Já Percebeu Como Pode ser Difícil Mudar de Vida?

Quando você desperta para começar um novo dia, o que te empurra a seguir adiante? O que te motiva a fazer algo ou deixar pra depois ou nem isso, deixar de fazer e ir vivendo, fazendo uma outra coisa? O que move a sua energia dentro de você, na sua alma e no seu corpo, no seu espírito?

Basicamente o ser humano é motivado a agir em busca do prazer ou fugindo da dor. Na história que a monja Coen conta no vídeo abaixo, vemos o exemplo de 4 cavalos. Cada um deles resolvia agir diante de uma determinada circunstância da vida. Cada um de nós pode ser comparado com um tipo desses cavalos. Com qual deles você se identifica?

Se for pra ser Gorda, seja uma Gorda por inteira!

Evite ficar no grupo da maioria que não se gosta, não se ama, se odeia, por estar acima do peso no qual dizem que ela tem de estar. Ouse atravessar a porta que faz divisão entre uma vida de vitimismo e uma vida de liberdade!

Sabe o que é ser livre? É pode se olhar no espelho e não vê quem você tem a obrigação de ser mas quem você de fato é. Ser livre é saber que você pode ser amada como é e não precisa eliminar alguns quilos do corpo para que seja desejável. Sim, há homem que amam mulheres gordas e, não, eles não querem só fazer sexo contigo! Sim eu sei que há tarados, fetichistas, que sentem muito tesão em mulheres gordas mas não têm a coragem de assumir diante dos amigos que eles amam ter ao seu lado uma mulher cheia de si num relacionamento sério. Esses tais existem, mas podem ser dispensados de seus pensamentos pois o seu alvo é outro. Ouse sair da zona de dependência emocional, aonde servem apenas migalhas ao invés de um banquete inteiro!

Existem na vida as famosas “amigas” (entre aspas bem grande) que gostam que você vá com elas em alguns lugares pois a mediocridade feminina em querer competir umas contra as outras, faz de você um contrapeso interessante – você já viveu isso? De ter uma “amiga” que te leva nos lugares mas desfaz de você? Já teve uma “amiga” que te usa pra desabafar as dores dela mas que não se importa em tratar e curar as suas dores? Uma “amiga” que diz que você precisa emagrecer para ficar mais bonita, afinal de contas “você tem um rosto lindo”? Te digo, essa ai não é Amiga de verdade! Pode dispensar o relacionamento com ela. Faça passar essa fase de sua vida, esse momento de dependência emocional. Entenda de uma vez por todas que antes só, do que mal acompanhada. Ouse acreditar que você é mais forte do que a solidão e a mesma pode ser desfeita com as companhias certas pois existem mulheres que se amam como são e se apoiam mutuamente para que o corpo gordo não seja um diferencial entre o que considerar Belo ou feio, aceitável ou rejeitável. Ouse descobrir e aceitar o seu próprio valor! Compartilhe com outras gordas o que ilumina a sua alma, para que haja mais luz dentro delas.

Encontre pessoas que te apoiem a ser quem você é de fato! A vida pode ser longa ou curta, não sabemos quanto tempo temos de vida, mas você pode ter certeza de que é melhor viver cada momento desfrutando o que de melhor for possível. E existem tantas possibilidades maravilhosas! Ninguém nasceu pra viver uma vida medíocre, muito menos você! Ouse acreditar no seu potencial escondido em ti mesma, ouse cavar e encontrar o que há de precioso em ti!

Hoje acontece uma revolução no mundo, pode ser que em alguns lugares seja uma revolução silenciosa ou barulhenta, mas faça parte… Amar a si mesma é um ato revolucionário! Ouse, desfrute, viva de verdade! Faça um novo tempo começar agora em sua vida. Creia e tome uma atitude já.

#EuMeAmoGorda

Quem diria, a Maisa Silva tá Gorda!

Vocês lembram daquela menininha bonitinha, engraçadinha que prendia a atenção do povo na frente da TV com suas tiradas engraçadas em conversas com o Silvio Santos?

Pois é, ela cresceu e parece que a adolescência está passando bem rápido. Recentemente ela postou uma foto sua de biquíni e uma pessoa fez seu papel de hater comentando que Maisa estava gorda.

Maisa não deixou por menos e respondendeu que a pessoa incomodada poderia pagar uma lipoaspiração ou nutricionista ou mesmo surtar, pois ela estava muito gata.

O nome disso é auto estima né? Foi bom ler e saber que a pequena não está se deixando levar pelo que dizem pessoas sem noção.

Se ela está gorda ou magra isso deveria interessar exclusivamente a ela e mais ninguém. Quando será que as pessoas vão se dar conta de que existem assuntos mais importantes do que comentar sobre o formato de um corpo que não é o seu?

Beijos pra Maisa e pra todas as meninas que já decidiram que não vão se deixar levar pela idiotice alheia!

Seu Corpo Pertence a Quem?

Achei um texto muito bacana que faz refletir sobre a feminilidade e outras peculiaridades do mundo da mulher. Eu não sei a autoria do texto, por isso vai ficar como sendo anônimo:

Amamos mulheres! Desde que elas se depilem totalmente a ponto de parecerem crianças. Sim, vaginas “infantis” são ovacionadas. Nenhum pêlo! Que nojo mulher com pêlo! Mulher tem pêlo? É sério? Depilação com cera, por favor! E finge que não dói.
Amamos mulheres! Essas divas. Mas parto normal, não. Vai estragar o brinquedinho? Vagina de cocotinha, lembra? Vagina de cocotinha não é capaz de colocar uma criança no mundo. Cirurgia, por favor!

Amamos mulheres! Com peitos durinhos. Põe silicone, ué! Uma cirurgia a mais, uma a menos, não faz diferença. Peitos que jorram leite pra alimentar um bebê? Isso existe? Com tanta latinha na farmácia… Não, amamentar, não. Que pretensão é essa de poder produzir o alimento do seu filho? Seca, leite. Você não consegue. Peito é pra fins sexuais. Apenas. Servidão.

Amamos mulheres! Que nojo de menstruação… Mulher menstrua? Sangue? Ai, vou desmaiar. Esconde esse absorvente. Shhhhh. Ninguém pode saber que sai sangue de você todo mês. Tem jeito de não menstruar. Vai! Faz isso! Que nojo! Hormônio pra dentro. Tá tudo bem.

Amamos mulheres! De barriga chapada: por que a sua não é? Lipoaspiração. Abdominoplastia. Cinta que tira o fôlego. Tudo a seu favor. O que não vale é ter a sua própria barriga. Onde já se viu? Que audácia amar seus pneuzinhos!

Amamos mulheres! Mas essa vagina não é igual ao do filme pornô. Vai lá! Tem cirurgia íntima! O Brasil é recordista mundial em cirurgias íntimas femininas. Uma cirurgia a mais, uma menos… Mais uma dose de cirurgia, por favor. Labioplastia ou ninfoplastia. Ninfo. Aproveita que também existe clareamento anal. Tudo rosinha. Ninfo. Rosinha. Sua vagina não serve. Nem seu ânus.

Amamos mulheres! De sobrancelha feita, cabelo pintado, escovado, maquiada, com esmalte, depilada, vagina e ânus rosadinhos, salto, sem menstruação, sem leite jorrando do peito, sem ver um filho passando em sua vagina. Mulheres… Cirurgias. Produtos pra maquiar. Naturalidade feminina? Nojo!

Amamos mulheres! Doces. Já tomou seu rivotril hoje? Gritou? Tá louca. The madwoman in the attic. Mulheres. Jovens. Eternamente. Um fio de cabelo branco é sinal de desleixo. Compra tinta, maquiagem, faz cirurgia, toma hormônio, rivotril, sinta a dor de cada pelinho sendo arrancado com cera quente. Vai em frente!

Amamos mulheres! Jovens, maquiadas, moldadas, dormentes, lipoaspiradas, siliconadas, alisadas, clareadas, refinadas, “limpas”, de salto – nem sua altura serve! – desumanizadas, anestesiadas para a próxima cirurgia. São tantas Galateas…

Amamos mulheres! Já viu o ‘the perfectv’? Novidade no mercado. Iluminador para a vagina. Rosa. Iluminada. Ninfa. Cocotinha. Depilada. Infantil.

Amamos mulheres! Desde que elas não sejam mulheres. Apenas estátuas moldadas. Apenas Galateas esculpidas por Pygmalion. Sem vida. Estão todas dopadas. Seja por remédios ou pela mídia.

“Gostamos de mulheres femininas”: mentira! Porque vocês odeiam tudo o que é feminino: pêlos, sangue, parto, leite, cheiro natural de vagina, cores e sabores. Vocês não gostam de fêmeas. Vocês gostam que mulheres performem feminilidade. A qualquer custo. Que não sejam elas mesmas. Chora, Galatea em silêncio pra não incomodar.

Concurso EuGordinha Te Veste

Você sente dificuldades para encontrar aquela roupa que lhe caiba bem no corpo, que lhe deixe linda e super a vontade consigo mesma? Infelizmente ainda acontece muito disso aqui no Brasil.

Para ajudar um pouquinho a resolver esse problema, criamos um concurso no qual vamos sortear dia 15 de janeiro de 2019, as 18hs um dos vestidos que estão nas fotos a seguir. Para concorrer é fácil.

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Muito Boa Sorte!

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Vai Ter Gorda Na Praia!

Eis um fato da vida, que foi manifesto num ato contra o preconceito, no dia de ontem, domingo, 13 de janeiro de 2019 na praia de Itapuã, em Salvador, na Bahia, Brasil. Daí vocês podem me perguntar o motivo de eu estar começando o texto assim como se fosse notícia de jornal, fato histórico, mas é porque de fato foi assim que aconteceu.

O objetivo foi chamar a atenção para o direito da mulher gorda ocupar o seu espaço público indo de encontro ao preconceito que chamamos de “gordofobia”.

Vai Ter Gorda na Praia em 2019 - mulheres gordas em vários formatos de corpo numa pose para foto

Como pode ser visto na foto acima, várias mulheres gordas aderiram ao movimento posando para expor seus corpos nas mais variadas formas de fofice, como uma forma de chamar a atenção para o fato de que ser gorda não as impede de se sentirem lindas como de fato são, capazes de trabalhar no que se sentirem a vontade, dignas de respeito – o que não acontece muitas das vezes devido ao preconceito, o que acaba gerando uma discriminação terrível.

Vai Ter Gorda na Praia 2019 Salvador BA Brasil

O movimento já existe desde 2016. Eu só estou tomando conhecimento agora em 2019. O grupo surgiu com o intuito de combater a gordofobia, e promover a valorização das mulheres gordas, conforme disse Adriana Santos, organizadora do grupo.

Achei uma iniciativa bacana. Será que poderíamos chamar esse tipo de movimento de Fat Power? Acho que sim. Inclusive esse termo já existe e assim como o Black Power que surgiu para evidenciar a cultura e resistência negra numa sociedade predominantemente racista, o Fat Power se propõe a expor as mazelas sofridas por quem tem um corpo mais volumoso do que o padrão estético imposto como melhor do que os outros.

Sabe o que eu acho infeliz nisso tudo? O fato de ainda ser necessário esse tipo de manifestação no mundo. Isso demonstra o tanto que ainda precisamos evoluir para aceitarmos uns aos outros e mais, aceitarmos a nós mesmos tal qual somos. Quantas pessoas ainda precisarão sofrer com bullying, discriminação, rejeição e auto rejeição pelo fato de terem um corpo diferente do que uma grande maioria opina não ser aceitável?

Padrões estéticos não deveriam ser a regra para medir o tanto que uma pessoa deveria fazer ou não com o seu corpo para ser aceitável na sociedade. Ao dizer isso eu não defendo o excesso de peso ao extremo de prejudicar a saúde. Sou muito a favor de que cada mulher decida qual corpo quer ter, desde que se mantenha saudável, feliz, de bem consigo mesma e com aqueles que a amam e a aceitam como ela é. O respeito por si mesma também deve ser levado em consideração.

Parabéns para as meninas do movimento #VaiTerGorda, seja na praia, no shopping, no parque, onde cada gorda bem quiser estar! O mundo é nosso e não apenas de uma minoria que deseja regular quem deve ou não deve ser do jeito que eles querem. Um Salve bem grande para a liberdade de existir, seja como bem quisermos!

Forte abraço pras amiggas!

Você Sabia que Um Corte de Cabelo Pode Mudar Sua Vida?

A gente muda de vida o tempo todo, mesmo quando não fazemos aparentemente nada pra que isso aconteça. O nosso corpo, sob ação do tempo, amadurece, envelhece, muda… Pele, unhas, cabelos… em alguns casos algumas preocupações a mais fazem com que até os cabelos caiam mais do que deveriam. Ficam parecendo folhas secas de uma árvore no outono.

Mas fora essa mudança natural que acontece em nossas vidas, quais são as mudanças que você gostaria que acontecessem na sua vida hoje? O que estaria ao alcance de suas mãos?

A vida muda quando decidimos que ela vai mudar. Enquanto não tomarmos uma decisão e agirmos, tudo pode continuar sendo como tem sido desde sempre… ou seja, se não tomarmos uma atitude, a vida pode continuar seguindo seu fluxo de rio em direção ao mar. E o mar é tão lindo né? Olhando por fora, sim, olhando na metáfora que eu fiz ainda agora, o mar é aquele momento no qual vamos entregar toda nossa energia para o mistério do qual a nossa vida se originou. Já percebeu que a vida pode ser muito misteriosa? A gente nasce, cresce, vai amadurecendo, aprendendo uma porção de coisas, passando por uma porção de experiências, dores, lições, prazeres… para no final… ficar o quê?

Antes de chegarmos ao final da vida, é importantíssimo vivermos o hoje. Assim sendo: O que temos para desfrutar ou mudar em nosso agora?

Quando comecei a falar sobre mudança de vida, pode parecer que isso signifique mudanças drásticas, porém coisas simples passam a fazer muita diferença. Já percebeu, por exemplo, que um corte de cabelos pode te fazer sentir melhor o vento no rosto? Trocar de sabonete, trocar a cor dos esmaltes também altera em muito a percepção de mundo… Tudo o que toca as nossas emoções tem o poder de mudar a nossa vida e a vida dos outros. Até mesmo a comida que a gente come ou deixa de comer.

Te proponho duas ações para o dia de hoje. A primeira ação é que você avalie a sua vida e perceba o que está ruim e você poderia mudar pra ficar bom. A segunda ação, é que você perceba o que já está bom mas pode ficar melhor. Correção e Aperfeiçoamento. Tira algo de ruim e põe algo bom no lugar. Pega algo bom e faz ser algo melhor ainda. Eis um caminho agradável na vida, um caminho evolutivo.

Forte abraço pras amiggas!

Você Sabe Porque Meninos Vestem Azul e Meninas Vestem Rosa?

Fui pego de surpresa no twitter, Vanessa da Mata dizendo que a gente veste a cor que quiser…

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Fiquei confuso pois a polêmica continuava em outros tweets e eu ainda não sabia do que se tratava, não tinha visto nada no facebook ou demais redes sociais. Dei uma olhadinha no google e descobri que no terceiro dia governo do presidente Jair Bolsonaro, Damares Alves, titular do Ministério da Mulher, Família e Direitos Humanos, publicou vídeo afirmando sobre “nova era” no Brasil. A frase que virou meme e gerou polêmica foi: “menino veste azul e menina veste rosa”

Ela diz que fez uma metáfora contra a ideologia de gênero, mas quando assim declarou já tinha virado meme e desperto uma porção de gente que fiz hastgar #CorNãoTemGênero e etc.

A Origem…

Fato é que esse evento me lembrou algumas origens históricas do motivo pela qual usamos roupas de certas cores. Confira abaixo:

Quando – e por que – o rosa se tornou cor de menina?

O rosa só se estabeleceu de vez como uma cor feminina na década de 1980. Mas o caminho até lá foi longo. Acompanhe a história:

Durante séculos, as tinturas para roupa eram muito caras e crianças de qualquer gênero usavam vestidos brancos até uns 6 anos de idade. Os tons pastéis – entre eles, o rosa e o azul – só começaram a ser associados a crianças no início do século 20, pouco antes da 1ª Guerra Mundial.

Na época, porém, ainda não havia uma distinção de gênero estabelecida. Havia até quem defendesse o oposto da norma que vigora hoje: uma artigo de 1918 da Earnshaw’s Infants’ Department dizia que rosa era para meninos e azul para meninas. Isso porque o rosa seria uma cor mais “forte e decidida”; já o azul, mais “delicado e amável”. Perceba que só muda a paleta de cores: o machismo implícito à explicação está lá, intacto.

Em 1927, após uma pesquisa em diversas lojas de departamento norte-americanas, a revista Time concluiu (veja o artigo original) que a dicotomia entre rosa e azul não era unanimidade: três lojas recomendavam rosa para meninos, outras três, para meninas. Uma última recomendava rosa para ambos, sem distinções.

No texto introdutório da Time, lê-se: “Na Bélgica, a Princesa Astrid (…) deu à luz na noite anterior a uma filha de 3,1 kg. Disseram os despachos: ‘O berço foi enfeitado de rosa, a cor para os meninos, sendo a das meninas o rosa’. Disseram muitos leitores de jornal dos EUA: “O quê? Rosa para um GAROTO? Na nossa família, nós temos usado rosa para GAROTAS, e azul para garotos”.

Após a 2ª Guerra Mundial, a mais famosa entusiasta e divulgadora do rosa foi Mamie, a esposa do presidente Dwight Eisenhower (que governou entre 1953 e 1961). Ela foi à festa de posse de seu marido em um vestido rosa exuberante, e passou a usar a cor em muitos compromissos oficiais. Sua postura – dona de casa submissa, esposa de um militar – foi popular na elite machista da época, pré-revolução sexual. As jovens da época, que trabalharam em fábricas e vestiram roupas azuis ou pretas durante a maior parte do conflito, gostaram do contraste.

Mamie Eisenhower. (wikipédia/Wikimedia Commons)

No final da década de 1960, auge de movimentos sociais e do pacifismo, era comum o uso de roupas unissex para meninas. Roupas de gênero neutro permaneceram populares até que em meados da década de 1980 o rosa se impôs definitivamente na paleta de cores de produtos femininos. A popularização do teste pré-natal para descobrir o sexo do bebê contribuiu para acelerar a mudança. Os pais descobriam o sexo do bebê bem antes do nascimento e iam direto às compras, virando presas fáceis para as convenções do mercado.

Para saber mais, um bom livro é Pink and Blue: Telling the Girls From the Boys in America, de Jo B. Paoletti (aqui) – que infelizmente não tem uma versão em português.

As cores das Roupas e Sua Influência no Imaginário

A associação é tão comum que nem parece precisar de explicação, mas nem sempre meninos vestiram azul e meninas vestiram rosa. Segundo o livro Dictionary Of Omens and Supersticions (“Dicionário de Agouros e Supertições”, sem tradução em português), o costume já existia na era pré-cristã, quando se acreditava que algumas cores podiam expulsar os espíritos nefastos que rondavam os recém-nascidos. Como bebês do sexo masculino eram mais valiosos, passaram a ser vestidos com roupas azuis, cor associada aos espíritos do bem (por ser a mesma do céu). As meninas, quando recebiam alguma atenção, ganhavam roupas pretas, cor-símbolo da fertilidade na cultura oriental, de onde possivelmente veio a crença nos espíritos.

Foi só no século 19 que o rosa ganhou alguma ligação com a feminilidade, influenciado por uma lenda européia que diz que as meninas nascem de rosas e os meninos de repolhos azuis. Esse padrão, no entanto, não se disseminou por todo o mundo. Por um bom tempo, na França, as meninas se vestiam de azul, por causa da tradição católica, que associa a cor à pureza da Virgem Maria.

Se quiser ler na íntegra segue o link aqui. e aqui.

Forte abraço cultural pra ti!

Fui no Mercado Comprar Amor

– No que posso ajudar? O que o senhor deseja?

– Sim eu quero 2 quilos de amor, bem fresquinho, por favor…

(Eu e o atendente)

Sei que o diálogo parece improvável, mas ele acontece todos os dias diante de nossos olhos de várias outras formas. São muitas as maneiras de nossa necessidade de sermos amados se manifestar. E não tem nada de errado nisso. O prejuízo só aparece quando a falta de amor começa a nos corroer por dentro e a necessidade se manifesta na forma de carência.

Carência de amor é fome não tratada. Todos nós temos fome e o natural seria que antes dela aparecer pudéssemos dispor do que saciar a mesma, para evitar os males que essa falta denuncia. Acontece que, em se tratando de afeto, as coisas não parecem tão fáceis assim.

Noutro dia notei que boa parte das histórias de amor que eu ouvia, via e sentia, nos filmes, livros e canções conhecidas, não passavam de ilusões forjadas para ludibriar (vou usar essa palavra bonitinha pra doer menos), a quem precisasse de uma anestesia. Pois o amor também dói, alivia mas também dói, depende do contexto no qual aconteça.

Me deixe colocar as coisas bem claramente aqui: Não sou desiludido no amor. Creio que o amor exista, é real, possível, pode ser maravilhoso. Mas também acredito hoje, que ele não seja isso tudo que 95% das pessoas* dizem sem conseguir comprovar na realidade tudo o que pregam.

Como eu disse, não faz muito tempo que notei que o amor no qual eu acreditava tinha sido uma invenção cultural, forjada desde períodos da Idade Média em diante, se formos pesquisar mais a fundo vamos achar resquícios noutras eras… um amor inventado para calar o grito de uma dor muda dentro de nós.

Se temos a necessidade de amar e sermos amados, como poderíamos saciar essa fome da maneira mais saudável possível? Mal comparando, estou lembrando de comida. Em se tratando de comida, alimentação saudável é um bom caminho pra quem quer manter a vida em dia. Se for alimentação orgânica, melhor ainda, aquele tipo de comida que é produzida na terra sem aditivos químicos, sem agrotóxicos… eis ai uma bela comida de qualidade. Voltando ao amor, o que seria o amor não industrializado pela cultura dos que escrevem novelas, filmes, seriados, livros, canções… Como seria o amor, se fosse puro, isento das ideologias que intencionam o controle de um certo grupo de pessoas que não está muito a fim de pensar e prefere por preguiça receber tudo empacotado, pronto pra consumo? Se eu e  você não tivéssemos ouvido dos outros, tudo o que disseram e mostraram sobre o amor, o que ele seria?

O amor pode ser uma triste realidade na vida de algumas pessoas que viveram situações de abuso, negligência e descaso no seio do lar familiar ou nem isso. Vem desde a infância tudo o que sabemos sobre o amor. Fomos construindo, mesmo sem perceber ou saber o que estávamos fazendo. Mas é na infância que a semente cai na terra e cria raiz. Depois com os anos só faz crescer, muitas vezes sem o devido cultivo, a devida poda e… sem agrotóxicos, por favor… Como o amor deveria ter sido plantado em nós? Como é que ainda podemos cultivar? É preciso podar os ramos que já estão secos… não dão frutos faz muito tempo, podemos cortar e lançar os galhos no fogo. Dói, mas é uma dor que vai ser definitiva e não mais aquele espinho fincado no fundo do peito, que dói toda vez que tocamos no assunto… Será que estou sendo claro? É preciso plantarmos novas sementes de amor sadio para não sermos reféns de nossas próprias necessidades. Precisamos transplantar algumas mudas de amores novos que nasceram na beira do caminho. Necessitamos com urgência replantar amores que foram arrancados por ignorância mais ainda sobrevivem graças à sua capacidade de resistir ao tempo. Alguns desses amores foram tão saudáveis, mas não resistiram ao medo que os arrancou com raiz e tudo. Sobrevivem graças às gotas de chuva ou orvalho que caem quando a natureza quer.

Cabe a cada um de nós discernir o amor orgânico do industrializado. O amor nos alimenta a vida e não a diminui, muito pelo contrário, expande a vida. O amor nos enche de vida, nutre, transforma. Nos faz ser melhores do que somos a cada dia.

Forte abraço pras amiggas.


Nota: *Quando falei sobre os 95% das pessoas, essa estatística é uma força de expressão e não corresponde a uma pesquisa feita de fato para comprovar uma percepção que tenho.