Dia do Sexo? Toma um trechinho de romance pra adoçar o dia… ou apimentar

Trecho do Romance:

Diante de tudo o que ele já tinha demonstrado, eu pensava que nossos desejos eram iguais, que não haveria problema algum. Realmente não houve; pelo contrário. Se eu soubesse que toda a solução estava nisso… A solução de meu corpo faminto era ser saciado na fome dele. Acontece que enquanto eu lhe dava migalhas e ele por pacientes gestos de amor se continha, ambos padeciam a fome que nos deixava loucos um pelo outro. Eu nunca tinha entendido até então que o ditado “Juntar a fome com a vontade de comer”, não tinha de ter necessariamente comida pra comer. Duas fomes sinceras se completam se entre ambas houver consentimento. Depois de eu ter lhe sussurrado a permissão, como quem dá as chaves de uma casa nova, ele se levantou da cama se apoiando nas duas mãos e deu um jeito de se ajeitar sobre mim. Com as chaves nas mãos ele se preparava pra entrar dentro de mim, morar em mim… Seu peso de corpo sobre o meu tinha a tensão dos corpos celestes, digo isso pensando no tanto de peso que deve ter a lua no céu, sustentada por fios invisíveis, parecendo tão leve e solta. Digo isso lembrando de olhar bem de perto os olhos dele e ver desejo, lembrando da aproximação ruidosa, som de respirar abafado, apressando, me deixando em suspense pra saber o que aconteceria, lembrando que ao sentir o rosto dele deslizando no meu indo de encontro ao travesseiro, beijando e mordiscando a minha orelha, eu vi no teto o lustre simples de sofisticado, por um fio suspensa uma armação com três luminárias em formato de flores exóticas e as luzes estavam acesas, meu Deus como eu me abria tanto, sim, eu me abria a ser vista no claro, ao invés de ter meu corpo em eclipse, sendo possuída num quarto escuro com alguma luminária voltada em seu rosto luminoso pra parede. Já que tinha de ser assim, que fosse inteiro. Que ele visse o meu corpo em forma de desejo imenso, pesado, gordo, formoso, como ele me admirava tanto. Mesmo tendo permissão pra me ter por completa eu não o senti me invadindo como esperava que acontecesse. Ou invés de um tsunami súbito a maré ia subindo disfarçada e quebrando as minhas barreiras. Castelos de areia ruíam em silêncio, ou melhor, em gemidos sutis. Foi aos poucos mesmo que me percebi afastando os joelhos das pernas deitadas na cama o corpo dele deslizando pra dentro do espaço que eu criava. A pressão da barriga dele na minha aliviou um desejo que eu tinha sem saber. A minha fofura, como ele insistia em dizer, queria a rudeza dele, os pelos de homem sobre o corpo firme e macio. A minha respiração foi mudando e me senti quente. As minhas mãos iam e vinham pelas costas largas dele, sem me arriscar o agarrar com força aranhando sua pele. Mas ele disse que esperava eu fazer isso, porque eu disse que daquela noite não passava o nos entregarmos.

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