O Aquário Nosso

 

“Ninguém é uma ilha”

(John Donne – 1572-1631)

Todos nós já nascemos dentro de um aquário e ansiamos o mar. Temos fome de liberdades mais amplas, sejam internas ou externas. As internas, muitas das vezes nem percebemos, mas como são importantes! 🙂

Nascemos inseridos dentro de um ambiente o qual tendo nos proposto ou imposto modos de pensar, acabou por nos influenciar tremendamente no que aceitamos ou nos sentimos coagidos a aceitar, nas suas ideias, jeito de fazer as coisas, enfim… na sua cultura.

Essa tal cultura muda com o passar dos tempos, muda com a variação dos interesses econômicos e etc. A nossa cultura diz que isso ou aquilo é belo e o normal é que a maioria aceite sem questionar. Se num grupo de 10 pessoas 8 dizem que algo é bonito, porque as outras 2 não aceitariam fácil? Alguém pode argumentar comigo que as outras duas TEM DE TER PERSONALIDADE, TEM DE SER QUEM SÃO REALMENTE!!! hahaha, muito fácil dizer isso quando você não é uma das 2 pessoas que está fora do grupo que aceita as coisas.

Somos peixes dentro de um aquário que só varia de tamanho, sendo ele qual aquário for: família – escola – igreja – trabalho – amigos virtuais… No final não conseguimos viver 100% sozinhos e sempre vamos buscar por algum tipo de aquário. Ainda que o nosso objetivo maior seja alcançar o mar.

Proponho que busquemos satisfazer o anseio do mar interior que pode haver dentro de nós. Eu sei que podemos ser felizes um pouco mais por dentro, independente do que digam. Mas se essa tal felicidade não for a nossa e for a imposta eu não sei até que ponto isso pode comprometer a nossa paz interior. Se a paz por acaso for embora, se ela não conviver muito bem com a alegria de estarmos vivos, então eu proponho que REAVALIEMOS o nosso pensamento.

Amar…

“Pigmalião, horrorizado pelo comportamento indecente das mulheres de Chipre, optou por viver isolado e imerso em seu trabalho. Mas, como não era insensível à beleza feminina, esculpiu uma imagem de mulher, em marfim, para fazer-lhe companhia.” Via T’Amo

No final das contas Pigmalião se apaixona pela estátua que fez e suplica a uma deusa que faça da sua criação a sua amada. Não é muito diferente das pessoa no mundo de hoje em dia.

Grandes Mulheres por Dentro

Poderia já ter acontecido antes né? Antes tarde do que nunca. Sei lá se tarde. Só acho que as mulheres deveriam ter maior reconhecimento em áreas onde atuam com igual ou superior qualidade de exercício da função, se comparada aos homens.

Primeira oficial-general das Forças Armadas recebe promoção no Rio

Rio de Janeiro – Passados 31 anos desde o ingresso das primeiras mulheres na Marinha do Brasil, as Forças Armadas do país ganharam hoje (26) a primeira mulher oficial-general da sua história. Médica anestesista, Dalva Maria Carvalho Mendes, 56 anos, foi promovida de capitão-de-mar-e-guerra para contra-almirante médica da Marinha em cerimônia realizada no Hospital Naval Marcílio Dias, zona norte do Rio.

“É como se estivesse renovando votos de casamento com a Marinha, [sinto-me] uma noiva ansiosa, feliz e emocionada, sinto muita honra”, declarou. A expectativa da primeira general brasileira é que sua nomeação dê às mulheres cada vez mais espaço dentro da corporação. “Eu espero ser um exemplo [para as outras mulheres da Marinha]”, disse.

A contra-almirante informou que o novo posto será na Escola Superior de Guerra, onde vai contribuir para a melhoria do conhecimento de gestão. Acima de Dalva, cujo posto representa duas estrelas do generalato, está o comandante da Marinha, Julio Soares de Moura Neto, almirante de esquadra, com quatro estrelas.

A contra-almirante, que negou ter sofrido preconceito entre os colegas homens, defendeu a capacidade das mulheres para assumir novos postos nas Forças Armadas. Atualmente, as mulheres são 33% do quadro de oficiais e 6,8% dos praças da Marinha, fazendo parte dos corpos de Engenheiros, de Saúde, de Intendentes e Auxiliar, além do Corpo Auxiliar de Praças.

“Estamos mostrando que temos capacidade e com certeza teremos o respeito de todos. Nós [mulheres] estamos mudando, é uma geração toda que está chegando aí. Tenho tido contato com outras colegas das outras Forças e todas estão bastante entusiasmadas com esta possibilidade [de almejar o posto de oficial-general]”.

Viúva, mãe de dois filhos, Dalva fez parte do primeiro grupo de mulheres a ingressar na corporação, em 1981, feito então inédito entre as três Forças. Anestesista, a nova contra-almirante médica exerceu a maior parte da carreira no Hospital Naval Marcílio Dias, ocupando funções técnicas e administrativas.

A filha de Dalva, Luciana Carvalho, 27 anos, seguiu a carreira da mãe e hoje é primeiro-tenente do quadro técnico da Marinha. Ela se disse orgulhosa de ver sua mãe fazendo história. “É uma sensação diferente, indescritível, pois é uma situação que até então nunca tinha visto”, comentou. Ela disse que tem esperança de, no futuro, haver uma mudança na carreira que permita ao oficial do quadro técnico alcançar o posto de general.

Analista de sistemas, o filho, Carlos Eduardo Carvalho Mendes, não seguiu carreira, mas declarou enorme admiração pela mãe e por sua profissão. “Estou muito orgulhoso. Sempre achei que as mulheres tinham que ter todos os direitos que os homens têm e minha mãe é o espelho maior que tenho dentro de casa, uma pessoa com moral e ética, que se conduz assim dentro de casa e no trabalho”.

Via Agenciabrasil

Parabéns!!

Aos Homens Pequenos e As Mulheres Grandes

Achei maravilhoso e esclarecedor esse texto da Ana Carolina Rezende e peguei pra postar aqui. Aproveitei uma outra postagem da Bianca Gordinha pra trazer à tona algo sério sobre o que dizer. É muito comum ler reclamações das meninas sobre uns rapazes que aparecem nas redes sociais e na vida real. É só uma amostra, não representa o mundo como um todo, mas… segue…

Sobre a Auto-Estima e a Sedução – Parte I

“Estou sendo levada a acreditar que muitos homens acham que nós que estarmos acima do peso estamos com uma péssima auto-estima, sendo assim seria um favor que eles nos fazem de enviar mensagens induzindo ao sexo. Estou deletando vários “amigos” do face por causa do assédio negativo, e por fim nem estou mais aceitando alguns convites de amizades.” Bianca Gordinha.

Sobre a Auto-Estima e a Sedução – Parte II

“Gosto não se discute e deve-se respeitar. Mas, só para citar como exemplo, alguns homens preferem estar ao lado de uma mulher magra e burra do que ao lado de uma mulher inteligente, descolada, culta, educada e gorda. E isso serve também para mulheres que preferem homens sarados e acéfalos, a estarem ao lado de homens inteligentes, que as valorizam e gordos. Sinto pena de gente assim, e quem for do sexo masculino e não quiser se aproximar de mim por causa do meu peso, por favor, não se aproxime mesmo, quero avisar que está me fazendo um grande favor, poupando-me e se poupando, porque minha preferência é por homens de verdade. E para aquelas que possuem ‘namorados’ que sentem vergonha de assumirem o ‘compromisso’, de as apresentarem para os amigos, digo para se valorizarem mais, porque se não, sempre terão como ‘companheiro’ alguém que pensa ser homem, mas que não passa de moleque. Felicidade alheia incomoda, e se vier de uma gorda incomoda muito mais. Eu sei, eu sinto. Mas desenvolvi um trabalho mental de auto aceitação e amor próprio que excluiu da minha vida a vergonha de ser quem eu sempre fui: uma mulher gorda que tem todo o direito de ser e estar feliz, de buscar meu caminho, de lutar por meus sonhos e de não aceitar ser discriminada pelo tamanho do meu corpo. E de excluir da minha vida qualquer um que queira me fazer sentir menos do que sou. Sou uma mulher acima do peso e sou feliz. Gosto de mim, aliás, me amo, exalo sensualidade, carisma, alegria de viver e aprendendo a encarar a vida sem medo do que os outros vão dizer, porque falar eles falam mesmo e minha energia é poderosa e abençoada demais para ser gasta me preocupando com esse tipo de coisa, prefiro investi-la no meu crescimento e aprimoramento intelectual e emocional. Hoje, percebo que o que incomoda mais as pessoas não é o meu corpo roliço, mas a leveza da minha alma, o desprendimento que tenho em relação ao que prega o preconceito, e o amor próprio que faço questão de ressaltar. O incomodo que estas pessoas sentem é pela felicidade que tenho, e que elas, inconscientemente talvez nunca vão possuir, porque perdem tempo e energia demais em invejar o outro ao invés de ir atrás do que lhes é de direito, o direito de serem felizes. Não tenho um pingo de vergonha do que sou e de como estou, e por isso que digo: Sou gorda sim, e por que não?” Ana Carolina Rezende

 

O Velho, O Menino e o Burro

Numa tarde bem ensolarada, um velho, um menino e um burrinho começam a atravessar uma longa rua de chão batido numa cidadezinha muito amigável por causa do convívio dos seus moradores.

Caminhavam humildemente: o velho em cima do burrinho e o menino a pé puxando-o pela corda. Quando eles já haviam andado poucos metros dessa rua passaram perto de um mercadinho onde várias senhoras distintas e muito trabalhadoras começaram a comentar:

– Que velho mais folgado, permitir que aquele menininho tão novo fique andando nesse chão batido, enquanto ele tranquilão vai a cima do burro. Ah!cada pessoa sem coração se fosse meu parente eu já falava umas boas.

O velho ouviu isso e ficou confuso e partilhando com o menino disse que era melhor eles trocarem, pois nem percebeu que estava fazendo algo tão errado assim. Daí então: o menino subiu em cima do burro e o velho foi puxando o animal. Andaram mais uns 10 metros e passaram perto de um bar onde havia uns homens bebendo e criticando disseram:

– Que menino malvado, todo alegre em cima do burro, enquanto o seu avozinho, coitado, fica andando nesse sol forte a pé. Ah! se fosse meu filho eu já dava umas boas palmadas e pedia para ele caminhar.

O menino ouvindo isso ficou chateado e disse ao velho. Olha vovô, é melhor o senhor também subir no burrinho, talvez esse povo pare de nos provocar. E assim fizeram: o velho e o menino subiram em cima do burro e continuaram a travessia daquela longa rua. Quando estavam passando perto de um campinho de futebol, muitos meninos e meninas que ali brincavam começaram a gritar:

– Seus loucos… sem coração. Onde já se viu duas pessoas tão fortes e saudáveis judiarem tanto de um animal indefeso e fraquinho. Isso deveria ser denunciado à sociedade protetora dos animais.

O menino e o velho olharam um para o outro e ficaram surpresos, pois eles sabiam que aquele burrinho era bem forte. Porém, na dúvida de estarem judiando do animal decidiram que: o velho e o menino iriam descer do animal e andar os dois a pé para não cansá-lo. Feito isso acreditavam poder seguir tranquilos, pois agora ninguém tinha o que mais falar deles. Mas, antes de saírem da cidade ainda passaram por uma Paróquia onde as pessoas acabaram de sair da Missa e conversavam na praça. Essas pessoas quando viram aquela cena começaram a rir, chamaram o Padre, ele também rindo, disse:

– Ó Senhor! Ajuda essas mentes ignorantes! Daí-lhes uma luz! Onde já se viu um velho e um menino tão idiotas, andando a pé nesse calor, enquanto puxam um animal tão forte que poderiam levar os dois sem problemas.

Depois de ouvirem isso o velho e o menino até choraram, pois não esperam que tanta gente e até mesmo gente da Igreja, o Padre, pensasse tanto mal deles e comentaram entre si: o que fizemos de errado e o que podemos fazer de certo? A única opção que sobrou é colocar o burro em cima deles e isso daria ainda maior motivo de sarro e injúrias. Foram então que decidiram, vamos logo embora dessa cidade, não vamos ficar aqui nem mais um segundo e, montando os dois no burrinho saíram a galope sem dar atenção a ninguém. Mas, ainda não estava terminado, quase no fim daquela rua, umas pessoas fizeram questão de gritar cheios de razão:

– Gente orgulhosa. Passe pela nossa cidade e nem é capaz de nos cumprimentar. Na verdade ali temos três burros, isso sim. E quem sabe o de quatro patas é mais inteligente. Vão mesmo e não voltem!!!

REFLETINDO: quando alguém está decidido a falar mal de você. Não importa o que você faça de bom ou de ruim. O projeto dos corações maliciosos e malvados já está feito. E suas atitudes não mudaram em nada o que eles pensam. E então, o que fazer? Seja você mesmo. Erre e acerte. Tente e invista. Marque um objetivo e chegue até ele usando os bons meios e não fique parando no caminho, nos bares, mercearias, campinhos e até mesmo praças de paróquias, onde, na maioria das vezes, só ficam aqueles que não tem o que fazer com suas próprias vidas e se dedicam fervorosamente a cuidar da vida dos outros. Numa história como essa, feliz é o burro que não entende como está sendo julgado e só faz se deixar conduzir pelas mãos dos seus proprietários. Que eu e você também sejamos um burrinho, mas de Jesus. Pois, Ele sabe como nos falar, onde nos levar e como nos corrigir. Talvez esse velho e esse menino nunca mais voltaram naquela cidade e isso não significa falta de perdão, mas sim de sentimentos. Ninguém é de papel ou de pedra. Cuidado com o que você fala, pois pode perder um amigo, um cliente, um empregado e até mesmo um familiar para o resto da vida. Daí, só no juízo final para as coisas se acertarem definitivamente. Se você está vendo alguém errar ou pensa que ele esta errando, se informe diretamente com a pessoa, pois de comentários, suposições e partilhas daninhas o inferno está cheio.

Versão do Teatro de Sombras

Gosto de compartilhar o que nos faça pensar… Dessa vez achei o que nos faz sentir. Delicioso texto de Andréia! :*

Penúltimos pensamentos

com os sentidos aguçados por uma tarde no estúdio, gravando, entro num ônibus, no Jardim Botânico, e vou indo pra casa. tô sem dinheiro, numa prontidão sem fim, sem hora, sem compromisso. missão mais que cumprida. se eu pedir mais ainda da vida, acho que ela se zanga.

fecho os olhos. a medida boa da tensão. entra um moreno no ônibus, me olha. olho de volta. libido acesa: viva.

fecho os olhos, pensando em como tenho a sorte de estar onde estou e de ser quem eu sou, e me enjoo, fortemente, da minha forma de pensar. sempre tudo arredondado – como se fosse possível dar forma aos pensamentos -, e vou classificando, criticamente, minha forma de ver a vida: doce, macia, côncava, intra, yin. receptiva, feminina, toda potência e majestade. enjoada, sorrio de mim. quanta ilusão há nas imagens dos momentos, nesses instantâneos de felicidade. aproveito pra relaxar, pq sei…

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Mistério Solucionado!!! 😛

Virei vegetariana. E agora?

Vá até a lancheria ou padaria mais próxima e descubra.

A maioria das opções de lanches rápidos disponíveis tem presunto, frango, peru, calabresa, carne vermelha, chester, salsicha, etc etc. Normalmente as opções sem carne contém queijo e só. Daí você pode comer coisas do tipo: batata frita, pastel de queijo, cheese 4 queijos, pizza mussarela, quiche de queijo, e assim vai. Raramente aparecem opções com legumes ou brócolis – sem contar que o brócolis normalmente vem acompanhado de molho branco.

O resultado de comer tanto queijo e tanta massa?

Você engorda.

Tá aí a resposta.

 

O problema da pessoa ser gorda e vegetariana

Acho que pessoas gordas sofrem um preconceito parecido com aquele que sofrem os vegetarianos. Imagina um vegetariano gordo. Se for mulher, negra, lésbica, solteira, e pobre, pior ainda. O preconceito racial, sexual, de gênero,  social, e econômico existe ainda sim. Mas vamos falar só do…

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Não gostei das Princesas da Disney gordas

Muita gente embarcou num hit da internet mundial: as princesas da Disney gordas feitas pela artista plástica americana Aly Bellissimo para o Cartoon Brew. As imagens correram os sites (incluindo os da grande mídia) classificando os desenhos como “curiosidade”. Apesar de todos os aplausos dados, sou obrigada a dizer que não gostei. Por quê? Explico:

Como bem percebeu a Mafalda, em seu post no Monalisa de Pijamas, as princesas gordinhas estão tristes. Eu diria mais: depressivas. Como se toda aquela felicidade e cantoria dos filmes tivesse ficado para trás porque engordaram.

As imagens me incomodaram tanto que comecei a pesquisar sobre Aly Bellissimo. Minha primeira parada foi numa entrevista que a recém-formada de apenas 21 anos deu ao Terra Magazine, na qual ela falou que não se trata de um protesto contra a magreza: “Eu faço só por diversão”. Até aí, tudo bem, principalmente porque isso rendeu a ela mais de nove mil acessos em seu blog Creepy Miranda – no qual costuma postar histórias de uma personagem gordinha que usa óculos e (dizem) até se parece com a autora.

E sabem o motivo para ela gostar de mulheres rechonchudas? “É mais fácil na verdade, desenhar gente magra é muito difícil”. Ok. Boa razão, não acham?

Até acharia interessantes as histórias da Creepy Miranda, se elas tivessem o objetivo de mostrar a baixa autoestima e as situações vividas pela gordinha lésbica que se apaixona por mulheres com corpo de modelete. Mas a própria autora diz que a intenção é se divertir. Espero que ela tenha alcançado seu propósito, porque sou obrigada a dizer que eu não consegui.

E no caso das princesas da Disney gordas, se o intuito era zoar com a Branca de Neve,CinderelaBela e Jasmine, digo que prefiro o que fizemos no Monacast 78 – Para Sempre Princesa. No programa, eu, Mafalda e Euba desconstruímos esses e outras personagens perfeitinhas dos contos de fadas. Falamos sobre essas mulherzinhas sem defeitos que estão nos livros, nos filmes e também as que encontramos no mundo real.

Clique na Foto pra acessar o Podcast

Tenho certeza que vocês se divertirão mais escutando o programa do que eu ao me deparar com as princesas gordas da Aly Bellissimo ou ler as aventuras de sua personagem Creepy Miranda.

Via PapoDeGordo

Lei Maria da Lenha

Se a moda pega…

Pra quem quer saber da legenda:

0:10 Ele comeu você !

0:12 isso é mentira !

0:19 Head Shot !!!!

0:22 Ai ai ai Véi …

0:24 aaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaa

Fim do Mundo

Tendo visto a imagem na qual se lê: “Seria legal que no dia 21-12-2012, as empresas de energia elétrica apagassem todas as luzes, só pra dar um sustinho nas pessoas”. Lembrei do caso de Orson Welles em 1938. As consequências de uma peça teatral foram desastrosas.

Pra quem não conhece a história, segue…

A INVASÃO DOS MARCIANOS 

Neste texto foi mantida a grafia original
Orson Welles relata a sua desastrosa radiofonização da “Guerra de dois mundos”

Um jornalista francês obteve, não faz muito tempo, um relato pormenorizado de Orson Welles, sobre a sua famosa e extraordinaria irradiação da “Guerra de Dois Mundo” e que deu origem a acontecimentos tragicos em varias cidades norte-americanos. Essa irradiação, por outro lado, fez revelar ao mundo o genio de Welles, que mais tarde se dedicaria ao cinema, onde pôde demonstrar sua capacidade realmente grandiosa. Eis o relato:

Em outubro de 1938 Orson Welles era um cenarista muito pouco conhecido na America. Certo dia resolveu propor à direção da “Columbia Broadcasting System” uma transmissão diferente: a adaptação radiofonica da “Guerra de Dois Mundos”, de H. G. Wells. Essa irradiação foi feita às 20 horas do dia 30 de outubro daquele ano.

– “Eu julgava – disse Orson Welles ao jornalista – que somente crianças de 9 anos de idade ou debeis mentais poderiam levar a serio minhas elocubrações. Entretanto, em Nova York elas provocaram um panico inacreditavel…”  Como foi irradiada a historia  A “Guerra dos Dois Mundos” não havia sido incluida no programa daquele dia. Orson Welles teve que batalhar durante 15 dias, junto à direção da radio, para obter esse favor. Ele considerava que todo o interesse de sua transmissão dependia desse parti cular, isto é, de não figurar concerto executado pela orquestra de Ramon Raquello.”

As previsões meteorologicas foram irradiadas na hora exata. “E agora – disse o locutor – nós nos transportaremos para o “Meridian Room”, do Hotel Park Plaza, de Nova York, a fim de irradiarmos o no programa. Assim, o boletim publico da C.B.S., contendo o programa do dia, dizia apenas: 19h 45: Boletim Meteorologico; 20 h: Musica de dança; 20 h 45: Noticiario.  O truque de Welles  
Mas, depois de alguns minutos de transmissão, houve uma interrupção brusca. Algum incidente tecnico (pensaram os 50 milhões de ouvintes. A voz de um locutor desconhecido anunciou: “A C.B.S. interrompe seu programa para anunciar aos ouvintes que um meteoro de grandes dimensões caiu em Grovers Hill, no Estado de Nova Jersey, a algumas milhas de Nova York.”

O acontecimento provocou certa emoção. Mas a musica de dança recomeçou, normalmente. Pouco depois, nova interrupção. Desta vez o locutor entrevistava um professor de meteorologia sobre a origem dos meteoros.

Novo corte brusco: a C.B.S. cedia a antena a seu reporter, enviado especial a Grovers Hill. Ligeira confusão, pois ouviu-se a voz de Carl Philips. Em poucas palavras ele descreveu a cena: o meteoro jazia numa planicie imensa, que parecia ter escolhido para campo de pouso. Iluminado pelos faróis de milhares de automoveis reunidos, parecia uma locomotiva, brilhante, plantada sobre a terra. Mas subitamente – e a voz do locutor tornara-se apavorada – o enorme cilindro se abre e seres gigantescos, prolongados por tentaculos começam a sair de seu interior. A multidão concentrada ao redor, sente perpassar-lhe um calafrio. Incapaz de traduzir as impressões que se embaralham no seu cerebro, Carl Philips fala de formas que se aproximam, de atropelos. Depois a voz se perde no tumulto. Alguns segundos mais tarde ele cai, arrastando o microfone na queda, morto pela arma secreta dos seres saidos do cilindro: o raio mortal dos marcianos.

Um longo silencio sobre as ondas. Cem milhões de ouvintes largam o jornal que liam e manobram febrilmente o botão de volume de seus aparelhos. Nada. Depois de varias tentativas, ouve-se o prefixo indicativo da estação: cinco notas da C.B.S. De longe, ao piano, alguem toca o “Clair de Lune” de Debussy. Um novo silencio. Enfim, uma voz palida. Um locutor anuncia uma mensagem do general Montgomery Smith, comandante da Policia Federal de Nova Jersey:

“Uma imensa batalha está em curso, declara o general, entre invasores vindos do planeta Marte e a Policia do Estado. Os principais combates estão-se desenvolvendo em Watchung Hill.” O general acrescenta que a lei marcial fora proclamada nas regiões de Princeton e de Jannesburg.  Pormenores demasiadamente barbaros  
Um reporter desconhecido anuncia que testemunhas telefonaram imediatamente ao estudio relatando pormenores das operações em curso, e que tais detalhes são demasiadamente barbaros para serem irradiados. Há mortos. O “Clair de Lune” de Debussy, acompanhando essas noticias, é uma especie de fundo musical do fim do mundo.

São, agora, 20 h 25. Orson Welles está na Florida e ouve sua irradiação, cercado de amigos e bebendo uisque. Todos riem quando ouvem a declaração do general Smith. Mas no mesmo instante, em Nova York, os veteranos da Grande Guerra vestem apressadamente seus uniformes, abraçam suas familias e partem a fim de se colocarem a serviço do país. O Estado de Nova Jersey é tomado pela angustia: os quartéis dos bombeiros, os postos policiais, os hospitais, as salas de redação, são tomados de assalto por uma multidão super-excitada. Em Newmark, cidade mais proxima do campo de batalha, 50.000 pessoas deixam suas casas e correm, na noite, à procura de abrigos naturais. Nas igrejas os padres fazem orações. Orson Welles, na Florida, pensa que está fazendo morrer de riso todo o país. No Harlem, milhares de negros, vitimas de uma crise de histeria, abrem as janelas e se atiram na calçada. Em Pittsburgh há suicidios. Em Minneapolis uma mulher percorre as ruas, descabelada, anunciando o fim do mundo. Em Los Angeles, em Salt Lake City, em todas as cidades norte-americanas, propaga-se a noticia de que Nova York está ameaçada pelos “robots” vindos do planeta Marte. Em todos os pontos do país milhões de seres humanos preparam-se para morrer (O Instituto Gallup provará, mais tarde, que muito poucos escaparam a esta reação), sem se surpreenderem com a extraordinaria rapidez que a noticia foi difundida – apenas 18 minutos depois da queda do meteoro.

20 h 31. “Essa é a melhor passagem de minha vida” – disse Welles aos amigos que o cercavam, no apartamento, entre dois goles de uisque.

Uma proclamação do secretario de Estado do Interior:

– “Cidadãos! Não tentarei dissimular a gravidade da situação. Insisto no sentido de que todo o mundo, na atuais circunstancias, conserve o sangue frio. Cada um deve estar pronto para sacrificar sua propria vida. O objetivo desta luta tremenda que ora se trava é a supremacia da raça humana sobre a terra…”

As palavras continuam, a mesma idéia se repete sob vinte formas diferentes. A voz é meio surda, sob um fundo sonoro. Um locutor transmite, numa voz sonante, as ultimas noticias: destruição de Newmark, travessia do Hudson e avanço dos marcianos em direção a Nova York! A cidade dos arranha-céus está em perigo. Milhões de pessoas se aglomeram defronte ao estudio. As primeiras informações sobre o que se passa nas ruas, chegam à CBS. Orson Welles continua não sabendo de nada. Em Nova York pensa-se em interromper a irradiação. Chega-se a redigir, mesmo, rapidamente um projeto de comunicado, mas afinal verifica-se que sua divulgação acabará por aumentar ainda mais a confusão reinante.

Restam apenas três minutos para encerrar o programa. O diretor da estação, diante de sua mesa de escuta, tem a impressão de ter desencadeado um verdadeiro cataclisma que agora escapa completamente ao seu controle. Parar é impossivel. Corajosamente, ele dá a ordem:

– “Prossigam!”

E a irradiação prossegue:

“A invasão se completa – declara agora uma voz do outro mundo. Os marcianos, após atravessarem o Hudson, penetram agora nas ruas de Nova York. Nuvens homicidas de um gás desconhecido envolvem a cidade e penetram nos arranha-céus pelas janelas superiores. Toda resistencia organizada cessou da parte do genero humano.”

É o fim de Nova York. No microfone, a voz do locutor vai sumindo, até desaparecer. Seus pulmões, atacados pelo gás da morte, permitem-lhe apenas mais algumas palavras para descrever a agonia da cidade e a aparição triunfante dos vencedores, suas silhuetas brilhantes, metalicas. Nas calçadas abrem-se buracos. O locutor não pode mais: cai, arrastando o microfone consigo.

Silencio. Ao longe, ouve-se uma sirene de navio que provavelmente tenta singrar os mares levando milhares de refugiados. Depois ouve-se o apelo desesperado do radio de bordo, tentando pôr-se em comunicação com a terra:

– “Aqui chama 2 X 2 CQ Nova York. Aqui chama 2 X 2 CQ. Alô, alô!… Alô…”

Essa mensagem desesperada faz Orson Welles rir, mas apavora toda a America. Em Washington uma mulher enlouquece. A irradiação termina. Depois de cinco segundos de silencio, a voz de um locutor lê o seguinte texto:

– “Acabaram de ouvir a primeira parte de uma irradiação de Orson Welles, que radiofonizou a “Guerra de Dois Mundos”, do famoso escritor inglês H. G. Wells.”

Depois daquele dia, houve uma vaga de diretor na C.B.S. e uma cidadão tornou-se celebre em todo o mundo:

– Esse cidadão sou eu – diz Orson Welles sorrindo, ao jornalista francês.

Fonte: Almanaque.Folha

Por Uma Amizade Para Sempre

Malditos corações impermeáveis, endurecidos, intratáveis (enquanto não se deixam cuidar). Muitas vezes precisamos ser feridos pra entender a dor do outro. Mas não precisamos correr atrás disso, a vida se encarrega de trazer as oportunidades de sofrimento. Antes que me venham dizer que estou em amargura/tristeza ou algo assim… sim, todos os dias temos nossas pequenas doses de tristeza. Hoje não está sendo diferente. Mas nada que não seja o suficiente pra empurrar na cova e enterrar com sete palmos bem cheios de terra, sobre os quais por uma pedra no assunto.

Ida compartilhou algo que eu compartilho com o mundo. Sobre as amizades verdadeiras e seus corações.

A História de Sofia – Filme da Panvel

 

Maya Angelou (Marguerite Ann Johnson)

Mais uma grande mulher pra galeria. Pense numa mulher que poderia ter tudo pra ser frustrada e deprimida na vida mas conseguiu dar o seu BOOM! Conheça um pouco de Maya Angelou, como ela escolheu se chamar e aprenda com exemplos de vida.

Marguerite Ann Johnson nasceu em St. Louis, Missouri, no dia 4 de abril de 1928.

Passou a infância na Califórnia, Arkansas, e St. Louis, e viveu com a avó paterna, Annie Henderson, na maior parte de sua infância. Quando tinha 8 anos, ela foi estuprada pelo namorado da mãe em St. Louis; isto levou a anos de mudez para Maya que finalmente superou com a ajuda de uma vizinha atenciosa, e um grande amor pela literatura.

Aos 17, Maya se tornou a primeira motorista negra de ônibus em São Francisco e tornou-se mãe solteira ao dar a luz ao seu primeiro filho, em um época em que isso não era comum; em anos posteriores, ela se tornou a primeira mulher negra a ser roteirista e diretora em Hollywood. Na década de 50 – quando surgiu com o pseudônimo “Maya Angelou” – ela se afirmou como atriz, cantora e dançarina em várias montagens teatrais que percorreram o país, tais como: Porgy and BessCalypso Heatwave,The Blacks e Cabaret for Freedom; Nos anos 60s ela era amiga de Martin Luther King Jr. e Malcolm X; ela serviu no SCLC com Dr. King, e trabalhou durante anos para o movimento de direitos civis. Também nos anos 60, ela trabalhou e viajou pela África, como jornalista e professora, ajudando vários movimentos de independência africanos. Em 1970, ela publicou o primeiro livro, I Know Why the Caged Bird Sings, para grande aclamação, e foi nomeado para o Pulitzer Prize em poesia no ano seguinte.

Angelou teve uma carreira longa e distinta, é poeta, escritora, ativista de direitos civis, e historiadora, entre outras coisas. Ela também é atriz, dançarina, e cantora, atuou na peça de Jean Genet, “The Blacks“, e o aclamado seriado, “Roots“, ganhador de um Emmy. Angelou provavelmente é conhecida melhor pelos trabalhos autobiográficos dela que incluem I Know Why the Caged Bird Sings e All God’s Children Need Travelling Shoes.

Em 1993, Angelou leu um de seus poemas chamado “On the Pulse of Morning“, na posse de Bill Clinton como presidente; este foi um dos pontos altos de sua carreira: recebeu o Grammy de melhor texto recitado pela leitura do mesmo, e novamente a trouxe para a vista do público. Atualmente, ela é professora de história americana na Wake Forest University, Carolina do Norte, mas ainda fazendo suas excursões e dando palestras em vários lugares. [fonte wikipedia.org]

Achei um vídeo no biography.com mas não tenho ainda as legendas do mesmo em português. Quando tiver substituo aqui. Para quem sabe inglês, aproveite. Pra quem quer aprender, eis ai mais um estímulo. Saber outro idioma amplia horizontes.

Aprendizagens

‘Aprendi que apesar do que quer que aconteça, e do quanto pareça mau, a vida continua e será melhor amanhã.’
‘Aprendi que se pode conhecer bastante bem uma pessoa a partir da forma como ele ou ela reage em três situações: num dia de chuva, com bagagem perdida e na forma como desembaraça as luzes de Natal.’
‘Aprendi que independentemente da forma como te relacionas com os teus parentes, vais sentir a falta deles quando sairem da tua vida.’
‘Aprendi que ‘fazer pela vida’ não é o mesmo que ‘fazer uma vida’.’
‘Aprendi que a vida às vezes dá-te uma segunda oportunidade.’
‘Aprendi que não deves viver a vida com uma luva de ‘apanhador’ em cada mão, deves ter a possibilidade de poder atirar(devolver) alguma coisa.’
‘Aprendi que sempre que decido alguma coisa de coração aberto, normalmente tomo a decisão acertada.’
‘Aprendi que, mesmo quando tenho dores, não tenho que ser uma dor.’
‘Aprendi que todos os dias devemos tentar tocar alguém, as pessoas adoram um abraço quente ou uma simples pancadinha nas costas’
‘Aprendi que ainda tenho muito para aprender.’
‘Aprendi que as pessoas esquecerão o que disseste, esquecerão o que fizeste, mas nunca esquecerão o que lhes fizeste sentir.

Poetisa Afro-Americana Maya Angelou

 

Os Benefícios de um Strip-Tease Inusitado

Quem diria que dá pra perder 2000 Calorias com um strip-tease inusitado? Pois é o que esse vídeo a seguir demonstra. Aproveitem pra rir um pouco! 😛

Chamego Profissional

Não tem a ver com prostituição, mas com carência mesmo, e ótima oportunidade de trabalho. Já pensou em ganhar a vida vendendo carinho? Não é sexo, é carinho… Achei a notícia interessante e estou repassando. Lembrei de uma passagem na Bíblia onde um trabalho parecido foi oferecido pra uma jovem chamada Abisague.

QUANDO DAVI FICOU muito velho, quase não saía da cama; e por mais que pusessem cobertores sobre ele, ainda assim ele sentia muito frio. Então os ajudantes do rei lhe disseram: “O remédio para isso é encontrar uma moça virgem que sirva de companheira para o rei e cuide do senhor. Ela se deitará nos seus braços, e assim o senhor se aquecerá”. Por isso andaram pelo país, por todos os cantos, a fim de encontrarem a moça mais linda de toda a terra. Finalmente encontraram Abisague, uma moça de Sunã, e ela foi escolhida. Trouxeram a moça ao rei, e ela se deitava nos braços dele, para que ele se aquecesse ( porém ele não teve relações com ela ). (1Reis 1:1-4 – Bíblia Viva)

Jackie Samuel, uma americana de 29 anos, achou um modo inusitado de ganhar a vida: ela é uma uma “Cuddler Professional” (numa tradução livre, “chamegadora profissional”). Resumindo: ela cobra para dormir de “conchinha” com pessoas que não tem com quem dormir junto.

Ela resolveu abraçar, dormir e acalentar pessoas por dinheiro para pagar seus estudos. Ela recebe em torno de R$ 500 por dia (cobra US$ 60 a hora), e “dorme” com até 30 pessoas por semana, incluindo mulheres, aposentados, veteranos de guerra, ou seja lá quem estiver precisando de carinho e afeto.

“Acho que nasci sabendo aconchegar. O aconchego é saudável, faz bem para o espírito e é divertido. Acredito que os clientes vêm a mim por várias razões. Os mais velhos são sozinhos, suas mulheres já morreram e eles precisam apenas de alguém para ficar com eles, passar algum tipo de contato humano”, explica em entrevista ao jornal inglês Daily Mail.

De acordo com Jackie, quando ela é procurada  por pessoas mais jovens, são pessoas vivendo relacionamentos complicados. Ou então são pessoas curiosas sobre como funciona o trabalho de uma aconchegadora profissional. Ela costuma prestar os serviços na casa dos clientes e em cama de casal.

Existem algumas ressalvas: não é permitido tocar em partes do corpo de Jackie que estejam cobertas por roupas. Para deixar a delimitação bem clara, Jackie sempre atende aos clientes vestida com pijamas. A demanda é tanta que Jackie contratou uma assistente, uma jovem chamada Colleen.

Via Noticias.yahoo.com

Pedido de Perdão (Resposta)

Ontem eu postei aqui uma carta onde expunha minha dor diante das declarações que Ana Paula Valadão fez em uma pregação na semana passada. Hoje tive a grata surpresa de ler no blog dela o seguinte:

“Quero pedir desculpas às pessoas que se ofenderam com algumas colocações que fiz em um dos cultos de mulheres. Eu me expressei mal. Obesidade não é um impedimento para o exercício da liderança e da espiritualidade. De qualquer forma, continuo acreditando que a prática do jejum, da oração, da leitura da Bíblia e das disciplinas espirituais são fundamentais, não apenas para os líderes, mas, para todos os cristãos.” (Ana Paula Valadão)

Que Deus nos abençoe!

Querida Ana Paula

A Mulher de Ló - ilustração baseada na mensagem do culto das mulhers

Querida Irmã Ana Paula Valadão,

Venho por meio desta postagem demonstrar a minha profunda tristeza diante da mensagem que acabei de ouvir/ver, que foi ministrada no dia 31 de Outubro de 2012, no culto das mulheres. Cheguei até essa mensagem porque vi uma pequeno trecho de menos de 2 minutos onde fica evidente um comentário seu sobre pastores que são gordos e irmãs que não fazem jejum. Tal comentário é sua opinião pessoal, não é mesmo? Porque não há nada na Bíblia que nos ensine sobre ser errado ser gordo ou magro. A Bíblia nos ensina sobre glutonaria:

“Não exagere na comida, controle seu apetite!” Provérbios 23:2Bíblia Viva

Há outras passagens no Novo Testamento (Lucas 21:34, Romanos 13:13 e 1 Pedro 4:3) que mencionam a questão do auto-controle relacionado ao apetite por alimentos ou satisfação de outras necessidades do corpo ou da alma.

Para não pecar em lhe julgar precipitadamente por um trecho de menos de 2 min, o que vi inicialmente, busquei pela pregação completa e para meu desgosto maior a coisa ficou mais feia ainda pois em dado momento, a Ir. Ana Paula compartilha uma experiência pessoal vivida com seu esposo no qual ele lhe faz um ELOGIO baseado num trecho de desenho animado onde um personagem declara sua preferência amorosa pela hipopótamo. Comentou ainda sobre um tal anjo da lipoaspiração, em tom de piada. Creio que tal discurso caberia muito mais num show de piadas stand up, e daqueles tipos onde tem piadinhas nocivas que são politicamente incorretas, que nos fazem rir, mas fazem doer no coração dos que são tachados por motivo de piada. A gente não sabe o como cada coração vai receber o que dizemos, mas precisamos ter o mínimo de cuidado ao falar em púbico. Nem todos tem a obrigação de ter seus corações vestidos em uma armadura, ou quando não já estarem com suas almas fortalecidas para receber um golpe assim. Principalmente se o golpe acontece com palavras que são ouvidas dentro da igreja, ou fora dela… onde a palavra possa chegar, principalmente hoje em dia por meio da internet. Me desculpe se estou entendendo tudo errado, mas a forte impressão que ficou foi essa.

Tenho de lhe dizer, sua mensagem me lembrou o trecho de Eclesiastes 10:1.

“Se alguém colocar moscas mortas num vidro de perfume, ele acabará cheirando mal! Assim, um pequeno erro pode destruir muita sabedoria e honra.”

Eclesiastes 10:1  – Bíblia Viva

Saiba que esses trechinhos mencionados em sua mensagem serviram como a tal mosca que estraga o perfume. Enquanto escrevo esse texto meu coração luta para não sentir mais raiva do que você disse. Porque eu sei o quanto dói dentro do coração de algumas pessoas ter um peso além do padrão estabelecido pela sociedade como aceitável. Serviu muito mais como desserviço cristão do que como motivação pra mudança o seu discurso. Ministrar a Palavra serve pra qual objetivo? Salvar almas? Como fazemos isso? Incitando dor, raiva, indignação e ira e sem ser por causa do confronto com o pecado? Eu sei que se pregarmos o Evangelho como ele é, isso pode incitar a ira dos ouvintes se os mesmos se sentirem tocados em seus pecados e não estiverem dispostos a uma mudança naquele momento. Mas as emoções que seu discurso sobre a gordura das pessoas causou, não foram semelhantes aos que sentimos quando o Espírito Santo nos toca procurando nos mudar/transformar/tornar novas criaturas.

Você não acha que a sua mensagem teria muito mais efeito se pregada com a intenção de chamar para o amor de Deus ao invés de constranger por causa do peso? Não digo da mensagem toda, mas só do trecho que me toca.

Tenho muitos amigos e amigas que estão num peso acima do que se considera aceitável em nossa sociedade. Alguns sofrem problemas de saúde por causa disso e procuram aos seus modos resolver isso. Alguns sofrem consequências de uma vida dilacerada por um lar onde foram rejeitados desde cedo, inclusive por seus próprios pais que os deveriam aceitar com amor como são. Alguns desses meus amigos pediram que eu me manifestasse sobre a sua mensagem. Eu não poderia simplesmente engrossar o coro dos descontentes e não lhe dizer que muitos deles ainda não conhecem a Cristo, como você conhece. E eu gostaria muito mais de estar escrevendo esse texto aqui com um outro conteúdo, do tipo: “Olha eu ouvi amigos meus dizerem de sua mensagem que mudou a vida deles e agora querem conhecer um pouco mais desse Jesus do qual se fala tanto.   

Esse meu blog aqui tem por intenção ajudar no processo de aceitação pessoal, a partir de um ponto de vista de que somos preciosos/preciosas como ser humano. Sei que amar a si mesmo faz parte do cumprimento do mandamento divino: Amar a Deus sobre todas as coisas, amar ao próximo como a si mesmo. Eu posso me amar por ser magro ou gordo, creio que isso é aceitável diante de Deus. Mas não vejo como um ato de amor, dizer que por ser magro ou gordo sou melhor do que alguém que é diferente de mim. Considero as partes mencionadas em teu discurso como um ato de desamor. O mundo está cheio de uma pressão nada amorosa para com as pessoas. Muitas vezes impondo um padrão para o qual seus corpos e aparências não correspondem. Muitas vezes esse padrão de pensamento não amoroso adentra a Igreja. Adentra e corrompe o modo de pensamento cristão, nos pondo a pensar em coisas que não são o foco do Evangelho em si e acabam sendo perda de tempo, não valorização da prioridade espiritual no serviço cristão. Sobre isso, tenho a dizer que também preciso melhorar mais e não negar o meu chamado; mas estou a caminho assim como você já está em projeção bem maior que a minha.

Como você mencionou em sua mensagem, estou tendo de exercer o ato de perdão. Eu lhe perdoou por ter tido um comentário infeliz, insensível e nada condizente com o Evangelho de Cristo. Todos cometemos deslizes. No momento eu não sou 100% santo, tenho minhas falhas. Se não fosse pela graça de Cristo eu não poderia me achegar a você para escrever o que está aqui. Só queria que você soubesse dos efeitos de sua pregação aos corações de pessoas que eu amo muito, e junto as quais tenho me esforçado para fazer mudar a visão que elas possam ter de si mesmas, quando não se amam o suficiente por serem gordas. Peço a Deus que lhe dê sabedoria de hoje em diante pra que suas palavras nas ministrações tenham mais de Deus e menos de suas opiniões pessoais. Porque no final das contas, como ministra do Evangelho, o seu serviço deve ser esse, edificar vidas por meio da Palavra de Deus e não afastar pessoas de Cristo. Já existe muita pressão no mundo para afastar as pessoas de Deus. Sua voz não precisa ser emprestada pra esse tipo de desserviço.

Esperando sinceramente que reconsidere as suas palavras e mais uma vez se deixe nas mãos de Deus.

Leonardo Ladislau

Beleza Interior

“Sejam belas interiormente, em seus corações, com o encanto duradouro de um espírito amável e manso, que é tão precioso para Deus.” 1Pedro 3:4  (Bíblia Viva)

Prezo pela beleza interior. Não adianta muito sermos lindas por fora e horríveis por dentro. Quase nenhuma menina gosta de ser considerada objeto, seja de decoração ou sexual. Amo maquiagens bem feitas, que valorizem os traços pessoais do rosto; jóias com designer interessante e criativo também são muito boas pra realçar o belo do qual tanto gostamos. Mas nada disso teria valor algum se INTERIORMENTE a menina não cultivar a sua BELEZA.

Não dispensem a maquiagem quando achar necessário, as jóias e acessórios quando preciso; mas cuidado: JAMAIS DISPENSEM O SER BELA POR DENTRO!

Aparências

“Não se deixe
iludir pelas aparências.
Cultive muito mais
uma essência pessoal
do que um valor passageiro.
No final das contas
ficam com a gente pelo que somos

e não pelo que aparentamos ser..”
Leonardo Ladislau

Saibam…

Hoje eu ganhei de presente uma outra audição, percepção, sentido em certa canção interpretada por Gonzaguinha. Pra quem possa não perceber eu separei uns trechos…

Eu apenas queria que você soubesse
Que esta menina hoje é uma mulher
E que esta mulher é uma menina
Que colheu seu fruto flor do seu carinho

 

Eu apenas queria dizer a todo mundo que me gosta
Que hoje eu me gosto muito mais

Porque me entendo muito mais também

 

E que a atitude de recomeçar é todo dia toda hora
É se respeitar na sua força e fé
E se olhar bem fundo até o dedão do pé

Eu Apenas Queria Que Você Soubesse

Gonzaguinha

Eu apenas queria que você soubesse
Que aquela alegria ainda está comigo
E que a minha ternura não ficou na estrada
Não ficou no tempo presa na poeira

Eu apenas queria que você soubesse
Que esta menina hoje é uma mulher
E que esta mulher é uma menina
Que colheu seu fruto flor do seu carinho

Eu apenas queria dizer a todo mundo que me gosta
Que hoje eu me gosto muito mais
Porque me entendo muito mais também

E que a atitude de recomeçar é todo dia toda hora
É se respeitar na sua força e fé
E se olhar bem fundo até o dedão do pé

Eu apenas queira que você soubesse
Que essa criança brinca nesta roda
E não teme o corte de novas feridas
Pois tem a saúde que aprendeu com a vida

Eu apenas queria que você soubesse
Que aquela alegria ainda está comigo
E que a minha ternura não ficou na estrada
Não ficou no tempo presa na poeira

Eu apenas queria que você soubesse
Que esta menina hoje é uma mulher
E que esta mulher é uma menina
Que colheu seu fruto flor do seu carinho

Eu apenas queria dizer a todo mundo que me gosta
Que hoje eu me gosto muito mais
Porque me entendo muito mais também