a sensação de mar que fica em nosso corpo quando passamos muitas horas na praia, no vai e vem das ondas. Seu corpo indo pra lá e pra cá dentro de casa no meio dos afazeres domésticos, carregava aquela dança gostosa. Ela estava se sentindo muito bem por estar viva. E sabia bem os motivos.

Como não havia ninguém em casa ainda, teria tempo de ir mais uma vez se ver no espelho. Ultimamente esse era um exercício diário e até repetitivo. Pra quem não se gostava de olhar no espelho, agora ela se namorava constantemente. Ia ao espelho se ver e com freqüência ouvia de si mesma: Essa sou eu, sou eu de novo, sou eu tão nova, nem parece que sou eu, mas sou, uma novidade de mim vindo pra fora. Seu sorriso estampava no rosto variando em cores suaves e sutis como o arco-íris no céu, efeito do sol transpassando por gotículas de água todas juntas e soltas, em nuvens…

Aerava no ambiente a sua felicidade. Realmente punha uma cor meio que de rosa nas coisas ao redor. Até seus filhos já notavam a diferença na mãe. Havia um gosto bom nas coisas que ela fazia… não estou falando apenas da comida que vinha de dentro das panelas e do forno. Seu coração estava bem melhor aquecido que o forno e suas palavras alimentavam bem mais a cada bom dia que surgia de seus lábios.

Na verdade ela estava até mesmo pondo um brilho especial em seu lábios. Ensaiando frente ao espelho uns beijinhos de vem em quando, quando a coragem lhe permitia uma ousadia a mais… Como na noite anterior. Ela se permitiu tocar o que havia dentro de si, e descobriu mais um ponto suspeito. Ela suspeitava que ainda estava viva, sexualmente viva, após ter sido sepultada por anos de destrato – o que seria um destrato sexual? (continua…)