Mais que Mel – Documentário Conscientizador

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“Mais Que Mel” é um documentário e como tal se propõe a investigar uma história interessante. Nesse caso a história não é só interessante, como também é assustadora, do ponto de vista da sobrevivência humana. Há quem não goste do inseto “abelha” pois o modo como algumas abelhas se defendem quando se sentem ameaçadas é por meio de uma ferroada dolorosa. Mas além da picada (que pode ser muito perigosa pra pessoas alérgicas) e além do mel, a abelha é responsável por nossa sobrevivência em outros aspectos.

Segue abaixo o trailer do filme e uma sinopse. Pense bem antes de matar um inseto desses, de preferência deixe que ele vá embora, mas não diminua mais com o que de certa forma já estamos dizimando.

Mais que Mel

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Sinopse: Em menos de quinze anos, 50% a 90% das abelhas desapareceram do globo terrestre. Os agrotóxicos e eventuais predadores contribuem certamente para o fenômeno, mas nada justifica uma queda tão brusca no número destes insetos. O documentário investiga a responsabilidade dos homens no desaparecimento das abelhas, lembrando que sem a polinização feita por elas, até 80% das frutas e legumes podem sumir da face da Terra. Mesmo Einstein já tinha dito que sem esses animais, o ser humano sobreviveria no máximo quatro anos. Fonte: Adoro Cinema

Se Você tiver o programa Torrent, Instalado é só Clicar Aqui e baixar o filme via torrent, se ele estiver instalado. Se não sabe o que é e nem como usar o torrent, Clique aqui, e saiba como.

Via OMelhorDaTelona

O Amor é Cego – Pitacos do Filme

ShallowhalmovieposterEngraçado que no original o título do filme seria algo como “Superficial Hal”, ou “Raso Hal”, um título realmente não muito interessante, mas bem esclarecedor. Tendo em vista que conta a história de Hal, um carinha que após ter sido hipnotizado acaba por enxergar as pessoas segundo o seu lado interior e não mais só pelo que o corpo físico mostrava. Há muitas pessoas rasas pelo mundo afora. Muito em nós pode ser uma visão rasa sobre as coisas.

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— Gwyneth Paltrow levava 4 horas para virar a Rosemary de ‘O Amor é Cego’. Da primeira vez em que se caracterizou, a atriz adotou o visual por um dia. Para viver a musa do superficial Hal (Jack Black) em versão obesa, a magérrima Gwyneth decidiu, ao se caracterizar pela primeira vez, manter o visual da personagem o resto do dia e andar por lugares públicos só para sentir como as pessoas olhavam para uma mulher acima do peso, e assim entender melhor a personagem. E por incrível que pareça, ninguém a reconheceu nas ruas! (fonte da net) —

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O filme é cheio de clichês, como não seria diferente sendo uma produção americana. Mas nos põe pra pensar até que ponto os padrões norteiam as nossas escolhas de como podemos ser ou não felizes. Até que ponto a gente é quem escolhe ser feliz ou triste, baseado no que nos dizem que temos de ser, fazer, viver e etc?

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Numa das cenas mais engraçadas, o Hal nem perde muito tempo pensando que não fazia sentido uma lingerie tão grande pra uma mulher que não fazia jus a mesma… (Na verdade poucos homens fazem caso da lingerie que as mulheres usam…)

NOTA: Essa postagem é parte da postagem de um álbum na fanpage da EuGordinha, por isso saiu um texto picado e resumido.

Conselho do Gandalf – Quarto 21

 

(ilustração com Gandalf e Bilbo, cena do filme "O Hobbit")

(ilustração com Gandalf e Bilbo, cena do filme “O Hobbit”)

“O mundo não está nos seus livros e mapas. Está lá fora.” (Gandalf)

Quarto21 – Viver é a verdadeira viagem…

 

Amor Cultivável

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Um dos casais mais belos do mundo esteve próximo de se separar. E nesse texto lindo de Brad Pitt sobre Angelina Jolie, fica claro que quem ama muito merece ser muito amado (a).

“Um Segredo de Amor

Minha esposa ficou doente. Constantemente ela estava nervosa por causa de problemas no trabalho, na vida pessoal, seus erros e problemas com os filhos. Ela perdeu 13 quilos e pesava cerca de 40 quilos aos 35 anos.

Ela ficou muito magra e estava constantemente chorando. Não era uma mulher feliz. Ela sofria de contínuas dores de cabeça, dor no coração e tensão muscular nas costas. Ela não dormia bem, conseguia pegar no sono apenas na parte da manhã e ficava cansada rapidamente durante o dia.

Nosso relacionamento estava a ponto de acabar. A beleza dela estava deixando-a. Ela tinha bolsas sob os olhos, cabelos desgrenhados. Ela parou de cuidar de si mesma. Se recusou a fazer filmes e rejeitou cada papel. Perdi a esperança e pensei que iríamos nos divorciar em breve… Foi então que eu decidi agir. Afinal, eu tenho a mulher mais bonita do planeta. Ela é a mulher ideal para mais da metade dos homens e mulheres da Terra, e eu o único que tinha permissão para dormir ao seu lado e abraçá-la. Comecei a mimá-la com flores, beijos e muitos elogios. Surpreendia-a e tentava agradá-la em todos os momentos. Enchi-a de presentes e comecei a viver apenas para ela. Só falava em público a seu respeito e relacionava todos os assuntos a ela, de alguma forma. Elogiei-a a sós e em frente a todos os nossos amigos.

Vocês podem não acreditar, mas ela começou a renascer, a florescer… Tornou-se ainda melhor do que era antes. Ganhou peso, parou de ficar nervosa e me ama ainda mais do que antes. Eu nem sabia que ela podia amar tão intensamente.

E então eu percebi uma coisa: ‘A mulher é o reflexo de seu homem’ Brad Pitt.

Fabiana Karla

Não é a primeira vez que eu falo dessa atriz que consegue tirar de mim muitas risadas quando decide encarar personagens cômicos. Ultimamente na novela “Amor à Vida”, ela não deixando o lado cômico de lado também tem investido no dramático – o que não é novidade para quem pode assistir à peça “Gorda” quando a mesma esteve em cartaz.

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Cuidado com os “Efeitos Especiais”

Muito do que na vida nos acontece de ruim pode ser mero ponto de vista. Eu sei que a dor que experimentamos é REAL. Só quem sente sabe onde e como dói, seja físicamente e principalmente emocionalmente. Às vezes a sensação que nos dá é a de que estamos numa guerra onde bombas explodem para tudo quanto é lado, tiroteios imprevistos e temos de nos ver procurando refúgio ou tendo de atacar algum inimigo. Pensando nisso eu parei pra refletir no quanto nós podemos ser “enganados” pelas circunstâncias exteriores ou suposições e impressões interiores, diante de alguns problemas da vida, diante de algumas dores. É bom refletir sobre as coisas que a gente vê, ouve, lê por ai. Estive lendo a matéria abaixo e refletindo sobre o assunto de nossas guerras interiores. Espero que possa trazer alguma luz aos que ainda hoje conseguem refletir.

A tropa de artistas que enganou Hitler na Segunda Guerra Mundial

A história dos soldados norte-americanos que usavam tanques infláveis e efeitos sonoros para espantar os inimigos
Rick Beyer/Hatcher Graduate Library

O tanque inflável usado pelo exército dos EUA para enganar Hitler durante a Segunda Guera Mundial

Mais uma daquelas histórias impressionantes da Segunda Guerra Mundial que virou documentário: era junho de 1944 quando dois franceses desavisados entraram no perímetro de segurança da Vigésima Terceira Tropa de Forças Especiais dos EUA e viram, incrédulos, quatro soldados norte-americanos carregando um grande tanque de guerra. Um dos soldados, diante da cara dos franceses, apenas respondeu: “Os americanos são muito fortes.”

No entanto, não se tratava da força dos soldados, mas da leveza do tanque que era, na verdade, feito de borracha inflável. Este episódio foi documentado numa pintura (logo abaixo) por um dos soldados da tropa, que era mais conhecida como The Ghost Army (o Exército Fantasma). O grupo, que desembarcou na França no verão de 1944, foi recrutado em faculdades de arte e em agências de publicidade e tinha como principal arma a criatividade. Sua missão? Enganar as tropas de Hitler.

Arthur Shilstone

Pintura do soldado Arthur Shilstone retrata o episódio dos franceses pasmos com a força dos americanos

John Jarvie

Pinturas feitas no tempo livre documentavam a rotina dos soldados

Além dos retratos da guerra que faziam esporadicamente nos tempos livres, o exército fake tinha vários recursos para espantar os soldados alemães: artilharia de borracha, efeitos sonoros e falsas transmissões de rádio faziam a tropa de artistas parecer um grande exército pronto para o ataque. Foram mais de 20 missões — algumas bastante perigosas — na França, Bélgica, Luxemburgo e Alemanha em que a capacidade de atuação dos soldados era o que lhes garantia a vida. Dentre os cerca de 1.100 jovens do grupo estavam o designer de moda Bill Blass, o fotógrafo Art Kane e os pintores Ellsworth Kelly e Arthur Singer.

A “arte da guerra” feita pelos soldados fantasmas exigia muito mais do que apenas carregar os aparatos de borracha e incluía um verdadeiro trabalho cênico para despachar homens em caminhões e ficar dando voltas, aparentando a chegada de uma grande tropa; frequentar cafés franceses para espalhar fofoca entre os espiões que poderiam estar no lugar e visitar cidades vestidos de generais. Estima-se que o Exército Fantasma tenha salvado muitas vidas e sua atuação foi importante para a vitória dos Aliados no ano seguinte.

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Alto-falantes imitavam o barulhos de grandes unidades de infantaria

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National Archives

O diretor de cinema Rick Beyer contou que soube da história acidentalmente, em um café, ficou maravilhado e tratou de procurar e entrevistar os dezenove veteranos da tropa que ainda estavam vivos. O resultado está no documentário The Ghost Army, que foi lançado nessa semana na rede de televisão estadunidense PBS. Dá pra ver o trailer abaixo:

o artigo foi retirado de OperaMundi

Angelina Jolie – Uma Opção Pela Vida

Angelina Jolie - EuGordinha

Mulher, atriz, considerada linda e talentosa fez operação de retirada dos seios por saber que poderia ter muito mais chances de desenvolver câncer de mama. Ela optou pela vida ao invés de manter uma aparência de beleza, ao invés de ser um mero símbolo sexual (como disseram alguns). Ouvi dizer que Ela perdeu a mãe que lutou por mais de 10 anos contra o câncer e faleceu. Angelina é mãe de 6 filhos, entre os quais tem os seus adotivos. Ela quer ter mais chances de viver com eles e os amar. Ela quer viver mais. Vai acabar se tornando ícone de uma luta, tremenda guerreira em sua batalha.

A Dieta do Palhaço

Dieta do Palhaço - EuGordinhaPra quem nunca viu está ai um documentário interessante que surgiu da proposta de se saber o quão prejudicial poderia ser a comida servida no McDonald’s depois que duas meninas com sobrepeso processou a rede de fast-food por conta de seus problemas com o peso.

Super Size Me (br: Super Size Me – A dieta do palhaço / pt: Super Size Me – 30 dias de fast food) é um documentário estadunidense de 2004, escrito, produzido, dirigido e protagonizado por Morgan Spurlock, um cineasta independente dos Estados Unidos da América.
No filme, Spurlock segue uma dieta de 30 dias (fevereiro de 2003) durante os quais sobrevive em sua totalidade com a alimentação e a compra de artigos exclusivamente do McDonald’s. O filme documenta os efeitos que tem este estilo de vida na saúde física e psicológica, e explora a influência das indústrias da comida rápida.
Durante a gravação, Spurlock comia nos restaurantes McDonald’s três vezes ao dia, chegando a consumir em média 5000 kcal (o equivalente de 6,26 Big Macs) por dia durante o experimento.
Antes do início deste experimento, Spurlock, comia uma dieta variada. Era saudável e magro, e media 188 cm de altura com um peso de 84,1 kg. Depois de trinta dias, obteve um ganho de 11,1 kg, uns 13% de aumento da massa corporal deixando seu índice de massa corporal em 23,2 (dentro da faixa “saudável” 19-25) a 27 (“sobrepeso”). Também experimentou mudanças de humor, disfunção sexual, e dano ao fígado. Spurlock precisou quatorze meses para perder o peso que havia ganhado.
O fator que motivou Spurlock para fazer a investigação foi a crescente propagação da obesidade em todo os Estados Unidos da América, que o diretor do serviço público de saúde dos Estados Unidos da América tinha declarado como “epidemia”, e a correspondente demanda judicial contra o McDonald’s em nome de duas meninas com sobrepeso, que alegaram que se converteram em obesas como resultado de comer alimentos do McDonald’s. Spurlock disse que apesar do processo contra McDonald’s ter falhado, grande parte da mesma crítica contra as companhias de tabaco se aplica as franquias de comida rápida. Embora se podia argumentar que a comida rápida, ainda seja psicologicamente viciante, não é tão viciante como nicotina.
O filme foca o Mc Donald’s como um dos representantes da indústria alimentar estadunidense, que criou tamanhos exagerados de porções e que, sempre que possível, induz ao consumo de mais e maiores porções, fazendo com que a população consuma muito além do necessário para uma alimentação saudável. Saiba mais aqui

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Orfanato – Casa de Heróis

Orfanato - Casa de Heróis EuGordinha

Já repararam na história de vida de muitos dos heróis das histórias em quadrinhos e desenhos animados? Muitos sofreram um fato em comum: Perderam seus pais. Na vida real, muitos que passam por isso, quando se apercebem da falta que um pai ou mãe pode fazer, procuram algo que substitua, mas parece que nunca é suficiente. Alguns tentam com todas as suas forças fazer coisas que os façam notáveis, tendo na aprovação dos outros a sensação de que estão sendo amados.

O poder de um amor de pai e mãe, pode nos fazer mais fortes. Nem precisamos ser super heróis. O amor por mais simples que seja já nos deixa super por dentro. Um coração bem cuidado por quem nos quer bem, tem o poder de nos tornar mais responsáveis pelos outros e por nós mesmos.O contrário também funciona, infelizmente.

Sempre que possível amar, faça-o com todas as suas forças. Principalmente se você estiver na condição de pai, mãe, filho, filha…

Leonardo Ladislau

O Que Temos nas Mãos?

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Gosto de cinema pois em cada filme temos a oportunidade de rever alguns conceitos, ver a vida por outros olhos sempre é bom, variar a forma como se faz as coisas (Bem, isso se o filme for bom!). No filme o “Náufrago”, Tom Hanks vive Chuck Noland (Tom Hanks) um inspetor da Federal Express (FedEx), multinacional encarregada de enviar cargas e correspondências, que tem por função checar vários escritórios da empresa pelo planeta. Porém, em uma de suas costumeiras viagens ocorre um acidente, que o deixa preso em uma ilha completamente deserta por 4 anos. Com sua noiva (Helen Hunt) e seus amigos imaginando que ele morrera no acidente, Chuck precisa lutar para sobreviver, tanto fisicamente quanto emocionalmente, a fim de que um dia consiga retornar civilização.

Essa tal luta pela sobrevivência o leva a estar atento ao que tem ao seu redor. Tudo o que puder ser útil pra sua vida passa a ter valor extremo. Estranho como sejamos assim, como seres humanos… dependemos de que nos falte o que é valioso para que então venhamos a dar valor… ops, me desculpem… não DEPENDEMOS, não! Mas na maioria das vezes é o que acontece: Só damos valor, quando perdemos. 😦

O Que temos em mãos hoje? O que temos de invisível também, por dentro… quais são os nossos recursos interiores? Precisamos levar em conta tudo o que estiver ao nosso alcance. e valorizarmos o que pudermos, a vida pode ser muito mais preciosa do que tem sido.

OPERAÇÃO TOPÁZIO: Parte II (Versão Brasileira)

Passando por aqui pra deixar uma dica de filme curta metragem Nacional e engraçadinho rsrs. Com o pessoal da banda da Diva “Vanessa da Mata”. Com participação dela também e do Gilberto Gil e do Rodrigo Santoro.

Mais de um ano depois, segue a “Operação Topázio”. Dessa vez, além do elenco base Donatinho, Kassin, Stephane San Juan e Mauricio Pacheco, tem participações de Gilberto Gil, Vanessa da Mata e Rodrigo Santoro.

Via www.oesquema.com.br

Fim do Mundo

Tendo visto a imagem na qual se lê: “Seria legal que no dia 21-12-2012, as empresas de energia elétrica apagassem todas as luzes, só pra dar um sustinho nas pessoas”. Lembrei do caso de Orson Welles em 1938. As consequências de uma peça teatral foram desastrosas.

Pra quem não conhece a história, segue…

A INVASÃO DOS MARCIANOS 

Neste texto foi mantida a grafia original
Orson Welles relata a sua desastrosa radiofonização da “Guerra de dois mundos”

Um jornalista francês obteve, não faz muito tempo, um relato pormenorizado de Orson Welles, sobre a sua famosa e extraordinaria irradiação da “Guerra de Dois Mundo” e que deu origem a acontecimentos tragicos em varias cidades norte-americanos. Essa irradiação, por outro lado, fez revelar ao mundo o genio de Welles, que mais tarde se dedicaria ao cinema, onde pôde demonstrar sua capacidade realmente grandiosa. Eis o relato:

Em outubro de 1938 Orson Welles era um cenarista muito pouco conhecido na America. Certo dia resolveu propor à direção da “Columbia Broadcasting System” uma transmissão diferente: a adaptação radiofonica da “Guerra de Dois Mundos”, de H. G. Wells. Essa irradiação foi feita às 20 horas do dia 30 de outubro daquele ano.

– “Eu julgava – disse Orson Welles ao jornalista – que somente crianças de 9 anos de idade ou debeis mentais poderiam levar a serio minhas elocubrações. Entretanto, em Nova York elas provocaram um panico inacreditavel…”  Como foi irradiada a historia  A “Guerra dos Dois Mundos” não havia sido incluida no programa daquele dia. Orson Welles teve que batalhar durante 15 dias, junto à direção da radio, para obter esse favor. Ele considerava que todo o interesse de sua transmissão dependia desse parti cular, isto é, de não figurar concerto executado pela orquestra de Ramon Raquello.”

As previsões meteorologicas foram irradiadas na hora exata. “E agora – disse o locutor – nós nos transportaremos para o “Meridian Room”, do Hotel Park Plaza, de Nova York, a fim de irradiarmos o no programa. Assim, o boletim publico da C.B.S., contendo o programa do dia, dizia apenas: 19h 45: Boletim Meteorologico; 20 h: Musica de dança; 20 h 45: Noticiario.  O truque de Welles  
Mas, depois de alguns minutos de transmissão, houve uma interrupção brusca. Algum incidente tecnico (pensaram os 50 milhões de ouvintes. A voz de um locutor desconhecido anunciou: “A C.B.S. interrompe seu programa para anunciar aos ouvintes que um meteoro de grandes dimensões caiu em Grovers Hill, no Estado de Nova Jersey, a algumas milhas de Nova York.”

O acontecimento provocou certa emoção. Mas a musica de dança recomeçou, normalmente. Pouco depois, nova interrupção. Desta vez o locutor entrevistava um professor de meteorologia sobre a origem dos meteoros.

Novo corte brusco: a C.B.S. cedia a antena a seu reporter, enviado especial a Grovers Hill. Ligeira confusão, pois ouviu-se a voz de Carl Philips. Em poucas palavras ele descreveu a cena: o meteoro jazia numa planicie imensa, que parecia ter escolhido para campo de pouso. Iluminado pelos faróis de milhares de automoveis reunidos, parecia uma locomotiva, brilhante, plantada sobre a terra. Mas subitamente – e a voz do locutor tornara-se apavorada – o enorme cilindro se abre e seres gigantescos, prolongados por tentaculos começam a sair de seu interior. A multidão concentrada ao redor, sente perpassar-lhe um calafrio. Incapaz de traduzir as impressões que se embaralham no seu cerebro, Carl Philips fala de formas que se aproximam, de atropelos. Depois a voz se perde no tumulto. Alguns segundos mais tarde ele cai, arrastando o microfone na queda, morto pela arma secreta dos seres saidos do cilindro: o raio mortal dos marcianos.

Um longo silencio sobre as ondas. Cem milhões de ouvintes largam o jornal que liam e manobram febrilmente o botão de volume de seus aparelhos. Nada. Depois de varias tentativas, ouve-se o prefixo indicativo da estação: cinco notas da C.B.S. De longe, ao piano, alguem toca o “Clair de Lune” de Debussy. Um novo silencio. Enfim, uma voz palida. Um locutor anuncia uma mensagem do general Montgomery Smith, comandante da Policia Federal de Nova Jersey:

“Uma imensa batalha está em curso, declara o general, entre invasores vindos do planeta Marte e a Policia do Estado. Os principais combates estão-se desenvolvendo em Watchung Hill.” O general acrescenta que a lei marcial fora proclamada nas regiões de Princeton e de Jannesburg.  Pormenores demasiadamente barbaros  
Um reporter desconhecido anuncia que testemunhas telefonaram imediatamente ao estudio relatando pormenores das operações em curso, e que tais detalhes são demasiadamente barbaros para serem irradiados. Há mortos. O “Clair de Lune” de Debussy, acompanhando essas noticias, é uma especie de fundo musical do fim do mundo.

São, agora, 20 h 25. Orson Welles está na Florida e ouve sua irradiação, cercado de amigos e bebendo uisque. Todos riem quando ouvem a declaração do general Smith. Mas no mesmo instante, em Nova York, os veteranos da Grande Guerra vestem apressadamente seus uniformes, abraçam suas familias e partem a fim de se colocarem a serviço do país. O Estado de Nova Jersey é tomado pela angustia: os quartéis dos bombeiros, os postos policiais, os hospitais, as salas de redação, são tomados de assalto por uma multidão super-excitada. Em Newmark, cidade mais proxima do campo de batalha, 50.000 pessoas deixam suas casas e correm, na noite, à procura de abrigos naturais. Nas igrejas os padres fazem orações. Orson Welles, na Florida, pensa que está fazendo morrer de riso todo o país. No Harlem, milhares de negros, vitimas de uma crise de histeria, abrem as janelas e se atiram na calçada. Em Pittsburgh há suicidios. Em Minneapolis uma mulher percorre as ruas, descabelada, anunciando o fim do mundo. Em Los Angeles, em Salt Lake City, em todas as cidades norte-americanas, propaga-se a noticia de que Nova York está ameaçada pelos “robots” vindos do planeta Marte. Em todos os pontos do país milhões de seres humanos preparam-se para morrer (O Instituto Gallup provará, mais tarde, que muito poucos escaparam a esta reação), sem se surpreenderem com a extraordinaria rapidez que a noticia foi difundida – apenas 18 minutos depois da queda do meteoro.

20 h 31. “Essa é a melhor passagem de minha vida” – disse Welles aos amigos que o cercavam, no apartamento, entre dois goles de uisque.

Uma proclamação do secretario de Estado do Interior:

– “Cidadãos! Não tentarei dissimular a gravidade da situação. Insisto no sentido de que todo o mundo, na atuais circunstancias, conserve o sangue frio. Cada um deve estar pronto para sacrificar sua propria vida. O objetivo desta luta tremenda que ora se trava é a supremacia da raça humana sobre a terra…”

As palavras continuam, a mesma idéia se repete sob vinte formas diferentes. A voz é meio surda, sob um fundo sonoro. Um locutor transmite, numa voz sonante, as ultimas noticias: destruição de Newmark, travessia do Hudson e avanço dos marcianos em direção a Nova York! A cidade dos arranha-céus está em perigo. Milhões de pessoas se aglomeram defronte ao estudio. As primeiras informações sobre o que se passa nas ruas, chegam à CBS. Orson Welles continua não sabendo de nada. Em Nova York pensa-se em interromper a irradiação. Chega-se a redigir, mesmo, rapidamente um projeto de comunicado, mas afinal verifica-se que sua divulgação acabará por aumentar ainda mais a confusão reinante.

Restam apenas três minutos para encerrar o programa. O diretor da estação, diante de sua mesa de escuta, tem a impressão de ter desencadeado um verdadeiro cataclisma que agora escapa completamente ao seu controle. Parar é impossivel. Corajosamente, ele dá a ordem:

– “Prossigam!”

E a irradiação prossegue:

“A invasão se completa – declara agora uma voz do outro mundo. Os marcianos, após atravessarem o Hudson, penetram agora nas ruas de Nova York. Nuvens homicidas de um gás desconhecido envolvem a cidade e penetram nos arranha-céus pelas janelas superiores. Toda resistencia organizada cessou da parte do genero humano.”

É o fim de Nova York. No microfone, a voz do locutor vai sumindo, até desaparecer. Seus pulmões, atacados pelo gás da morte, permitem-lhe apenas mais algumas palavras para descrever a agonia da cidade e a aparição triunfante dos vencedores, suas silhuetas brilhantes, metalicas. Nas calçadas abrem-se buracos. O locutor não pode mais: cai, arrastando o microfone consigo.

Silencio. Ao longe, ouve-se uma sirene de navio que provavelmente tenta singrar os mares levando milhares de refugiados. Depois ouve-se o apelo desesperado do radio de bordo, tentando pôr-se em comunicação com a terra:

– “Aqui chama 2 X 2 CQ Nova York. Aqui chama 2 X 2 CQ. Alô, alô!… Alô…”

Essa mensagem desesperada faz Orson Welles rir, mas apavora toda a America. Em Washington uma mulher enlouquece. A irradiação termina. Depois de cinco segundos de silencio, a voz de um locutor lê o seguinte texto:

– “Acabaram de ouvir a primeira parte de uma irradiação de Orson Welles, que radiofonizou a “Guerra de Dois Mundos”, do famoso escritor inglês H. G. Wells.”

Depois daquele dia, houve uma vaga de diretor na C.B.S. e uma cidadão tornou-se celebre em todo o mundo:

– Esse cidadão sou eu – diz Orson Welles sorrindo, ao jornalista francês.

Fonte: Almanaque.Folha

Por Uma Amizade Para Sempre

Malditos corações impermeáveis, endurecidos, intratáveis (enquanto não se deixam cuidar). Muitas vezes precisamos ser feridos pra entender a dor do outro. Mas não precisamos correr atrás disso, a vida se encarrega de trazer as oportunidades de sofrimento. Antes que me venham dizer que estou em amargura/tristeza ou algo assim… sim, todos os dias temos nossas pequenas doses de tristeza. Hoje não está sendo diferente. Mas nada que não seja o suficiente pra empurrar na cova e enterrar com sete palmos bem cheios de terra, sobre os quais por uma pedra no assunto.

Ida compartilhou algo que eu compartilho com o mundo. Sobre as amizades verdadeiras e seus corações.

A História de Sofia – Filme da Panvel

 

Os Benefícios de um Strip-Tease Inusitado

Quem diria que dá pra perder 2000 Calorias com um strip-tease inusitado? Pois é o que esse vídeo a seguir demonstra. Aproveitem pra rir um pouco! 😛

Amor – baseado em animação de Mauricio Bartok

O nome da animação é PERFEITO, de Mauricio Bartok. É um curta metragem bem legalzinho, que me levou a algumas reflexões imperfeitas, que servem no mínimo pra termos alguma visão sobre as coisas da vida. Segue o vídeo e logo abaixo o texto escrito sob inspiração da animação:

O que chamam de amor, é quase uma utopia – mas a gente nem sabe direito o que é uma utopia, só quando descobre que é uma coisa meio impossível é que nos damos conta de que o amor é meio assim.O amor é uma tentativa de fazermos do outro a nossa imagem e semelhança – o amor não é isso, mas queremos que seja. Queremos que o outro se conforme às nossas expectativas e anseios, sonhos e desejos mais profundos, nossas exigências egoístas, mas que parecem muito justas porque dizem respeito ao NOSSO DESEJO. Enquanto estamos nos relacionando com o desejo secreto de fazer do outro o que precisamos, muitas vezes todo o mundo ao nosso redor se desfaz, até que só nos reste mesmo o outro como possibilidade de escolha – isto é, se o outro suportar estar com a gente. Se o aceitarmos como ele realmente é… pode ser amor.

Leonardo Ladislau

Quem curte animação e gostou do trabalho de Mauricio Bartok, pode conferir clicando aqui, por mais das obras dele.

A França [Filme]

Pra quem gosta de histórias de mulheres fortes, eis uma dica de filme. Pra quem estuda o francês também, a pronuncia dos personagens é muito boa.

“La France”, 2007, França, dir.Serze Bozon. /Drama
No outono de 1917, a guerra prossegue. A milhas de distância do campo de batalha, a jovem Camille leva uma vida marcada pelas notícias que seu marido manda do front. Um dia ela recebe uma carta em que ele termina com o casamento. Desnorteada e determinada a continuar a qualquer custo, Camille decide se disfarçar de homem para encontrá-lo. Ela segue direto ao front de guerra, cortando caminho pelos campos para evitar as autoridades. Numa floresta, passa por um pequeno grupo de soldados que não suspeita de sua identidade. Ela os segue e assim embarca numa nova vida e, conforme os dias e as noites passam, descobre o que nunca poderia imaginar, o que seu marido nunca lhe contou e o que seus novos companheiros irão evitar lhe mostrar: a verdadeira França.

Dies Irae

Dies Irae*

lembrem-se da Sra. Smith

As mulheres precisam entender que elas detêm um poder maior do que pensam. E os homens que desejam algo delas, têm de se render às condições da mulher. Enquanto as mulheres não tomarem seu lugar de domínio, continuarão sendo subjugadas pelos pseudo-machos de plantão.

Não estou instigando uma guerra entre os sexos – isso só tem trazido estragos. Mas já que a maioria dos homens não quer COOPERAR para o bem comum, que a mulher saiba IMPOR o que quer. EXIGIR o que gosta, como todas as palavras e transparência necessária.

Se a mulher nunca teve do namorado/marido/amante[aquele que ama] todas as carícias desejadas, e tão necessárias, porque esse homem deveria ocupar tal posição? OU melhor, função… porque se for pra posicionar alguma coisa, alguns objetos podem servir muito bem à causa.

*[Nome de poema do Séc. XVIII inspirado em trecho bíblico onde se reflete a Ira de Deus com os homens, por não estarem cumprindo o propósito para o qual foram criados] veja mais aqui

Comer, Rezar & Amar – Filme

Está ai, um filme que entra na lista dos meus repetecos favoritos – aqueles filmes que você não se importa de ver e rever sempre que dá saudades. “Comer, Rezar e Amar” é um filme legal não só por causa da Julia Roberts mas porque fala do coração humano buscando seu lugar no mundo. Não que cada pessoa não tenha já o seu lugar definido, ocupado, mas… em alguns momentos parece que a gente se esquece de olhar na bússola interna, aquela voz mansa e baixinha que fica cochichando pra gente as coisas boas a serem feitas e as ruins a serem evitadas. Quantas vezes já não temos com a cara na porta por ter negado a nós mesmos o direito de nos ouvir? Ai o filme fala um pouco disso, a trajetória da personagem principal por países por fora, experiências em mundos interiores. Muito bom pra reflexão, realmente, como bem lembrou a Tathy no Blog MundoDaMulher

Romance de Formação – Filme

[vimeo:http://vimeo.com/37952054%5D
Eu quase não falo muito de cinema por aqui, mas gosto muito de filmes. E como se surgiu a oportunidade de algo nacional… Bem, vamos prestigiar o que está sendo produzido por aqui. Romance de Formação é um documentário gravado em forma romanceada. Conta do que muitos vivem nos primeiros momentos como se fosse um conto de fadas e logo a seguir, uma realidade bem diversa da que se imaginava.
Sinopse

Romance de Formação (‘Bildungsroman’) acompanha jovens que carregam consigo a responsabilidade de crescer dentro de grandes instituições acadêmicas. Quatro estudantes vivem, no dia-a-dia, seus sonhos e anseios de uma vida e profissão de grandes realizações. Nesse percurso, eles alcançam muitas conquistas e deixam para trás várias ilusões.

Personagens-Autores

Por Carlos Alberto de Mattos

“Em quase todo documentário, os personagens são também um pouco autores. O que varia são as medidas e as formas como isso se dá. Se o diretor os escolhe e, em última instância, determina quanto deles fica e onde fica dentro do filme, são eles que fornecem, digamos, o argumento. Além disso, de alguma maneira influenciam o ritmo, o tom e a estética visual do filme mediante suas falas e sua presença física dentro do quadro.

(…)

Romance de Formação até chega a usar imagens de celular e webcam feitas por um dos personagens, mas isso não chega a ser um procedimento determinante no filme. A diretora Julia De Simone reuniu fragmentos do cotidiano e das reflexões de quatro jovens brasileiros que estudam longe da terra natal. Um pianista na Alemanha, uma estudante de literatura em Stanford, um rapaz no curso de Direito Internacional em Harvard e um mineiro estudando Medicina no Rio. É um filme voltado para o empreendedorismo pessoal, a disposição para estudar arduamente e manter com os seus uma relação quase sempre apenas virtual. Esse mote do crescimento individual e da busca do conseguimento se reflete na linguagem muito limpa do filme, no privilégio das simetrias e dos personagens ocupando o centro do quadro, ou seja, no controle de suas vidas.”

Carlos Alberto de Mattos é crítico e pesquisador.  Para continuar lendo, acesse http://carmattos.com/

Direção: Julia De Simone
Diretores Assistentes: Aline Portugal, Marcelo Grabowsky
Produção: Guilherme Cezar Coelho, Mariana Ferraz, Luana Fornaciari
Roteiro: Aline Portugal, Julia De Simone, Marcelo Grabowsky, Ricardo Pretti
Fotografia: Pedro Urano
Montagem: Ricardo Pretti
Som Direto: César Fernandez, Stuart Deutsch, Altyr Pereira
Coordenação de Pós-produção: Vanessa Marques
Edição de Som: Bernardo Uzeda
Mixagem: Gustavo Loureiro
Colorista: Fabrício Batista
Motion Design: Estúdio Rogerio Costa

Com a participação de:
Caetano Altafin, Fabio Martino, Victoria Saramago, Wilian Cortopassi

Produção: Matizar
Co-produção: Mirada Filmes

Onde e Quando

Dias 12 e 13 de Maio no Espaço de Cinema Itaú.

NO SÁBADO DIA 12 DE MAIO será promovido uma sessão especial com meia entrada para todos os que se inscreverem para assistir o filme. OS INTERESSADOS PODEM ME MANDAR UM E-MAIL PARA liliamaria28@hotmail.com

Pra quem não sabe muito bem como chegar lá, tem uma ajudinha no mapa abaixo…

Dia Internacional do Livro Infantil

Em comemoração ao Dia Internacional do Livro Infantil, quero fazer uma indicação de leitura. O livro é o clássico, sempre campeão de vendas; O Pequeno Príncipe, do escritor francês Antoine de Saint-Exupéry. O livro já teve suas versões em desenho animado  (assista aqui a um trecho), filme musical (assista aqui um trecho), mas a história original geralmente é tida como infantil, mas isso não é verdade. Uma criança que o lê consegue se entreter com a história simples e cativante, mas ela não percebe as nuances e lições de vida mais profundas que estão alí no texto. Esse livro na verdade, deveria ser indicado pras crianças-adultas que estão adormecidas dentro de nós. Uma pessoa saudável emocionalmente não deixou a criança dentro de si morrer – li/ouvi isso em algum lugar. Fica então a dica de leitura, pra uma viagem curta e proveitosa dentro de si. O relacionamento de amor do pequenino com sua rosa falante, suas amizades pelo universo afora… tudo não passa de uma metáfora sobre a condição humana o ser em si. Quem não conhece ainda, espero que goste. Quem já leu, pode reler experimentando um outro olhar…

Segue um trecho:

“As pessoas têm estrelas que não são as mesmas. Para uns, que viajam, as estrelas são guias. Para outros, elas não passam de pequenas luzes. Para outros, os sábios, são problemas. Para o meu negociante, eram ouro. Mas todas essas estrelas se calam. Tu porém, terás estrelas como ninguém… Quero dizer: quando olhares o céu de noite, (porque habitarei uma delas e estarei rindo), então será como se todas as estrelas te rissem! E tu terás estrelas que sabem sorrir! Assim, tu te sentirás contente por me teres conhecido. Tu serás sempre meu amigo (basta olhar para o céu e estarei lá). Terás vontade de rir comigo. E abrirá, às vezes, a janela à toa, por gosto… e teus amigos ficarão espantados de ouvir-te rir olhando o céu. Sim, as estrelas, elas sempre me fazem rir!”