Perdão & Qualidade de Vida Emocional

Se uma pessoa me fere e me magoa, posso escolher perdoar. O perdão é uma decisão, não é uma sentimento que espero acontecer pra só então agir. Se depender das emoções para perdoar alguém, isso pode nunca acontecer. Toda ofensa fere as emoções e uma emoção que não foi tocada pelo pensamento certo a respeito do que aconteceu, permanece ferida. Perdoar, ainda que envolva a pessoa que nos ofender, é como por a mão onde nos dói e arrancar o espinho que nos espetaram. Perdoar é saudável para quem o faz. Por mais difícil que pareça. Depois de um pouco de prática a gente percebe a diferença na qualidade de vida emocional, mental e física. Até o corpo nos agradece quando nos perdoamos até mesmo quem não merece – principalmente esses, que são os mais ofensivos e prejudiciais.

 Agora se a pessoa a quem perdoei não tem a mínima disposição para rever seus conceitos e mudar suas atitudes, eu já não tenho necessidade alguma de estar por perto, me arriscando a ser ferido novamente.

 Quando perdoamos, é como se jogássemos fora o lixo emocional que a ofensa produz dentro de nós. Agora, servir de depósito de lixo emocional ao lado de quem nos ofende, isso não é pra nenhum ser humano. “Antes só, do que mal acompanhado”, já diz o ditado.

 É claro que cada caso é um caso. Estou pensando na questão de alguns casamentos e outras questões de família… mas isso é outra postagem.

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