Sobre dividir a sua vida com alguém

Embora eu tenha passado por vários “casinhos” cheios de experiências ruins que me fizeram aprender muito, tenho notado a cada dia o quanto é difícil dividir a sua vida com uma outra pessoa e isso não vale apenas para relacionamentos de casal, mas para amigos e para a família também. Sou uma pessoa de personalidade muito forte, geniosa, teimosa, que fala o que pensa sem dó e nem piedade e impulsiva; também sei que diversas vezes faço drama e, tenho notado, que às vezes praticamente faço birra igual criança. Quantos defeitos, não?

É duro sentar e simplesmente enumerar todas as coisas que você precisa melhorar, mas isso precisa ser feito para que você não coloque coisas boas a perder. Sabe o tal do copo? Todo mundo tem um e as gotas vão pingando. Se começar a pingar muito, com muita frequência, esse copo vai transbordar e você pode dar xeque-mate na sua felicidade, ou um fatality (saudades, Mortal Kombat) seguido de um horrível “game over”.

A verdade é que e difícil ser menos você e mais alguma coisa que você não é no dia a dia. É difícil reconhecer que às vezes um simples “respirar fundo” pode não ocasionar uma discussão banal, uma chateação com seus pais, uma desavença com um amigo ou a inimizade do chefe. Não é ser submissa a tudo e nem engolir todos os sapos, mas a gente às vezes faz picuinha com coisas tão pequenas que depois o arrependimento é infinitamente maior, fora o desgaste emocional de ter causado uma situação que gerou um sentimento ruim.

dividir a vida com alguém

“Nós não vemos as coisas como elas são, nós vemos as coisas como nós somos.”

Falando em relacionamento de casal, e aí tem a ver com lances de segurança e autoestima, aprendi a agir de determinadas formas no passado que, se eu não mudar agora, colocarei tudo a perder. Porque a gente às vezes quer atenção demais, cuidado demais e quer que o outro mostre pra gente que temos valor, que somos amadas e isso é tão sutil e está tão enraizado no nosso inconsciente que a gente acaba cobrando do outro uma postura que ele não tem que, obrigatoriamente, ter. Pessoas demonstram amorcuidado de variadas formas. Se você tem um padrão determinado na sua mente do que é o “certo” e o seu parceiro(a) não faz isso e você é desagradada, foi-se o dedinho no botão de “start” para começar um desentendimento. Isso não é bom, isso desgasta e ninguém aguenta.

Para sermos mais felizes, é importante fazer essas reflexões, sim. Aprendi com uma de minhas psicólogas a ter consciência dos meus defeitos e comportamentos mais nocivos. Ela dizia que, ao ter consciência daquilo, eu precisava começar a perceber quando aquela postura se desencadeava para conseguir frear antes de “bater”. E eu melhorei em muita coisa, mas ainda tenho muito chão pela frente, especialmente agora por estar em um relacionamento em que tudo é muito novo pra mim, a inexperiência é grande e a personalidade sobra.

Te convido a sentar depois de ler este editorial e fazer uma lista com seus piores defeitos e comportamentos para, em seguida, analisar o que é que desencadeia isso em você e o que você pode fazer para freá-los antes mesmo do trem querer partir da estação. Isso vai melhorar a sua vida como um todo e vai fazer de nós mulheres mais seguras, mais sábias, mais confiantes e com uma melhor autoestima!

Texto de Paula Bastos

via GrandesMulheres

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