Carolina Maria de Jesus

Continuo achando mulheres que servem de exemplo para uma vida poderosa.
A mulher de hoje é Carolina Maria de Jesus. Mulher, negra, escritora, compositora, poetisa, Resiliente, ex-favelada, esforçada, traduzida para mais de 13 idiomas, então reconhecida internacionalmente pela publicação de seu livro “Quarto de Despejo: Diário de uma Favelada” publicado em 1960. Você pode achar o livro aqui.

Hoje, 14 de março, se comemora os 105 anos de nascimento de Carolina Maria de Jesus. Algo interessante de ser dito é que no Brasil onde ainda há racismo, muitos negros, homens e mulheres, jovens, crianças, ainda enxergam em suas peles uma cor digna de não merecimento do que a vida pode ter de melhor e por conta disso não se posicionam de uma maneira poderosa. Sendo assim, é bom quando exemplos como o de Carolina são trazidos à tona, para nos mostrar que não é apenas num golpe de sorte que a vida pode se transformar de uma vida sofrida em uma vida agradável.

O maior de todos os esforços que pode ser feito para que a vida seja transformada em algo melhor do que tem sido, acontece dentro de cada pessoa que deseja mudanças. Os pensamentos precisam mudar, para que a vida também mude e tome um rumo novo, mais digno e confortável. Carolina se esforçou em por pra fora de si tudo o que pensava e sentia por meio de palavras que tocaram as pessoas mostrando uma realidade que existe até hoje para milhares de pessoas pelo mundo afora. Sua construção foi boa, tanto que alcançou reconhecimento de muita gente. Mas se pararmos pra pensar no que se seguiu depois, podemos ver que é necessário que a nossa mudança interior encontre as profundezas de quem somos e seja capaz de mudar nossa estrutura, de uma tal forma que tudo o que viermos a conquistar se mantenha de pé e nosso sucesso não seja temporário.

Segue abaixo uma pequena biografia da mulher Carolina Maria de Jesus

“Assim como viveu o cotidiano cruel da favela, conheceu artistas nas saídas dos teatros e acabou por se aproximar do jornalista Audálio Dantas, que, ao ler os diários daquela mulher negra e pobre, escritos nos mais diversos tipos de papel, reconheceu neles algum talento. Antes, Carolina se considerava escritora e sonhava alto: queria ser publicada em inglês, nos Estados Unidos. Para começar, Audálio Dantas orientou-a junto à editora Francisco Alves, acompanhou o contrato de edição e, em 1960, ela lançaria seu primeiro livro, Quarto de despejo, que vendeu dez mil exemplares em um mês. O sucesso de vendas representou sua saída da favela do Canindé e a hostilidade dos moradores daquela comunidade, que se sentiram expostos na obra então recém-lançada. Foi traduzido para 15 idiomas.

Carolina de Jesus conheceu o sucesso e o fracasso quase simultaneamente. Não só teve a glória de se hospedar no Copacabana Palace, a convite da revista Life, em 1960, como, no ano seguinte, a RCA lançou um disco com canções em que ela assina letra e música. No entanto, a fama durou pouco. O fracasso viria com as publicações posteriores: Casa de alvenaria: diário de uma ex-favelada, de 1961. Provérbios, e Pedaços da fome, de 1963. A última obra, Diário de Bitita: um Brasil para brasileiros, publicada primeiro na França pela prestigiosa Éditions Métailié, com o título de Journal de Bitita, só sairia no Brasil em 1986. Depois de conhecer a fama, a autora voltou à vida de pobreza. Morreu em 13 de fevereiro de 1977, na casa de um dos quatro filhos.”

(texto do site do Instituto Moreira Sales)

Quem Foi Carolina Maria de Jesus

Conversa com Pedro Bial: Conheça Carolina Maria de Jesus

 

Depressão: Segundo a Monja Coen

Gosto muito de parar e ouvir o que a Monja Coen tem a dizer sobre os vários assuntos que permeiam a existência humana. É com muita sabedoria e tranquilidade que ela toca muitas vezes em assuntos delicados, com muita sensatez e equilíbrio, o que é essencial para um pensamento saudável. 

“Somos co responsáveis pela realidade em que vivemos, pelo mundo em que estamos e não adianta reclamar é preciso, é preciso agir para transformar.” Monja Coen

Segue abaixo trechos de uma palestra na qual ela fala a respeito do seu livro “O Sofrimento é Opcional”. Se quiser o livro clique aqui e o encontre na versão digital ou livro físico. 

Depressão: O quê causa e como o autoconhecimento pode ajudar?
Monja Coen – Parte 1

Depressão: Qual é o caminho para libertar-se e acessar a energia vital?
Monja Coen – Parte 2

O que é o verdadeiro equilíbrio emocional?
Monja Coen – Parte 3

Fabiana Karla

Não é a primeira vez que eu falo dessa atriz que consegue tirar de mim muitas risadas quando decide encarar personagens cômicos. Ultimamente na novela “Amor à Vida”, ela não deixando o lado cômico de lado também tem investido no dramático – o que não é novidade para quem pode assistir à peça “Gorda” quando a mesma esteve em cartaz.

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Santo Encalhamento

Só pra se ter uma ideia, o negócio que essa chinesa montou motivada pelo seu sofrimento entrou na lista dos 25 mais poderosos negócios da China.

Só pra se ter uma ideia, o negócio que essa chinesa montou motivada pelo seu sofrimento entrou na lista dos 25 mais poderosos negócios da China.

Sempre há uma coisa boa por trás de tudo de ruim que nos acontece, sempre, sempre! Eu digo isso pra todo mundo que quiser ouvir e ler, porque tenho visto isso com uma frequência de 100%. Pode ser que não consigamos enxergar logo de cara, mas a lição de algo bom aparece e com o tempo nos acostumamos a buscar o que tem de bom nas coisas ruins que nos acontecem.

Não foi diferente na vida de Gong Haiyan, a chinesa que já sofreu com o que chamamos de “encalhamento”. Ser ou estar encalhada ou encalhado é ficar como os navios nessa condição, sem um (a)mar onde se navegue a dois, é estar sozinho mas não por escolha própria… por algum motivo qualquer e ainda por cima sofrer com isso. Acho que encalhamento só é encalhamento quando se sofre com isso. Conheço pessoas que vivem o estado de solteirice com muito gosto e não se importam com as pressões sociais, familiares e culturais lhes dizendo que é preciso ter alguém pra ser feliz. Ei!! Somos nós quem temos de decidir estar com alguém ou não.

Fato é que Gong Haiyan, conseguiu virar a seu favor algo que tinha sido motivo de sofrimento. Compartilho a história dela por achar que serve de exemplo pra muitas meninas que ficam sofrendo com as circunstâncias da vida. Sou tremendamente a favor de que não precisamos ser vítimas do que nos faça sofrer. Sempre podemos mudar a nossa história para algo que queremos de bom e viver o melhor da vida com isso.

 Gong Hayan chegou a se cadastrar em um site, mas descobriu que a empresa havia roubado perfis dos concorrentes AFP

Gong Hayan chegou a se cadastrar em um site, mas descobriu que a empresa havia roubado perfis dos concorrentes AFP

Criado por ‘encalhada’, site de namoro na China já tem 100 milhões de usuários

Governo estima que haverá  24 milhões de homens “deixados de lado” até o fim desta década

Embora a figura do “casamenteiro” exista há mais de 2.000 anos na China, Gong Haiyan, a “cupido número um” do país transformou a atividade em um negócio surpreendente.

Quando tinha 25 anos, por se achar “encalhada”, Haiyan decidiu criar um site de namoro. Uma década depois, a página tem 100 milhões de usuários e já é listada na bolsa de valores eletrônica de Nova York.

— Eu já tinha mais de 25 anos e pelos padrões chineses eu era uma mulher “encalhada”. Minha mãe e meu pai ficavam insistindo para que eu me casasse.

Pressionada, ela decidiu pagar 500 RMB (cerca de R$ 182) para se inscrever em um site de namoros. Mas não recebeu resposta alguma e pouco depois descobriu que a empresa havia roubado perfis de sites concorrentes.

— Eu pedi meu dinheiro de volta. Mas quando pedi para ser reembolsada eles riram da minha cara.

Funcionários do site de namoro disseram a Gong que ela “não tinha nenhum charme ou beleza” e que “homens bem sucedidos não se interessariam por ela”.

Revoltada, a chinesa resolveu transformar a humilhação em uma grande ideia. E mal sabia que, anos depois, além de arranjar um marido, ficaria famosa no país inteiro e ganharia muito dinheiro com seu novo negócio.

Raiva e superação

— Fiquei com muita raiva, e perguntei a uma amiga minha quanto custaria para criar uma página na internet e abrir meu próprio site de relacionamentos.

Assim como o Facebook, o site de Gong foi criado no quarto de sua residência universitária e a primeira pessoa a criar um perfil foi sua melhor amiga, uma colega de faculdade, ainda em 2003. Quatro dias depois, ela convenceu a segunda pessoa a se inscrever.

Dez anos depois, o site Jiayuan.com, que em tradução livre significa “Lindo Destino”, tornou-se uma empresa de grande sucesso, com escritórios em diversas cidades chinesas e mais de 100 milhões de usuários inscritos.

Para se ter uma ideia do bom desempenho, em maio de 2011 a companhia passou a ter suas ações negociadas na Nasdaq, a bolsa de valores eletrônica de Nova York, tornando-se o primeiro site de namoro chinês a ser listado no mercado financeiro fora do país.

Marido

Mas além de fama e riqueza, o site trouxe a Gong o que seus pais tanto queriam.

Ela diz que não se importava com riqueza material.

— Eu estava procurando por alguém inteligente, de bom coração e saudável.

Seis meses após sua criação, o Jiayuan.com colocou a jovem em contato com um cientista que estuda moscas de frutas.

— Eu pedi que ele fizesse um teste de QI, e ele obteve cinco pontos a mais do que eu.

Ela acabou se casando com Guo Jian Zeng três meses depois e hoje em dia eles têm uma filha de quatro anos.

O chinês chamou a atenção por seu calor humano e vontade de ajudar os outros, desde parentes até estranhos na rua, mas foi a foto em seu perfil que saltou aos olhos de Gong.

— Ele estava usando uma camiseta e era possível ver que ele era bem musculoso, e até tinha ganhado uma competição de iron man em sua academia.

Tradição milenar

Apesar de estar se utilizando de novas ferramentas, Gong não inventou nada novo em seu país, onde a tradição do “casamenteiro” existe há mais de 2.000 anos, desde a dinastia Zhou.

Antigamente, cada vilarejo contava com uma “Mãe Vermelha”, uma mulher nativa encarregada pelas famílias de achar os parceiros ideais para seus filhos e filhas. Mais tarde, políticos locais e chefes de grandes fábricas desempenharam a função.

Mas os tempos mudaram.

— Para imigrantes que vieram do interior, como eu, é quase impossível contar apenas com as antigas redes de contatos para encontrar um marido. Quando eu cheguei em Xangai não tinha parentes nem amigos na cidade.

Ela também explica que a diferença entre homens e mulheres é um motivo de crescente preocupação no país, onde a política do filho único, implementada desde os anos 1980, fez com que as famílias preferissem ter mais filhos homens do que mulheres.

O cenário levou o país a ter atualmente uma das proporções de gênero mais desequilibradas do mundo, com 118 homens para cada 100 mulheres — e há chances de que venham a haver cada vez mais “encalhados” do que ‘encalhadas’ na China.

Projeções e desequilíbrio

De acordo com projeções do governo, até o final desta década haverá 24 milhões de homens “deixados de lado”, ainda em idade de se casar. E há acadêmicos que apontam que entre 2020 e 2050 cerca de 15% dos homens chineses simplesmente não terão conseguido encontrar uma mulher.

— Na minha cidade na província de Hunan já estamos vendo este problema. Muitos homens de 40 e 50 anos foram solteiros durante toda a vida e desistiram de encontrar alguém para se casar.

Para ela, a ascensão econômica do país também gera expectativas mais altas, e com isso maiores decepções.

— Há um desequilíbrio de informação — a pessoa que você está procurando existe, mas você não sabe onde encontrá-la. Por outro lado, por estar buscando um parceiro tão ideal, a pessoa que de fato possui as qualidades que você procura pode não retribuir seu amor.

Via R7

Por Uma Beleza Não Convencional

Nicole_Kelly EuGordinhaQuando a gente fala de convenções, pode imaginar entre outras coisas, uma porção de gente se reunindo pra decidir o que é ou não aceito e passando a obrigar todo mundo a aceitar que as decisões tomadas é que são as certas e nenhuma outra é aceitável, e boa. Em se tratando de algumas questões éticas, na formulação das leis que regem uma nação isso pode até ser muito legítimo. Mas no que diz respeito ao como as pessoas são, por natureza, em seus corpos, rostos, cor de pele, tipo de cabelo, peso e etc, isso é desleal.

Pois contrariando a todas as convenções possíveis, Nicole Kelly, de 23 anos está provando ao mundo que a mulher pode ser linda sim, por dentro e por fora, independente do seu corpo. Ela não é gordinha, [como é tema comum aqui em nosso blog], mas lhe falta um braço desde que nasceu. O que não a impede de ser uma jogadora de beisebol, dançar e mergulhar, ter concluído seus estudos na faculdade e ter tido a coragem de se candidatar pelo seu estado o Iowa, nos Estados Unidos, para ser uma Miss. No último sábado, dia 8 de junho, ela foi eleita Miss Iowa. Sua beleza superou a deficiência física de ter nascido sem o antebraço esquerdo. Formada em teatro pela universidade de Nebraska-Lincoln, ela se prepara para enfrentar o concurso de Miss America, em setembro.

Inspirado em nota do Catraca Livrenicole-kelly_ EuGordinha

Angelina Jolie – Uma Opção Pela Vida

Angelina Jolie - EuGordinha

Mulher, atriz, considerada linda e talentosa fez operação de retirada dos seios por saber que poderia ter muito mais chances de desenvolver câncer de mama. Ela optou pela vida ao invés de manter uma aparência de beleza, ao invés de ser um mero símbolo sexual (como disseram alguns). Ouvi dizer que Ela perdeu a mãe que lutou por mais de 10 anos contra o câncer e faleceu. Angelina é mãe de 6 filhos, entre os quais tem os seus adotivos. Ela quer ter mais chances de viver com eles e os amar. Ela quer viver mais. Vai acabar se tornando ícone de uma luta, tremenda guerreira em sua batalha.

Mais um texto delicioso que toda mulher deveria ler. Parabéns pela sensibilidade em expor assuntos tão delicados e necessários, Ida. Xero!

Blog da Ida Lenir

É isso que sou, uma mulher só. Não há uma gota de pesar nesta afirmação. Apenas quero dizer que tomei as rédeas da minha vida e gostei da arte de  me conduzir pelos caminhos, às vezes tortuosos, que revolvem meus medos; às vezes de uma simplicidade translúcida, que alimenta certezas.

Descobri, para minha surpresa, que conviver comigo mesma me traz paz, aumenta minha autoestima, torna meus dias mais ensolarados e me deixa mais ousada e condescendente com meus erros e enganos. Olho-me no espelho com olhos despidos do olhar do outro e me acho bonita, com os dotes herdados da genética e sobre quais o tempo trabalhou e o uso desgastou. Ainda assim, há tanto encanto no que me tornei agora! Encanto com o qual só eu me encanto estando só.

Reconheço minhas fragilidades, meu dark side, o sombrio pessimismo mascarado de realismo racionalizado que teima em anuviar alguns momentos…

Ver o post original 345 mais palavras

Rita Lobato – Primeira Médica do Brasil

Rita_Lobato Primeira médica do Brasil EuGordinha

Em 1887, Rita Lobato tornou-se a primeira Mulher Médica do Brasil. Nosso agradecimento a ela, sua garra, perseverança e coragem. Feliz dia da Mulher, especialmente pra vocês, lindas da Medicina.

Via ConselhosDeInterno

A Primeira Programadora da História

ada_lovelaces_197th_birthday-991005-hpSou irremediavelmente fã de grandes mulheres. Seja pelo porte físico, por conta de beleza de se ver, como pelo porte de caráter, de pensamento, de realizações. Quem hoje abriu o google e viu essa imagem abaixo? Clicou pra saber do que se trata? Se não o fez, eu digo. Trata-se da PRIMEIRA PROGRAMADORA da História. Programadores são as mentes por detrás de invenções como o computador e seus programinhas, aplicativos e etc. Se você usa um notebook ou celular hoje em dia, “em parte” tem a participação de Ada Lovelace nesse dispositivo. Como amante de tecnologia como sou, não poderia deixar de passar a oportunidade para fazer uma homenagem aqui no blog.
Segue abaixo um pouco da história dela.

Ada Lovelace

Ada Augusta Byron King, Condessa de Lovelace (10 de Dezembro de 1815 – 27 de Novembro de 1852) é principalmente conhecida por ter escrito um programa que poderia utilizar a máquina analítica de Charles Babbage.

Lady Lovelace, única filha legítima do poeta britânico Lord Byron e sua esposa, Annabella, é reconhecida como a primeira programadora de toda a história.

Durante o período em que esteve envolvida com o projeto de Babbage, ela desenvolveu os algoritmos que permitiriam à máquina computar os valores de funções matemáticas, além de publicar uma coleção de notas sobre a máquina analítica.

História
Filha legítima do poeta Lord Byron, nascida em 10 de Dezembro de 1815 em Londres, na Inglaterra, viveu uma vida modelo para as senhoras da corte inglesa do começo do século XIX. Seu pai nunca a viu antes de completar o primeiro ano.

Casada aos vinte anos, assumiu o nome do marido e o título de condessa, tornando-se a Condessa de Lovelace, a Sra. Augusta Ada King. E com o nome de Ada Lovelace entrou para a história como a primeira programadora.

Durante um período de nove meses entre os anos de 1842 e 1843, Ada Lovelace criou um algoritmo para o cálculo da sequência de Bernoulli usando a máquina analítica de Charles Babbage.

Ada foi uma das poucas pessoas que realmente entenderam os conceitos envolvidos no projeto de Babbage e durante o processo de tradução de uma publicação científica italiana sobre o projeto de Babbage incluiu algumas notas de tradução que constituem o primeiro programa escrito na história da humanidade.

Em 1980, o Departamento de Defesa dos EUA registrou a linguagem de programação Ada, em sua homenagem.

Ada faleceu em Londres no dia 27 de Novembro de 1852, aos 36 anos, de câncer de útero, deixando dois filhos e uma filha, conhecida como Lady Anne Blunt. Em 1953, cem anos depois da sua morte, a máquina analítica de Babbage foi redescoberta e seu projeto e as notas de Ada entraram para história como o primeiro computador e software, respectivamente.

Via Wikipedia.org

Grandes Mulheres por Dentro

Poderia já ter acontecido antes né? Antes tarde do que nunca. Sei lá se tarde. Só acho que as mulheres deveriam ter maior reconhecimento em áreas onde atuam com igual ou superior qualidade de exercício da função, se comparada aos homens.

Primeira oficial-general das Forças Armadas recebe promoção no Rio

Rio de Janeiro – Passados 31 anos desde o ingresso das primeiras mulheres na Marinha do Brasil, as Forças Armadas do país ganharam hoje (26) a primeira mulher oficial-general da sua história. Médica anestesista, Dalva Maria Carvalho Mendes, 56 anos, foi promovida de capitão-de-mar-e-guerra para contra-almirante médica da Marinha em cerimônia realizada no Hospital Naval Marcílio Dias, zona norte do Rio.

“É como se estivesse renovando votos de casamento com a Marinha, [sinto-me] uma noiva ansiosa, feliz e emocionada, sinto muita honra”, declarou. A expectativa da primeira general brasileira é que sua nomeação dê às mulheres cada vez mais espaço dentro da corporação. “Eu espero ser um exemplo [para as outras mulheres da Marinha]”, disse.

A contra-almirante informou que o novo posto será na Escola Superior de Guerra, onde vai contribuir para a melhoria do conhecimento de gestão. Acima de Dalva, cujo posto representa duas estrelas do generalato, está o comandante da Marinha, Julio Soares de Moura Neto, almirante de esquadra, com quatro estrelas.

A contra-almirante, que negou ter sofrido preconceito entre os colegas homens, defendeu a capacidade das mulheres para assumir novos postos nas Forças Armadas. Atualmente, as mulheres são 33% do quadro de oficiais e 6,8% dos praças da Marinha, fazendo parte dos corpos de Engenheiros, de Saúde, de Intendentes e Auxiliar, além do Corpo Auxiliar de Praças.

“Estamos mostrando que temos capacidade e com certeza teremos o respeito de todos. Nós [mulheres] estamos mudando, é uma geração toda que está chegando aí. Tenho tido contato com outras colegas das outras Forças e todas estão bastante entusiasmadas com esta possibilidade [de almejar o posto de oficial-general]”.

Viúva, mãe de dois filhos, Dalva fez parte do primeiro grupo de mulheres a ingressar na corporação, em 1981, feito então inédito entre as três Forças. Anestesista, a nova contra-almirante médica exerceu a maior parte da carreira no Hospital Naval Marcílio Dias, ocupando funções técnicas e administrativas.

A filha de Dalva, Luciana Carvalho, 27 anos, seguiu a carreira da mãe e hoje é primeiro-tenente do quadro técnico da Marinha. Ela se disse orgulhosa de ver sua mãe fazendo história. “É uma sensação diferente, indescritível, pois é uma situação que até então nunca tinha visto”, comentou. Ela disse que tem esperança de, no futuro, haver uma mudança na carreira que permita ao oficial do quadro técnico alcançar o posto de general.

Analista de sistemas, o filho, Carlos Eduardo Carvalho Mendes, não seguiu carreira, mas declarou enorme admiração pela mãe e por sua profissão. “Estou muito orgulhoso. Sempre achei que as mulheres tinham que ter todos os direitos que os homens têm e minha mãe é o espelho maior que tenho dentro de casa, uma pessoa com moral e ética, que se conduz assim dentro de casa e no trabalho”.

Via Agenciabrasil

Parabéns!!

Maya Angelou (Marguerite Ann Johnson)

Mais uma grande mulher pra galeria. Pense numa mulher que poderia ter tudo pra ser frustrada e deprimida na vida mas conseguiu dar o seu BOOM! Conheça um pouco de Maya Angelou, como ela escolheu se chamar e aprenda com exemplos de vida.

Marguerite Ann Johnson nasceu em St. Louis, Missouri, no dia 4 de abril de 1928.

Passou a infância na Califórnia, Arkansas, e St. Louis, e viveu com a avó paterna, Annie Henderson, na maior parte de sua infância. Quando tinha 8 anos, ela foi estuprada pelo namorado da mãe em St. Louis; isto levou a anos de mudez para Maya que finalmente superou com a ajuda de uma vizinha atenciosa, e um grande amor pela literatura.

Aos 17, Maya se tornou a primeira motorista negra de ônibus em São Francisco e tornou-se mãe solteira ao dar a luz ao seu primeiro filho, em um época em que isso não era comum; em anos posteriores, ela se tornou a primeira mulher negra a ser roteirista e diretora em Hollywood. Na década de 50 – quando surgiu com o pseudônimo “Maya Angelou” – ela se afirmou como atriz, cantora e dançarina em várias montagens teatrais que percorreram o país, tais como: Porgy and BessCalypso Heatwave,The Blacks e Cabaret for Freedom; Nos anos 60s ela era amiga de Martin Luther King Jr. e Malcolm X; ela serviu no SCLC com Dr. King, e trabalhou durante anos para o movimento de direitos civis. Também nos anos 60, ela trabalhou e viajou pela África, como jornalista e professora, ajudando vários movimentos de independência africanos. Em 1970, ela publicou o primeiro livro, I Know Why the Caged Bird Sings, para grande aclamação, e foi nomeado para o Pulitzer Prize em poesia no ano seguinte.

Angelou teve uma carreira longa e distinta, é poeta, escritora, ativista de direitos civis, e historiadora, entre outras coisas. Ela também é atriz, dançarina, e cantora, atuou na peça de Jean Genet, “The Blacks“, e o aclamado seriado, “Roots“, ganhador de um Emmy. Angelou provavelmente é conhecida melhor pelos trabalhos autobiográficos dela que incluem I Know Why the Caged Bird Sings e All God’s Children Need Travelling Shoes.

Em 1993, Angelou leu um de seus poemas chamado “On the Pulse of Morning“, na posse de Bill Clinton como presidente; este foi um dos pontos altos de sua carreira: recebeu o Grammy de melhor texto recitado pela leitura do mesmo, e novamente a trouxe para a vista do público. Atualmente, ela é professora de história americana na Wake Forest University, Carolina do Norte, mas ainda fazendo suas excursões e dando palestras em vários lugares. [fonte wikipedia.org]

Achei um vídeo no biography.com mas não tenho ainda as legendas do mesmo em português. Quando tiver substituo aqui. Para quem sabe inglês, aproveite. Pra quem quer aprender, eis ai mais um estímulo. Saber outro idioma amplia horizontes.

Maria Beatriz do Nascimento

Mais uma das grandes mulheres que passaram pelo mundo. Com orgulho, brasileira.
MARIA BEATRIZ DO NASCIMENTO
(1942 – 1995)
Intelectual, pesquisadora e ativista, Beatriz Nascimento nasceu em Aracaju, em 12 de julho de 1942, filha da dona de casa Rubina Pereira do Nascimento e do pedreiro Francisco Xavier do Nascimento. Ela e seus dez irmãos migraram com a família para o Rio de Janeiro na década de 1950. Com 28 anos iniciou o curso de graduação em História, na Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ), formando-se em 1971. Durante a graduação fez estágio no Arquivo Nacional com o historiador José Honório Rodrigues.

Formada, passaria a trabalhar como professora de História da rede estadual de ensino do Rio de Janeiro, articulando ensino e pesquisa. Nessa mesma época, passaria a exercer sua militância intelectual através de temáticas e objetos ligados à história e à cultura negras. Esteve à frente da criação do Grupo de Trabalho André Rebouças, em 1974, na Universidade Federal Fluminense (UFF), compartilhando com estudantes negros universitários do Rio e de São Paulo a discussão da temática racial na academia e na educação em geral. Exemplo dessa militância intelectual foi a sua participação como conferencista na Quinzena do Negro, realizada na USP, em 1977, evento que se configurou como importante encontro de pesquisadores negros.

Concluiu a Pós-graduação lato sensu em História, na Universidade Federal Fluminense (UFF), em 1981, com a pesquisa “Sistemas alternativos organizados pelos negros: dos quilombos às favelas”, mas seu trabalho mais conhecido e de maior circulação foi o filme Ori (1989, 131 mim), de sua autoria, dirigido pela socióloga e cineasta Raquel Gerber. O filme, narrado pela própria Beatriz, apresenta sua trajetória pessoal como forma de abordar a comunidade negra em sua relação com o tempo, o espaço e a ancestralidade, emblematicamente representados na ideia de quilombo.

Beatriz Nascimento, ao longo de vinte anos, tornou-se estudiosa das temáticas relacionadas ao racismo e aos quilombos, abordando a correlação entre corporeidade negra e espaço com as experiências diaspóricas dos africanos e descendentes em terras brasileiras, por meio das noções de “transmigração” e “transatlanticidade”. Seus artigos foram publicados em periódicos como Revista de Cultura Vozes, Estudos Afro-Asiáticos e Revista do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional, além de inúmeros artigos e entrevistas a jornais e revistas de grande circulação nacional, a exemplo do suplemento Folhetim da Folha de S. Paulo, Isto é, jornal Maioria Falante, Última Hora e a revista Manchete.

Segundo Rattz, Beatriz, junto com outros pesquisadores como Eduardo Oliveira, Lélia González e Hamilton Cardoso, trabalharam para que a temática étnico-racial ganhasse visibilidade social na universidade e fortalecesse o discurso político do movimento negro. Além da militância intelectual, Beatriz era poetisa. Sua poesia traz à cena a experiência de ser mulher negra. Essa sensibilidade se traduziu em toda sua escrita.

Estava fazendo mestrado em comunicação social, na UFRJ, sob orientação de Muniz Sodré, quando sua trajetória foi interrompida. Beatriz foi assassinada ao defender uma amiga de seu companheiro violento, deixando uma filha.
Faleceu em 28 de janeiro de 1995 no Rio de Janeiro.

Quem quiser ler o livro que fala sobre ela Clique Aqui
Um Vídeo do projeto Heróis de Todo Mundo do Canal Futura

Batalhas Vencidas

Para as meninas que estão na batalha… Contribuição muito proveitosa de Fran Marques.

Depois do diagnóstico positivo do tumor maligno,na sala de espera do meu médico tinha uma revista de medicina e na capa tinha segundo Carlos Drumond de Andrade:

“(…) No meio do caminho tinha uma pedra,
tinha uma pedra no meio do caminho.
No meu caminho tinha um câncer… EU VENCI.”
[Fran Marques]

Nina Simone – Diva Poderosa

 

Dando continuidade à Série Grandes Mulheres, hoje quero falar da Diva Nina Simone. Ela que tinha um talento esplêndido, uma voz poderosa, uma interpretação fascinante, não se destacou apenas como musicista, compondo e tocando piano tão perfeitamente. Ela não se calou diante do preconceito contra os negros nos Estados Unidos. Ela fez questão de cantar no funeral do Sr.Martin Luther King.

Segue um belo artigo publicado no site do AfroReggae sobre a poderosa Nina:

As portas fechadas e as feridas abertas esculpiram uma diva, o desejo de se tornar uma pianista clássica não foi concretizado, mas Eunice Kathleen Waymon, que mais tarde adotaria o nome artístico Nina Simone, se tornou uma lenda do jazz. Nascida em 1933,  a jovem da Carolina do Norte gravou seu nome como uma das personalidades femininas mais intensas do cenário musical.

[youtube:http://www.youtube.com/watch?v=TI8F6DbB2cE%5D

Com mais de 500 músicas gravadas,  desde cedo o piano foi companheiro de Nina Simone, ela costumava se apresentar na igreja que frequentava e em recitais em sua cidade. Num piscar de olhos, a aptidão de Nina cativou a família e amigos, logo ela começou a se dedicar a música clássica e alimentar o sonho de se tornar uma concertista. No entanto, com de 17 anos, a musa do jazz recebeu um duro golpe ao não conseguir ingressar no Curtis Institute of music, um dos conservatórios de músicas mais respeitados do mundo. O gosto da derrota se tornou mais amargo para Nina Simone quando ela descobriu que não foi aceita por ser negra.

“A recusa do Curtis Institute of music” foi o combustível para a já explosiva personalidade de Nina Simone. Dona de uma sonoridade particular, suas composições misturam música clássica, jazz e elementos populares. Vivendo em um período em que o racismo era muito forte nos Estados Unidos, Nina Simone foi da miséria ao luxo em sua carreira, no início de sua trajetória foi obrigada a começar a cantar para conseguir alguns trocados.

Em 1958, com o lançamento de Little Girl Blue,  seu 1º álbum, Nina Simone conheceu o sucesso comercial. As décadas de 1960 e 1970 foram os anos mais bem sucedidos da artista. Mas a estabilidade nunca foi uma constante, a compositora que dava voz à letras contra o racismo e desigualdade, estava quase sempre em conflito com suas gravadoras, basicamente porque não aceitava interferências em seu processo criativo. Mesmo em constante litígio com a indústria fonográfica, Nina Simone gravou mais de 50 álbuns. Em 2003, quando estava prestes a completar 70 anos, a musa do jazz faleceu.

Saiba mais:
Site oficial 
Estadão: biografia conta a história de Nina Simone 
jazz.com 

Luislinda Valois – A Primeira Juíza Brasileira (Negra)

Meninas, me perdoem… 😦 quando passou o dia 8 de março de 2012, Dia Internacional da mulher, eu fiz uma mera menção à data por aqui, mas não aproveitei a oportunidade pra expressar toda a minha admiração por essa criação extraordinária de Deus. Sem desprezar de vista as devidas exceções, que são poucas, a mulher em si é um ser magnífico e dizem os bons pensantes que é por isso que Deus a fez em segundo lugar. Pois antes de toda obra prima, há um esboço.

Começando com uma série que chamarei de Grandes Mulheres [independentes de serem gordinhas ou não rsrs] segue a história de Luislinda Valois. Apreciem sem moderação!

A juíza Luislinda Valois é conhecida em todo o mundo por ter sido a primeira magistrada afrodescendente do Brasil. No Dia da Consciência Negra (20 de novembro) ela foi uma das principais homenageadas no evento realizado na Praça Castro Alves, em Salvador, para celebrar a negritude.

Mas, ao que parece, tudo isso não vale nada na capital da Bahia. Ao chegar na entrada do camarote, instalado na Praça que leva o nome do poeta abolicionista, ela foi barrada pela segurança. A alegação foi de que a juíza estava sem credencial.

“Mas, eu sou a homenageada”, afirmou. Depois do momento constrangedor, a situação foi resolvida. E mesmo com o infortúnio, Luislinda Valois disse à imprensa que tratava-se de um momento único em sua vida.

Santa de casa 

A juíza baiana Luislinda Valois, 66, decretou a primeira sentença aos 9 anos, numa aula de matemática. A filha de Luiz, motorneiro de bonde (responsável por recolocar o carro elétrico no trilho), e da costureira Lindaura estava contente com o compasso de madeira que seu pai havia comprado à custa de muito suor.

Quando o professor viu que o material não era de plástico, soltou: “Você não devia estar estudando, e sim cozinhando feijoada para branca!”. Ainda hoje, 57 anos depois, os olhos da primeira juíza negra e de cabelo rastafári do Brasil se enchem de lágrimas ao lembrar da cena que definiu seu futuro: “Vou ser juíza para te prender!”, sentenciou.

Luislinda não é mulher de desonrar palavra, mas resolveu usar o poder com gente mais precisada.

Lavadeira e miss

Filha de Iansã, orixá do candomblé que simboliza a encarnação de tempestades e raios, ela criou, em 2003, o projeto Balcão de Justiça e Cidadania (em parceria com a Fundação Norberto Odebrecht), que resolve conflitos de populações de bairros pobres de Salvador, áreas de remanescentes dos quilombos e comunidades indígenas.

Por feitos como esse, tem passagem livre em lugares como o bairro da Paz, a região mais violenta da capital baiana. Mas não é de agora que Luislinda gosta de desafio. Aos 7 anos, lavava fraldas para pagar o curso de datilografia. Aos 15, com a morte da mãe, virou chefe da casa que dividia com três irmãos e o pai.

Na escola, era a primeira da sala. Antes de cursar Direito, foi eleita Miss-Mulata Bahia e estudou teatro e filosofia. Em 1991 passou em primeiro lugar em um concurso nacional para a Advocacia Geral da União (AGU). Virou juíza em 1984 e até hoje não abre mão de seus colares de conta do candomblé nas audiências. “Só de olhar, sei se uma testemunha vai mentir”, garante.

Negra, pobre, divorciada e rastafári
Luislinda já não participa dos projetos que criou, escreve um livro sobre a influência negra nas metrópoles e passa férias na casa do único filho, o promotor de justiça Luis Fausto, em Aracaju (SE), com suas duas netas. Com a consciência apoiada num confortável travesseiro, ela dorme tranqüila.

Em casa Luislinda sempre falou para eles que ser negro é maravilhoso. Mas também que não era para deixar ninguém tomar conta deles. “Sou muito séria nas minhas posições. Não posso vacilar, afinal sou negra, pobre, vim da periferia, sou divorciada e ainda sou rastafári”, brinca.
A autora do livro O negro no século XXI, publicado em maio deste ano pela Juruá Editora. A obra reúne artigos sobre temas variados como cultura, educação, políticas públicas, justiça social e religião. Todos mediados pela experiência negra no país pós-escravidão.
Além de primeira juíza negra brasileira, Luislinda também foi a primeira a dar uma sentença tendo como base a Lei do Racismo. Foi a ação movida por Aila Maria de Jesus, que se recusou a abrir a bolsa num supermercado, depois de ter sido acusada injustamente de ter roubado um frango e um sabonete.

A trajetória da magistrada impressionou a jornalista paulista Lina de Albuquerque, autora do livro Recomeços, que reúne histórias de pessoas que foram capazes de reconstruir a vida diante de uma situação adversa. Depois de fazer um pequeno perfil da baiana para a publicação, Lina está escrevendo a biografia dela, que deve ser lançada até o final do ano.

* Dados colhidos nos sites da Revista TPM, da Juruá Editora, dos jornais Bahia Notícias e Correio 24 horas. Imagem da Revista TPM.