Jô Soares – Entrevistado

Ontem de noite eu caindo de sono ainda consegui ouvir e ser acordado por instantes pra conhecer um pouco mais dessa figura tão interessante, cômica, inteligente que é um dos gordinhos mais admirados do Brasil: Jô Soares.
Ontem ele foi o entrevistado e falou um pouco de sua vida, sensibilidade, ideias. Gostei de conhecer um pouco mais desse que é um exemplo em muitos aspectos a ser admirado.

Entrevista ao quadro “O que vi da vida” com “Jo Soares” no Fantástico de 23/09/2012

Segue um artigo da Revista Caras

O apresentador Jô Soares (74) foi o entrevistado deste domingo, 23, no quadro O Que Vi da Vida, do Fantástico, e abriu o seu coração sobre diferentes temas de sua vida.Quando o assunto foi a morte, ele foi categórico. “Medo da morte é um sentimento inútil, tenho medo de não ser produtivo. Citando o meu amigo Chico Anysio, perguntaram para ele: ‘Você tem medo de morrer?’, e ele disse: ‘Não, eu tenho pena’. Já estou firmando compromisso para daqui uns 30 anos”, afirmou ele.

Realizado com o seu programa nas noites da Globo, ele relembra o início de seu talk show, no SBT. “Quando eu tive a proposta de mudar de canal, foi a possibilidade de fazer o talk show. Fazer um programa diário foi ideia do Silvio: ‘Ou é diário ou não é. Se for só uma vez por semana não emplaca’. Intuição de tigre”.

O apresentador ainda diz que não é de sentir saudades do que passou. “Não sou saudosista nem um pouco, estou fazendo o que gosto e o que quero fazer. Nunca tive nada esquemático, era fazer, mais que pensar”. Mas, revela que é de chorar. “Sou um chorão de marca maior com coisas comoventes, com tristeza não”.

Com mais de 200 personagens em sua carreira, Jô diz que não se vê voltando a interpretar suas criações. “Não me vejo fazendo os mesmos personagens com a cara de hoje, não é mais a minha. Descobri também, sem querer, a grande vocação da minha vida, que é o programa que faço hoje, o que me dá mais alegria em fazer, me sinto vivo ali, o talk show. Ter uma pessoa que conversa bem com você é um dos prazeres mais gratificantes que existem”, comentou, completando com a criação do Capitão Gay, um de seus maiores sucessos. “Tive a ideia acordando no meio da noite, porque não tem um herói de gibi viado? Levantei da cama para escrever o quadro. Tem uma característica curiosa, poucos dos personagens tinham nome, eram mais conhecidos pelo bordão ou pelo quadro”.

Falando de sua carreira, Jô Soares diz que é vaidoso: “Eu sou muito vaidoso, claro, nunca escondi isso, qual artista não é vaidoso? Você já nasce querendo seduzir o mundo”, contou ele, que ainda falou de sua forma física. “Eu já era gordo. Gordinho é quase que preconceituoso, gordinho já deixa de ser gordo. Filho único, quando nasci, minha mãe já tinha 40 anos e tudo o que fazia já era aprovado. Pelo fato de ser gordo, já era muito exibido”.

O comunicador ainda relembra de sua infância. “As minhas lembranças da infância são a época do colégio interno, onde eu chorava muito, era uma coisa excessiva, sensibilidade quase gay. Se você não tivesse uma média de notas superiores a cinco, você ficava preso no final de semana, e eu tinha medo de passar o final de semana no colégio, eu chorava muito”, disse ele, que comentou sobre os seus estudos na Suíça. “Fui estudar na Suíça com 12 anos e voltei com 17 porque os negócios do meu pai foram por água a baixo. Lembro do meu pai chegando em casa e dizendo que amanhã já temos comida, depois de amanhã eu saio para batalhar”.

Ele também comenta o início da vida artística. “Acho que começou por acaso, como tudo. Fazer as imitações acabou me levando a lugares. Com 18 anos já tinha cargo importante e com 20 comecei nos programas da TV Rio”. Jô também falou do sucesso do programa A Família Trapo“Foi o primeiro sucesso da televisão nacional, foi de 1966 até 1970. Saí um ano antes e assinei com a Globo”.

Ídolo para muitos, Soares lista os artistas que foram marcantes em sua vida. “Tem atores como o Oscarito, que eu achava um comediante fantástico. Peter Sellers, comediante e ator fantástico, um dos cinco maiores do mundo, como o Chico Anysio também. Chaplin influenciou a vida de todo mundo, sempre me fazia rir e chorar”.

Via Caras

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