Domingo de Tarde

Domingo muitas vezes é um dia misturinha de coisas boas e outras coisas muito tediosas… Sabe quando vai se acabando a tarde e fica uma sensação de ressaca, mesmo quando nenhuma gota de álcool desceu pela garganta? O clássico tédio de domingo. Sintoma de que a segunda-feira, que está logo ali na esquina do dia, vai trazer uma porção de coisas rotineiras que já não empolgam mais como aconteceu um dia. Sinal de que algo na vida precisa mudar. Mas o que seria? Falei ainda a pouco sobre a sensação de ressaca… Antes eu estivesse bêbado para escrever o desabafo que vem a seguir…

Algumas pessoas têm medo da mudança de uma tal forma, que se tornam reféns de uma rotina que é tão pesada e desgostosa, quanto o medo da mudança. Noutro dia ouvi uma amiga dizendo que seria bom se eu aprendesse logo a diferença entre as coisas que poderia escolher, não apenas entre o que era bom e ruim, mas entre o que era bom e o que era melhor. E que eu escolhesse o melhor. Pois eu não poderia ficar encima do muro, com medo de mudar.

A vida que é uma só, é cheia de escolhas a serem feitas. Podemos escolher entre as muitas opções, aquela que melhor nos satisfaça. Não fazer escolha nenhuma é um tipo de escolha, mas posso garantir que os resultados de não escolher não são dos bons. Algumas decisões parecem assustadoras enquanto não são tomadas. Não decidir coisa alguma pode ser pior do que escolher qualquer coisa. Mas quanto tempo leva para aprendermos que viver tem esse risco, e ainda assim agir no sentido de viver? Muitos de nós vive pela metade pois tem medo de que a vida se torne completa e depois não saibamos o que fazer. Um medo de um futuro que nunca foi vivido. Presumimos que seja de um jeito ou de outro e tememos não saber agir diante da novidade. Momentos assim requerem de nós uma pausa, um respirar fundo e uma tomada de decisão.

Eu sei que você tem uma decisão pra tomar e tem adiado isso faz uns dias. Age com a coragem que tem coração pede. E se a paz não sair de dentro de você, siga adiante. Por mais que seja dolorido. Mais adiante a maturidade vai florescer como um novo dia, e na claridade dos fatos, ficará evidente que você tomou a melhor decisão.

Ser ou Não Ser – Escolha ou Imposição?

As gordinhas lindas na ilustração são arte do Edull

Quem você é hoje é resultado da sua vontade ou da vontade de outras pessoas?

Quando no geral nos perguntam quem somos, costumamos responder nosso nome e logo em seguida vem a profissão, ou o que fazemos. Como se o nome e as nossas ações fossem suficientes para nos definir. Pois bem, digo que não é, pois somos muito mais do que as nossas ações e os nomes que escolheram pra nós.

Quantas vezes a gente age no impulso e logo se arrepende procurando reaver nossas atitudes e tomando um outro rumo na vida? Aí de nós se fôssemos apenas o que fazemos. Mas enfim, o caso é que, a nossa real identidade não se restringe ao nome, profissão, aparência… Quem de fato somos está muito ligado a um somatório de muitas características que são exclusivamente nossas, um jeito de ser que no mundo só quem tem somos nós. A nossa vontade também tem a ver com quem somos, nossas intenções. O quanto que valorizamos essa particularidade?

Há quem valorize muito pouco, inclusive chega ao ponto de ir na onda de toda moda que surge sem se questionar se de fato gosta ou se está aderindo apenas para ganhar mais elogios e likes e ser aceito por um grupo de pessoas que pode dar um senso de aprovação e bem estar. Estou dizendo que não devemos andar na moda? Não. Não to dizendo isso. Estou dizendo que não precisamos ser “maria vai com as outras“? Sim, estou falando que podemos ser individuais e mesmo assim amáveis, aceitáveis, gostáveis e únicos enquanto seres humanos. Não há nada de errado com isso. Algumas pessoas têm medo de assumir a própria identidade, pois é natural sermos autênticos na vida e no mundo e uma grande massa de pessoas que não tem a própria identidade definida vir com paus e pedras querendo nos demover da nossa condição de exclusividade. Acontece que chegar ao ponto de sermos quem somos é libertador e não há dinheiro no mundo que pague pela paz de saber que somos amados pelo que somos e não pelo esforço que poderíamos fazer para ser aceitos.

Se você já descobriu o quão libertador é ser quem você é de verdade, compartilhe essa ideia com outras pessoas e contribua para um mundo mais livre e feilz!