Nina Simone – Diva Poderosa

 

Dando continuidade à Série Grandes Mulheres, hoje quero falar da Diva Nina Simone. Ela que tinha um talento esplêndido, uma voz poderosa, uma interpretação fascinante, não se destacou apenas como musicista, compondo e tocando piano tão perfeitamente. Ela não se calou diante do preconceito contra os negros nos Estados Unidos. Ela fez questão de cantar no funeral do Sr.Martin Luther King.

Segue um belo artigo publicado no site do AfroReggae sobre a poderosa Nina:

As portas fechadas e as feridas abertas esculpiram uma diva, o desejo de se tornar uma pianista clássica não foi concretizado, mas Eunice Kathleen Waymon, que mais tarde adotaria o nome artístico Nina Simone, se tornou uma lenda do jazz. Nascida em 1933,  a jovem da Carolina do Norte gravou seu nome como uma das personalidades femininas mais intensas do cenário musical.

[youtube:http://www.youtube.com/watch?v=TI8F6DbB2cE%5D

Com mais de 500 músicas gravadas,  desde cedo o piano foi companheiro de Nina Simone, ela costumava se apresentar na igreja que frequentava e em recitais em sua cidade. Num piscar de olhos, a aptidão de Nina cativou a família e amigos, logo ela começou a se dedicar a música clássica e alimentar o sonho de se tornar uma concertista. No entanto, com de 17 anos, a musa do jazz recebeu um duro golpe ao não conseguir ingressar no Curtis Institute of music, um dos conservatórios de músicas mais respeitados do mundo. O gosto da derrota se tornou mais amargo para Nina Simone quando ela descobriu que não foi aceita por ser negra.

“A recusa do Curtis Institute of music” foi o combustível para a já explosiva personalidade de Nina Simone. Dona de uma sonoridade particular, suas composições misturam música clássica, jazz e elementos populares. Vivendo em um período em que o racismo era muito forte nos Estados Unidos, Nina Simone foi da miséria ao luxo em sua carreira, no início de sua trajetória foi obrigada a começar a cantar para conseguir alguns trocados.

Em 1958, com o lançamento de Little Girl Blue,  seu 1º álbum, Nina Simone conheceu o sucesso comercial. As décadas de 1960 e 1970 foram os anos mais bem sucedidos da artista. Mas a estabilidade nunca foi uma constante, a compositora que dava voz à letras contra o racismo e desigualdade, estava quase sempre em conflito com suas gravadoras, basicamente porque não aceitava interferências em seu processo criativo. Mesmo em constante litígio com a indústria fonográfica, Nina Simone gravou mais de 50 álbuns. Em 2003, quando estava prestes a completar 70 anos, a musa do jazz faleceu.

Saiba mais:
Site oficial 
Estadão: biografia conta a história de Nina Simone 
jazz.com 

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