Seu Corpo Pertence a Quem?

Achei um texto muito bacana que faz refletir sobre a feminilidade e outras peculiaridades do mundo da mulher. Eu não sei a autoria do texto, por isso vai ficar como sendo anônimo:

Amamos mulheres! Desde que elas se depilem totalmente a ponto de parecerem crianças. Sim, vaginas “infantis” são ovacionadas. Nenhum pêlo! Que nojo mulher com pêlo! Mulher tem pêlo? É sério? Depilação com cera, por favor! E finge que não dói.
Amamos mulheres! Essas divas. Mas parto normal, não. Vai estragar o brinquedinho? Vagina de cocotinha, lembra? Vagina de cocotinha não é capaz de colocar uma criança no mundo. Cirurgia, por favor!

Amamos mulheres! Com peitos durinhos. Põe silicone, ué! Uma cirurgia a mais, uma a menos, não faz diferença. Peitos que jorram leite pra alimentar um bebê? Isso existe? Com tanta latinha na farmácia… Não, amamentar, não. Que pretensão é essa de poder produzir o alimento do seu filho? Seca, leite. Você não consegue. Peito é pra fins sexuais. Apenas. Servidão.

Amamos mulheres! Que nojo de menstruação… Mulher menstrua? Sangue? Ai, vou desmaiar. Esconde esse absorvente. Shhhhh. Ninguém pode saber que sai sangue de você todo mês. Tem jeito de não menstruar. Vai! Faz isso! Que nojo! Hormônio pra dentro. Tá tudo bem.

Amamos mulheres! De barriga chapada: por que a sua não é? Lipoaspiração. Abdominoplastia. Cinta que tira o fôlego. Tudo a seu favor. O que não vale é ter a sua própria barriga. Onde já se viu? Que audácia amar seus pneuzinhos!

Amamos mulheres! Mas essa vagina não é igual ao do filme pornô. Vai lá! Tem cirurgia íntima! O Brasil é recordista mundial em cirurgias íntimas femininas. Uma cirurgia a mais, uma menos… Mais uma dose de cirurgia, por favor. Labioplastia ou ninfoplastia. Ninfo. Aproveita que também existe clareamento anal. Tudo rosinha. Ninfo. Rosinha. Sua vagina não serve. Nem seu ânus.

Amamos mulheres! De sobrancelha feita, cabelo pintado, escovado, maquiada, com esmalte, depilada, vagina e ânus rosadinhos, salto, sem menstruação, sem leite jorrando do peito, sem ver um filho passando em sua vagina. Mulheres… Cirurgias. Produtos pra maquiar. Naturalidade feminina? Nojo!

Amamos mulheres! Doces. Já tomou seu rivotril hoje? Gritou? Tá louca. The madwoman in the attic. Mulheres. Jovens. Eternamente. Um fio de cabelo branco é sinal de desleixo. Compra tinta, maquiagem, faz cirurgia, toma hormônio, rivotril, sinta a dor de cada pelinho sendo arrancado com cera quente. Vai em frente!

Amamos mulheres! Jovens, maquiadas, moldadas, dormentes, lipoaspiradas, siliconadas, alisadas, clareadas, refinadas, “limpas”, de salto – nem sua altura serve! – desumanizadas, anestesiadas para a próxima cirurgia. São tantas Galateas…

Amamos mulheres! Já viu o ‘the perfectv’? Novidade no mercado. Iluminador para a vagina. Rosa. Iluminada. Ninfa. Cocotinha. Depilada. Infantil.

Amamos mulheres! Desde que elas não sejam mulheres. Apenas estátuas moldadas. Apenas Galateas esculpidas por Pygmalion. Sem vida. Estão todas dopadas. Seja por remédios ou pela mídia.

“Gostamos de mulheres femininas”: mentira! Porque vocês odeiam tudo o que é feminino: pêlos, sangue, parto, leite, cheiro natural de vagina, cores e sabores. Vocês não gostam de fêmeas. Vocês gostam que mulheres performem feminilidade. A qualquer custo. Que não sejam elas mesmas. Chora, Galatea em silêncio pra não incomodar.

Feederismo – Será que vira Moda?

Que delícia, cara! Mulher faz sucesso na internet se lambuzando de comida

Por

Dentro da psicologia, o fetiche é definido como a forma de encontrar prazer em certas atividades, objetos ou partes específicas do corpo. Por exemplo, quem tem fetiche por pés é chamado de podólatra.

Agora, na internet, se propaga um novo tipo de fetiche: o feederismo. Do inglês, feederism, ou a compulsão em “alimentar o seu amor”: de maneira literal! Tem homens apaixonados por gordinhas e que querem que elas fiquem cada vez maiores.

Sarah Reign é adepta do feederismo

Webcam fat girl

De olho nesse novo nicho erótico, Sarah Reign, de 26 anos, se lançou na internet como uma webcam girl. Ela se exibe para os homens comendo enormes quantidades de comidas, além de constantemente se masturbar e se lambuzar com elas. “Eu realmente gosto de comer e ninguém no meu trabalho sabia o meu segredo”, revela Sarah, que faz serviços de segurança durante o dia.

Pesando 165 kg, Sarah diz que se sentiu estranha na primeira vez que comeu em frente às câmeras. “Mas eu como muito de qualquer maneira, então achei que seria divertido fazer isso na webcam”, revela. Sarah chega a lucrar US$ 1 mil com o trabalho extra, o que a fez lançar seu próprio canal na rede.

Sarah ganhou apenas 35 kg desde que começou a prática do feederismo Apesar de aparentemente abusar da comida, ela diz que tem limites. “Alguns homens querem que eu coma até explodir, mas eu tenho vontade de continuar com minha vida ativa durante o dia”, explica. Desde que começou a carreira paralela, ela ganhou cerca de 35 kg.

Pedidos estranhos

Se você achou a história normal até aqui, está na hora de repensar. Segundo Sarah, ela atende pedidos inusitados, como, por exemplo, se comportar como uma porquinha. Ela até comprou um nariz e um par de orelhas para imitar o animal. “Eu como de forma bem bagunçada, sujando todo o meu rosto de comida”, revela.

Além disso, Sarah está começando a praticar o squashing: alguns homens querem apenas que ela se sente sobre eles. “Foi estranho no começo sentar no rosto de alguém ou sufocá-lo com minha barriga”, conta. Entretanto, a webcam girl diz que esse tipo de trabalho ela não faz nua. Ah… outra coisa que seus fãs adoram assistir é ela dando punzinhos na câmera.

Confira outras fotos da modelo fofinha:

Via EmResumo

O recado das vítimas dos anticoncepcionais

AntiConcenpcionais Perigosos

Sinceramente eu desconhecia esse tipo de situação e achei preocupante. As mulheres, inclusive as obesas estão muito vulneráveis a esse tipo de problema de saúde e por desinformação muitas vezes nem sabem disso. 

(Época, 30/03/2015) A luta de um grupo de mulheres pela informação sobre os riscos das pílulas representa um novo jeito de ser paciente

O vergonhoso desempenho educacional do Brasil emperra o país de várias maneiras. Uma das consequências mais cruéis da ignorância é a perda da saúde. A falta de informação não só contribui para o adoecimento como impede que os cidadãos reflitam sobre os cuidados médicos que recebem. De forma geral, os pacientes brasileiros são excessivamente passivos. Não questionam nada nem ninguém.

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Quando um deles rompe esse padrão de forma contundente, as razões que o movem devem, no mínimo, ser conhecidas. Foi o que senti quando fui procurada pela professora Carla Simone Castro, de Goiânia, em outubro do ano passado. Ela pedia que eu fizesse uma investigação jornalística abrangente sobre os riscos e benefícios dos anticoncepcionais.

Professora universitária prestes a concluir o doutorado, Carla havia sido surpreendida, aos 41 anos, por uma trombose cerebral sete meses depois de começar a tomar a pílula Yasmin, da Bayer. Teve três acidentes vasculares cerebrais (AVC) e, durante 55 dias, mal conseguia enxergar. Naquela mesma semana, contei a história aqui, mas era preciso ir além.

Uma discussão que diz respeito a 11 milhões de consumidoras de pílulas anticoncepcionais no Brasil (e também a seus parceiros e familiares) merecia ser aprofundada. É o que ÉPOCA faz na reportagem de capa desta semana ao narrar em detalhes histórias de mulheres que descobriram – tarde demais – que jamais deveriam ter tomado um anticoncepcional hormonal. Ao lado, os relatos que elas mesmas gravaram em vídeo.

É o caso da pedagoga Daniele Medeiros Alvarenga, de 33 anos. Ela é portadora de uma condição genética (chamada trombofilia) que aumenta em até 30 vezes o risco de formação de coágulos na corrente sanguínea de mulheres que usam hormônios. Daniele diz ter mencionado a trombofilia quando uma ginecologista sugeriu que ela usasse a pílula Yasmin para tratar cistos ovarianos. “Ela respondeu que, nesse caso, receitaria uma pílula com baixa dosagem hormonal”, afirma Daniele.

A paciente se convenceu e tomou o remédio. Depois de três meses, sofreu uma embolia pulmonar. Isso acontece quando um coágulo formado em alguma veia do corpo chega aos pulmões e obstrui a passagem do sangue por uma artéria.

As consequências foram gravíssimas. Três paradas cardíacas, dois meses de internação, 40 dias em coma. Daniele se salvou por pouco, mas os medicamentos que a mantiveram viva na UTI provocaram uma sequela permanente: a necrose e amputação dos dez dedos dos pés.

Daniele foi vítima do desrespeito às recomendações da Organização Mundial da Saúde para o uso seguro de anticoncepcionais. Mulheres com o perfil genético dela não devem tomar hormônios. Isso está escrito explicitamente no documento da OMS. Infelizmente, muitos prescritores de pílula não o conhecem.

Esse é um problema que até mesmo as entidades de classe reconhecem. “Os ginecologistas precisam ter critério para recomendar esses remédios”, diz a médica Marta Franco Finotti, presidente da Comissão Nacional Especializada em Anticoncepção da Federação Brasileira de Ginecologia e Obstetrícia (Febrasgo). “Se todos eles seguissem as normas da OMS, já seria maravilhoso.”

Os estudos disponíveis revelam que danos graves (trombose, embolia pulmonar, AVC etc) em consumidoras de pílula anticoncepcional são raros. No período de um ano, ocorrem cerca de 10 casos a cada 10 mil consumidoras de medicamentos à base de drospirenona (uma das substâncias da pílula Yasmin). A estimativa é da agência europeia que regula medicamentos (EMA). “As pílulas são seguras, usadas por 100 milhões de mulheres no mundo e até mais estudadas que os antibióticos”, diz Marta.

Ainda assim, casos gravíssimos como o de Carla e Daniele acontecem. Ninguém pretende fazer campanha contra a pílula. Isso seria uma insanidade, principalmente num país onde, todos os anos, 13 milhões de adolescentes se tornam mães. O ponto é outro e diz respeito à autonomia do paciente.

É inadmissível que a informação sobre os riscos continue a ser sonegada das mulheres que buscam uma forma de evitar a gravidez. Elas precisam conhecê-los para tomar uma decisão consciente. Precisam entender que a pílula não é a única forma eficaz de contracepção e assumir o controle das decisões sobre o seu corpo. A reportagem de ÉPOCA traz uma comparação dos riscos e benefícios dos diferentes métodos e das diversas formulações de pílula.

Cercar-se de informação foi exatamente o que Carla decidiu fazer quando recebeu o diagnóstico de trombose cerebral, uma doença que não conhecia. Ali mesmo, na cama do hospital, ela agarrou o celular e começou a buscar artigos científicos que relacionassem o problema ao uso de pílula. Encontrou centenas de referências.

A história de Carla ganhou as redes sociais depois que um aluno decidiu postar um vídeo em que ela contava todo o sofrimento decorrente da decisão de tomar a pílula. Mulheres de todo o Brasil começaram a procurá-la e a enviar vídeos com relatos semelhantes. Assim nasceu no Facebook a página Vítimas de Anticoncepcionais – Unidas a Favor da Vida, uma comunidade que já soma 28 mil pessoas.

Antes de Carla, as vítimas estavam isoladas. Cada uma aceitava a explicação de que era uma raridade e, bem ou mal, tentava se conformar com a falta de sorte. Carla uniu essas mulheres porque é uma paciente incomum que decidiu fazer pesquisa científica com as próprias mãos.

A professora já conseguiu reunir relatos de 305 casos de reações graves ocorridas em brasileiras. Compilou informações sobre saúde e dados adicionais como nome, endereço, renda familiar, circunstâncias em que os problemas ocorreram etc. Os principais achados estão publicados na reportagem de ÉPOCA. Ela descobriu, entre outras coisas, que 92% das mulheres que sofreram danos graves não haviam sido alertadas pelo ginecologista sobre o risco de trombose.

O próximo passo de Carla é mais ousado. Pretende se associar a médicos e outros pesquisadores para investigar cada um dos relatos que já conseguiu reunir. Quer publicar um trabalho com rigor e validade científica. “Não podemos aceitar que continuem dizendo que esses casos são raros no Brasil, se ninguém os relata e os investiga”, diz.

Carla é uma boa notícia. Não apenas pela discussão relevante que desperta como pelo tipo de paciente que simboliza. Aquele que busca informação, tem apreço pelo conhecimento científico e plena consciência de que saber é poder.

Cristiane Segatto 

Acesse no site de origem: O recado das vítimas dos anticoncepcionais (Época, 30/03/2015)

Paixão Emagrece & Amor Engorda

Dica de leitura:

livro sonia hirsch

Trecho do livro “Paixão Emagrece, Amor Engorda” de Sonia Hirsch

“No início, a paixão emagrece. Ainda que o exercício seja só desfolhar o malmequer, ou apertar o celular com força, o coração dispara tanto que qualquer coisinha vale por 10 aeróbicas. E a verdade é que paixão recém-nascida é melhor que qualquer comida.

Seu apetite só pode ser saciado por coisas que não engordam: pele roçando na pele, mão esbarrando na mão, olhares que dizem tudo, beijos suspensos nos lábios. Muitas dúvidas – será que é paixão correspondida? Estará mesmo livre aquele coração?

O sono diminui, a adrenalina corre proporcionando reflexos rápidos, os olhos brilham. Dançar, cantar, dar risada, tudo o que é bom fica fácil. E o corpinho? Afina. Cada suspiro consome 100 calorias.

Até que, de repente, o desejo se realiza. Bem-me-quer, bem-me-quer! As bocas recheadas de beijos, a vida uma roda-gigante, comer para quê se o bom é amar, amar, amar? Noites movimentadas e dias à espera das noites: desnecessário também dormir. O sonho já virou vida e a vida virou estar junto. O resto se ajeita entre um encontro e outro, um telefonema e outro. Se não me engano foi Freud quem disse: paixão são dois náufragos agarrados na mesma tábua. Magros.

Aí, passado algum tempo, a paixão começa a se transformar em amor. Nossos náufragos chegam à segurança da ilha e resolvem cuidar juntos da vida, construir uma cabana e arranjar coisas para… comer. Afinal, eles merecem! Conquistaram o coração um do outro, isso não acontece todo dia, e tome celebração. É café na cama aqui, almoço ali, ceia acolá, uma viagem de férias cheia de comidas típicas, bebidas deliciosas, sobremesas fartas, e o prazer da intimidade matinal se prolonga até mais tarde, abrindo o apetite para novidades. Que a novidade já não é o outro, mas tudo o que se faz junto, tudo o que se gosta, tudo o que se adora. E pode haver algo mais adorável, excitante e gratificante do que descobrir que se gosta da mesma comida?

O amor come, o amor cozinha. O amor chama o amor de minha doçura e dá chocolates caros de presente. Compra vinhos, queijos e outras delícias. Comemora na mesa os sucessos da cama e o passar dos dias, dos meses, do ano – já um ano? Então, festa! Alegria, alegria! E assim o amor engorda.

O amor que engorda põe um olho no espelho e outro no outro, pra ver se engordaram os dois. Bingo. Bochechinhas, pneuzinhos, a cintura apertada pedindo discretamente para desabotoar o jeans… E aí, de duas, uma: ou vão ambos malhar na academia ou começam a chegar com umas roupinhas novas, larguinhas, mais confortáveis para ficar em casa, grudadinhos, vendo filmes e comendo pipoca.

Os da academia renovam a vida, se animam para um spa, resolvem caminhar de manhã e pedalar aos domingos; conhecem pessoas novas e de repente até se apaixonam de novo um pelo outro. Ou por outros.

Os das roupinhas largas, cada vez mais largas, em breve vão precisar de afrodisíacos. Ostras, lagostas, caviar, fígado, rins, testículos e miolos têm reputação de dar muita energia sexual. Temperos como pimenta, canela, noz-moscada, cravo, açafrão, baunilha e gengibre estimulam a circulação, portanto podem auxiliar o sangue a chegar mais abundantemente às zonas prazerosas. Champanhe tem fama de liberar a libido mais do que qualquer outro vinho, e alguns alimentos são tidos como realmente excitantes: aspargo, aipo e alho-poró por causa da forma, faisão e pombo pelo arroubo amoroso.

Um menu afrodisíaco citado pelo Larousse Gastronomique, a quem interessar possa: sopa de tartaruga com âmbar gris, linguado à moda normanda, filé de rena com creme de leite, pombo jovem assado, aspargos ao molho holandês, salada de agrião, pudim de tutano, vinhos do Porto e bordeaux, e finalmente café.

Se funciona, não se sabe; mas que engorda, engorda.”

Santo Encalhamento

Só pra se ter uma ideia, o negócio que essa chinesa montou motivada pelo seu sofrimento entrou na lista dos 25 mais poderosos negócios da China.

Só pra se ter uma ideia, o negócio que essa chinesa montou motivada pelo seu sofrimento entrou na lista dos 25 mais poderosos negócios da China.

Sempre há uma coisa boa por trás de tudo de ruim que nos acontece, sempre, sempre! Eu digo isso pra todo mundo que quiser ouvir e ler, porque tenho visto isso com uma frequência de 100%. Pode ser que não consigamos enxergar logo de cara, mas a lição de algo bom aparece e com o tempo nos acostumamos a buscar o que tem de bom nas coisas ruins que nos acontecem.

Não foi diferente na vida de Gong Haiyan, a chinesa que já sofreu com o que chamamos de “encalhamento”. Ser ou estar encalhada ou encalhado é ficar como os navios nessa condição, sem um (a)mar onde se navegue a dois, é estar sozinho mas não por escolha própria… por algum motivo qualquer e ainda por cima sofrer com isso. Acho que encalhamento só é encalhamento quando se sofre com isso. Conheço pessoas que vivem o estado de solteirice com muito gosto e não se importam com as pressões sociais, familiares e culturais lhes dizendo que é preciso ter alguém pra ser feliz. Ei!! Somos nós quem temos de decidir estar com alguém ou não.

Fato é que Gong Haiyan, conseguiu virar a seu favor algo que tinha sido motivo de sofrimento. Compartilho a história dela por achar que serve de exemplo pra muitas meninas que ficam sofrendo com as circunstâncias da vida. Sou tremendamente a favor de que não precisamos ser vítimas do que nos faça sofrer. Sempre podemos mudar a nossa história para algo que queremos de bom e viver o melhor da vida com isso.

 Gong Hayan chegou a se cadastrar em um site, mas descobriu que a empresa havia roubado perfis dos concorrentes AFP

Gong Hayan chegou a se cadastrar em um site, mas descobriu que a empresa havia roubado perfis dos concorrentes AFP

Criado por ‘encalhada’, site de namoro na China já tem 100 milhões de usuários

Governo estima que haverá  24 milhões de homens “deixados de lado” até o fim desta década

Embora a figura do “casamenteiro” exista há mais de 2.000 anos na China, Gong Haiyan, a “cupido número um” do país transformou a atividade em um negócio surpreendente.

Quando tinha 25 anos, por se achar “encalhada”, Haiyan decidiu criar um site de namoro. Uma década depois, a página tem 100 milhões de usuários e já é listada na bolsa de valores eletrônica de Nova York.

— Eu já tinha mais de 25 anos e pelos padrões chineses eu era uma mulher “encalhada”. Minha mãe e meu pai ficavam insistindo para que eu me casasse.

Pressionada, ela decidiu pagar 500 RMB (cerca de R$ 182) para se inscrever em um site de namoros. Mas não recebeu resposta alguma e pouco depois descobriu que a empresa havia roubado perfis de sites concorrentes.

— Eu pedi meu dinheiro de volta. Mas quando pedi para ser reembolsada eles riram da minha cara.

Funcionários do site de namoro disseram a Gong que ela “não tinha nenhum charme ou beleza” e que “homens bem sucedidos não se interessariam por ela”.

Revoltada, a chinesa resolveu transformar a humilhação em uma grande ideia. E mal sabia que, anos depois, além de arranjar um marido, ficaria famosa no país inteiro e ganharia muito dinheiro com seu novo negócio.

Raiva e superação

— Fiquei com muita raiva, e perguntei a uma amiga minha quanto custaria para criar uma página na internet e abrir meu próprio site de relacionamentos.

Assim como o Facebook, o site de Gong foi criado no quarto de sua residência universitária e a primeira pessoa a criar um perfil foi sua melhor amiga, uma colega de faculdade, ainda em 2003. Quatro dias depois, ela convenceu a segunda pessoa a se inscrever.

Dez anos depois, o site Jiayuan.com, que em tradução livre significa “Lindo Destino”, tornou-se uma empresa de grande sucesso, com escritórios em diversas cidades chinesas e mais de 100 milhões de usuários inscritos.

Para se ter uma ideia do bom desempenho, em maio de 2011 a companhia passou a ter suas ações negociadas na Nasdaq, a bolsa de valores eletrônica de Nova York, tornando-se o primeiro site de namoro chinês a ser listado no mercado financeiro fora do país.

Marido

Mas além de fama e riqueza, o site trouxe a Gong o que seus pais tanto queriam.

Ela diz que não se importava com riqueza material.

— Eu estava procurando por alguém inteligente, de bom coração e saudável.

Seis meses após sua criação, o Jiayuan.com colocou a jovem em contato com um cientista que estuda moscas de frutas.

— Eu pedi que ele fizesse um teste de QI, e ele obteve cinco pontos a mais do que eu.

Ela acabou se casando com Guo Jian Zeng três meses depois e hoje em dia eles têm uma filha de quatro anos.

O chinês chamou a atenção por seu calor humano e vontade de ajudar os outros, desde parentes até estranhos na rua, mas foi a foto em seu perfil que saltou aos olhos de Gong.

— Ele estava usando uma camiseta e era possível ver que ele era bem musculoso, e até tinha ganhado uma competição de iron man em sua academia.

Tradição milenar

Apesar de estar se utilizando de novas ferramentas, Gong não inventou nada novo em seu país, onde a tradição do “casamenteiro” existe há mais de 2.000 anos, desde a dinastia Zhou.

Antigamente, cada vilarejo contava com uma “Mãe Vermelha”, uma mulher nativa encarregada pelas famílias de achar os parceiros ideais para seus filhos e filhas. Mais tarde, políticos locais e chefes de grandes fábricas desempenharam a função.

Mas os tempos mudaram.

— Para imigrantes que vieram do interior, como eu, é quase impossível contar apenas com as antigas redes de contatos para encontrar um marido. Quando eu cheguei em Xangai não tinha parentes nem amigos na cidade.

Ela também explica que a diferença entre homens e mulheres é um motivo de crescente preocupação no país, onde a política do filho único, implementada desde os anos 1980, fez com que as famílias preferissem ter mais filhos homens do que mulheres.

O cenário levou o país a ter atualmente uma das proporções de gênero mais desequilibradas do mundo, com 118 homens para cada 100 mulheres — e há chances de que venham a haver cada vez mais “encalhados” do que ‘encalhadas’ na China.

Projeções e desequilíbrio

De acordo com projeções do governo, até o final desta década haverá 24 milhões de homens “deixados de lado”, ainda em idade de se casar. E há acadêmicos que apontam que entre 2020 e 2050 cerca de 15% dos homens chineses simplesmente não terão conseguido encontrar uma mulher.

— Na minha cidade na província de Hunan já estamos vendo este problema. Muitos homens de 40 e 50 anos foram solteiros durante toda a vida e desistiram de encontrar alguém para se casar.

Para ela, a ascensão econômica do país também gera expectativas mais altas, e com isso maiores decepções.

— Há um desequilíbrio de informação — a pessoa que você está procurando existe, mas você não sabe onde encontrá-la. Por outro lado, por estar buscando um parceiro tão ideal, a pessoa que de fato possui as qualidades que você procura pode não retribuir seu amor.

Via R7

Coisas Que Ninguém Diz Para Meninas Gordas

Reblogando um texto bom…

A Lígia encontrou um post em inglês, recomendado por uma amiga, e perguntou se eu queria que ela o traduzisse. Claro, né? O texto é ótimo, e quem sabe inglês pode lê-lo aqui no original. As belíssimas fotos foram tiradas do Body Image. Super obrigada, Lígia, pela dica e pela tradução!

Há coisas que nunca são ditas para garotas gordas. Então eu vou dizer:

Todo mundo tem dobrinhas quando se curva. Todo mundo. Vamos deixar isso claro logo de cara. Nos últimos meses, mais de trinta mulheres, das mais magricelas até as mais gordinhas, se deitaram nuas na minha cama. Eu geralmente pedia que elas abraçassem seus joelhos, e vocês não vão acreditar: todas tinham dobrinhas na barriga.

Nenhuma saiu ilesa. Até uma modelo, medindo 1,80 de altura, tinha dobrinhas na barriga. As fotos que mostravam a barriga das fotografadas se tornaram minhas preferidas de todo o projeto… Então pare de achar que as dobrinhas na barriga são uma coisa ruim, e tente aceitar (ou até mesmo amar) as suas.

Quando as pessoas disserem “você é linda”, acredite. Eu costumo não acreditar, e isso é uma vergonha. Quando as pessoas te fazem um elogio genuíno, é porque é isso que elas veem. Tente não achar que elas estão erradas. Elas veem você como um todo; nós vemos nossos defeitos. Acredite nelas.

“Braços que balançam são uma vergonha”. Não são, não, vá se f*der. Não, não você. As pessoas que nos dizem isso. “Você não é deslumbrante apesar do seu corpo. Você é deslumbrante por causa do seu corpo”. Há uma grande diferença aí. Eu cresci numa cultura que classifica mulheres pouco atraentes como “espíritos especiais”. Essa é uma categorização degradante, que implica que a única coisa de valor é o interior das mulheres. Claro que nós todas somos muito mais que nossos corpos, mas nossos corpos também são uma parte bonita do que nós somos. A beleza vem de dentro e de fora. Eu acredito firmemente na ideia de que toda e qualquer pessoa é bonita e, portanto, o interior é a parte mais reveladora quando se trata da verdadeira “beleza”.

Você não precisa malhar todos os dias para se sentir bem consigo mesma. Muita gente acredita que pessoas gordas precisam se exercitar o máximo possível para provar que estão decididas a se tornar menos gordas. Como se aceitar nosso corpo como ele é fosse um pecado mortal. Claro que o exercício físico tem diversos benefícios para o corpo e para a mente, mas você não precisa se esforçar para mudar seu corpo a menos que essa seja a sua vontade. Você não precisa mudar o seu corpo para se sentir bem. E ponto final.

Você pode se apaixonar por si mesma. Essa vai ser a coisa mais assustadora que você irá fazer, mas tudo bem. Porque essa também será a mais fantástica experiência que você terá na vida (mesmo que gradual). Isso não é ser narcisista ou convencida. É simplesmente libertador. Tudo bem também se você não se amar todos os dias. Nós passamos nossa vida inteira internalizando mensagens de que ser gorda não é legal.

Sofremos a vida inteira uma lavagem cerebral que nos faz odiar ser quem somos. Demora pra gente conseguir pensar de outra maneira; não vai acontecer de um dia para o outro. Se dê o direito de chorar, soluçar, gritar, atirar coisas. Mas então se levante e siga em frente, porque você é uma guerreira.

 Todo mundo tem um peito maior que o outro. Se você tiver um peito grande, eles serão ainda mais diferentes entre si. Não se preocupe, isso é completamente normal.

Há pessoas que preferem mulheres gordas. Antes eu achava que o melhor que eu podia fazer seria encontrar alguém que aceitasse o fato de eu ser gorda. Mas então descobri que não somente existem pessoas que adoram mulheres gordas, mas que existem MUITAS pessoas que preferem as gordas. Não se conforme com um parceira que meramente aceite seu corpo. Você tem o direito (e milhares de oportunidades) de achar alguém que se apaixone pelo seu corpo. Você merece ser idolatrada, moça!

Mulheres gordas transam com caras gostosos o tempo todo. Eu sei que “gostoso” é um termo relativo, mas vamos falar aqui daquele tipo universal de homem gostoso. Sabe, aquele que “as gordas não merecem?” Infelizmente vocês sabem do que eu estou falando. O fato de mulheres gordas transarem com caras gostosos foi uma das maiores descobertas que eu já fiz. Antigamente eu achava que o número de pessoas que me achariam atraente seria muito pequeno, então eu me contentaria com qualquer um que me achasse atraente. Afinal, por que um cara convencionalmente bonito iria gostar de uma garota gorda?

 Acontece que por meio da internet, de festas e eventos, eu acabei descobrindo centenas de homens que brigariam para transar comigo. De repente, eu é quem estava escolhendo com que eu queria transar. A ideia de que pessoas com corpos “atípicos” não podem se juntar com aquelas “tipicamente atraentes” é falsa. As pessoas precisam saber que todos os tipos de corpos podem ficar juntos. Ficar por cima na hora do sexo não vai machucar o cara. Confie em mim, esse medo é totalmente falso.

Vestir o que você quiser é um ato político. Participe da revolução. Jogue todas as regras de estilo pela janela. Use roupas justas, listras horizontais, calças skinny, leggings, blusas transparentes, biquínis… use aquilo que te faz feliz. Você é linda! Eu sei que você não se sente a criatura mais bonita desse mundo.Eu sei que isso é difícil. Eu sei que essa é uma batalha diária. Mas que se f*da o padrão fascista que foi estabelecido.

 Assim que você parar de olhar para as modelos absurdamente magras e passar a olhar para VOCÊ, você passará a gostar de si mesma como você é. Pare de procurar defeitos em você. Você é perfeita. Você é mais do que suficiente. Você é a melhor coisa que já te aconteceu. Você é linda.

Fonte: Escreva Lola Escreva

Via Geledés Intituto da Mulher Negra

Malditas Cinderelas

Diante de alguns fatos (a saber, meninas que sofrem por carinhas que não as merecem), estive pensando no tema proposto pelo livro de Colette Dowling, “Complexo de Cinderela” e achei o seguinte texto da jornalista Carol Montone chamado…

Malditas Cinderelas Doidas - EuGordinha

Quero ser salva do Complexo de Cinderela

Quero ser salva dessa idéia tosca, que me incutiram, de que preciso ser salva. Eu sei me virar sozinha, apesar de não ter sido criada para isso. Cresci e já tenho altura para ascender a luz. Chega dessa dor de espera, que maculou minha inocência. Ninguém vai chegar. Tenho que cessar algumas buscas e traçar planos concretos para encontrar. Não há prêmios no fim da jornada, apenas merecimento. Meninas são criadas para achar que na exata hora em que bater o cansaço, medo, insegurança ou até simplesmente a preguiça, um príncipe surgirá no seu cavalo branco e tudo terá valido a pena. Parece um discurso ultrapassado, pré-feminista? Sim, mas atire a primeira pedra a moçoi-la, que possa gabar-se de nunca ter idealizado um “salvador”, nem que seja apenas para dar colo ou orgasmos, após um dia difícil. Essa expectativa não parece ser condenável, mas a dor está no verso dessa moeda, quando não há um homem momentaneamente na vida da “sofredora”, ou há, mas pode não estar disponível e aí a princesa acredita que é cocô do cavalo do bandido e paira resignada sobre sua psêudo-independência, lamentando gritos de silêncios, que só as células ouvem e para avisarem o mundo se organizam na construção de doenças psicossomáticas e outros males do século.

Os meninos são mesmo, ainda hoje, criados com mais assertividade no quesito autonomia, afinal é uma prova de masculinidade levantar rápido de um tombo no colégio, mesmo que os tempos de agora permitam uma choradinha básica. Já nós meninas devemos priorizar a feminilidade, a inteligência desenvolvida quase que unicamente para a sobrevivência através da sedução. Trata-se de tornar-se interessante e não auto-suficiente. Estudar, especializar-se numa profissão é o dote de hoje, digamos assim, para algumas mulheres, que na verdade só pensam no casamento e depois na aposentadoria. Onde estará o prazer pelas tão sonhadas independência e igualdade?
Parece não estar na cama, onde muitas de nós regalam-se com o sexo casual para depois chorar à manicure as agruras do telefonema que não veio ou do pai dos filhos planejados, que não chegou. Quem na noite passada poderia supor que aquela mulher inteligente, batalhadora, que entretia a todos com seu decote e sua retórica era um desiludida mascarada, uma fóbica, insegura quanto ao seu poder de sedução, inteligência e até com o tamanho dos seus seios????
Algumas mulheres contra-fóbicas, como classificou a psicóloga americana Colette Dowling, em seu livro o Complexo de Cinderela, gastam a vida para construir carreiras brilhantes, inclusive em áreas tipicamente masculinas, mas no fundo escondem uma marcante auto-estima distorcida e mal trabalhada, são menininhas assustadas e confusas, perturbadas com o fato de aparentemente ninguém saber ou se propor a cuidar delas. Sem contar aquelas companheiras, que ainda se valem da máxima de que atrás de um grande homem vem sempre uma grande mulher e exilam-se voluntariamente – muitas vezes depois de uma breve carreira ou pelo menos de garantirem seus diplomas pró-formes – na segurança de suas responsabilidades domésticas, principalmente de mães. Ainda vale destacar, como comentou a autora, as garotas, que sentem-se profundamente injustiçadas pelo mundo, quando obrigadas a trabalhar e cuidar de si mesmas por questões inerentes às suas vontades, como separação conjugal, viúves, necessidade de sustentar sua prole entre outras.
O livro vale a pena para que nós e eles entendamos que essas crenças e atitudes destrutivas nascem na infância e são cultivadas por um mecanismo de acomodação das meninas induzidas, desde o berço, a acreditarem que sempre haveria alguma pessoa mais forte para protegê-las.
Não é possível que a liberdade nos venha repleta de tristeza meninas. Mãos à obra. Nós podemos mais. O medo há de existir sempre. A cada desafio pensem nos versos de Clarice Lispector (Aprendendo a Viver) “Pelas plantas dos pés subia um estremecimento de medo, o sussurro de que a terra poderia aprofundar-se. E de dentro de mim erguiam-se certas borboletas batendo asas por todo o corpo”.

Via Carol Montone

Das Mulheres Maduras

Mulher Madura - EuGordinha

CRISE MASCULINA

Quando eu completei 25 anos de casado, introspectivo, olhei para minha esposa e disse:

— Querida, 25 anos atrás nós tínhamos um fusquinha, um apartamento caindo aos pedaços, dormíamos em um sofá-cama e víamos televisão em uma TV preto e branco de 14 polegadas. Mas, todas as noites, eu dormia com uma loira gostosa, de 25 anos.
E continuei:
— Agora nós temos uma mansão, duas Mercedes, uma cama super-King-size e uma TV de plasma de 50 polegadas, mas eu estou dormindo com uma senhora de 50 anos. Parece-me que você é a única que não está evoluindo.
Minha esposa, que é uma mulher muito sensata, disse-me então, sem sequer levantar os olhos do que estava fazendo:
— Sem problemas. Saia de casa e ache uma loira de 25 anos de idade que queira ficar com você. Se isso acontecer, com o maior prazer eu farei com que você, novamente, consiga viver em um apartamento caindo aos pedaços, durma em um sofá-cama e não dirija nada mais do que um fusquinha.
Sabe que fiquei curado da minha crise de meia-idade? Essas mulheres mais maduras são realmente demais!

P.S.: Achei o texto muito legal e compartilho por aqui. Desconheço a autoria, mas achei no facebook de Celso Roberto Dias Mendes

Uma Perfeita Eva Gorda

Na minha concepção Eva deveria ser uma perfeição de mulher, ou seja: Saudável, natural e Gorda. Ok, eu sei que há os defensores de uma vida saudável e eles me dirão que o excesso de peso pode ser prejudicial à saúde. Acontece que ser gorda não é ruim, quando todo o corpo funciona com perfeição. Pensei seriamente se usava a palavra gorda ou gordinha. Gorda não é ofensa.

O fato é que a modelo Plus Size Shirlei Mel fez um ensaio lindo onde ela meio que encarna uma Eva linda. Acompanhem a matéria de Naiara Andrade.

hirlei Mel posa como Eva: “Me acho bonita, atraente e inteligente” Foto: Leonardo Braga/ Divulgação/ Edição: Top da Mídia/ Locação: Caixa D’Aço/ Porto Belo (SC)

Shirlei Mel posa como Eva: “Me acho bonita, atraente e inteligente” Foto: Leonardo Braga/ Divulgação/ Edição: Top da Mídia/ Locação: Caixa D’Aço/ Porto Belo (SC)

Miss Plus Size encarna Eva e posa como veio ao mundo: ‘Não é pecado’

– por Naiara Andrade

Há algum pecado em mulheres acima do peso posarem nuas (ou quase)? Miss Plus Size Santa Catarina 2012, Shirlei Mel, de 35 anos, não vê problema nisso. Tanto que encarou, com o maior orgulho, um ensaio fotográfico como Eva, a personagem bíblica, coberta apenas por uma folha de mamona, em companhia de uma maçã.

— A temática resultou de várias questões. A primeira é que sempre associam a imagem de Eva a uma mulher magra. Por que não subverter isso? Depois, eu tinha vontade de fazer uma menção ao clima tropical brasileiro. Mas o principal motivo está enraizado na palavra “pecado”, no sentido do que é proibido. Neste meio da moda, sabemos que muita gente ainda vê este tipo de trabalho mais expositivo como não sendo possível para mulheres mais cheinhas, com estrias e celulites. O resultado está aí! — enfatiza Shirlei.

"Faz muito tempo que tenho essa vontade de posar nua, porque amo cada partezinha de mim", conta Shirlei

“Faz muito tempo que tenho essa vontade de posar nua, porque amo cada partezinha de mim”, conta Shirlei

Com 1,80m e 105kg, ela conta que, inicialmente, ficou tímida, e atenta à barriguinha. Mas, depois de alguns cliques, conseguiu se soltar:

— Faz muito tempo que tenho essa vontade de posar nua, porque amo cada partezinha de mim e assumo esse amor através dos meus trabalhos. Me acho bonita, atraente e inteligente. E minha autoestima vem da minha vontade de mostrar ao mundo que as mulheres gordinhas podem, sim, ser sensuais e se acharem lindas sem depender dos outros pra isso.

Solteira e mãe de uma menina de 12 anos, a também professora diz encarar bem qualquer tipo de crítica:

— Sempre vai ter quem te elogie e quem te critique. Como sou uma pessoa de bem com a vida, procuro só dar valor aos comentários positivos e construtivos. Os outros, deixo pra lá.

Shirlei dá de ombros às críticas: "Como sou uma pessoa de bem com a vida, procuro só dar valor aos comentários positivos e construtivos"

Shirlei dá de ombros às críticas: “Como sou uma pessoa de bem com a vida, procuro só dar valor aos comentários positivos e construtivos”

Via Extra.globo.com

Atrativa & Gorda

Attractive & Fat - EuGordinhaPois é, eu sei que o mundo não é perfeito, por isso estamos ai na luta. Chato ter de lutar pelo direito de ser quem se é. Por exemplo, as arvores, não reclamam entre si que uma é um limoeiro e a outra uma macieira. Entre maçãs e limões, cada qual segue o seu destino, produzindo o fruto que for. Deveria ser natural simplesmente existir e pronto. Desde quando nós, seres humanos nos tornamos tão implicantes uns com os outros devido às diferenças? Se algum psicólogo, antropólogo ou algum outro estudioso de ciências humanas tiver alguma resposta mesmo que esboçada e não absoluta pra compartilhar, eu quero saber.

Recebi uma bela sugestão de postagem e estou repassando pra quem acompanha a causa das pessoas plus size.

Attractive and Fat

por Suzanne

Em resposta à recente repercussão dos comentários do CEO da marca de roupas Abercrombie & Fitch, Mike Jeffries, que declarou há alguns anos o fato de sua marca ser feita para pessoas magras, a “Militant Baker” Jes publicou uma carta em seu blog e criou uma série de fotografias. Jes é modelo plus-size e ativista em favor das minorias. Na publicação, a americana apresenta sua série “Attractive and Fat”, onde posa, nua ou usando roupas da marca de Mike (que não tem tamanhos extra-grandes para mulheres) e interagindo com um modelo dito “atraente”, na concepção do CEO. Com isso, ela aponta para o fato de que, apesar de haver um aumento da visibilidade dos modelos plus size, eles dificilmente aparecem nos mesmos ensaios que modelos magros.

Confira a tradução de trechos da carta e a série “Attractive and Fat”.

Hey Mike,

Antes de tudo: sua opinião não é chocante: milhões de pessoas compartilham da mesma opinião que a sua. Você usou sua riqueza e aparição pública para ecoar o que muitos já vêm dizendo. No entanto, é importante que você saiba que seus comentários não impedem ninguém de ser quem eles são; o mundo está progredindo  quando o assunto é inclusão, quer você queira, quer não. A única coisa que você fez com seus comentários (sobre a magreza ser sinônimo de beleza e apenas oferecendo tamanhos extra grandes para homens) foi reforçar o conceito deturpado de que mulheres gordas são falhas sociais, indesejáveis. Suas desculpas não mudam isso.

Bem, na verdade, não foi tudo o que você fez. Você também criou uma oportunidade incrível para a mudança social. Na nossa cultura, nunca vemos ensaios fotográficos sensuais que combinam modelos gordas, baixinhas e não-convencionais com modelos não-baixos, não-gordos, modelos profissionais. Para usar suas palavras: “crianças não populares” e “crianças cool [nota do blogEuGordinha: cool = palavra inglesa que significa “legal”]”. Combinar pares iguais, gordos com gordos, magros com magros, é socialmente aceito. Mas nunca contrastar corpos.

A justaposição de pares de corpos diferentes causa desconforto em quem vê – como eu queria que isso não fosse assim. Isso é atribuído a companhias como a sua, que perpetuam o pensamento de que mulheres gordas não são bonitas.

Uma nota: eu não tirei essas fotos para mostrar que o modelo me achou atraente, ou que o fotógrafo me achou fotogênica, ou pra provar que você é um ostentador imbecil. Eu fui inspirada pela oportunidade de mostrar que eu estou segura com meu corpo e pra consolidar isso usando a plataforma controversa que você criou. Eu desafio a segregação entre atraente e gordo, e afirmo que são compatíveis, apesar do que você pensa. Eu não só sei que sou sexy, mas também tenho a confiança para posar nua em posições que você não se atreveria. Você está mais do que convidado para provar que eu estou errada – é só posar sem camisa ao lado de uma garota gorda e gostosa; seria uma honra ver um ensaio!

Eu sei que você não tinha a intenção disso repercutir tanto, mas você é brilhante de muitas formas. Não só é um gênio do marketing (uma marca exclusiva é realmente rentável) mas você também criou uma oportunidade de desafiar nossa construção social atual. Minha esperança é que a combinação desses corpos contrastantes seja tão comum quanto o ideal socialmente aceito.

Jes

P.S.: Se você quiser me oferecer uma “larga quantia” para que eu pare de usar sua marca e minha associação não “cause sérios danos à sua imagem”, não hesite em me contatar. Eu te respeito como um homem de negócios, e meu agente ficaria feliz em contribuir com seu sucesso.

P.P.S: Você deveria saber que sua camiseta tamanho G cabe perfeitamente num tamanho 56. Talvez você queira rever isso.

Atrativa e GordaLeia a carta original em: The Militant Baker

Via Zupi

Angelina Jolie – Uma Opção Pela Vida

Angelina Jolie - EuGordinha

Mulher, atriz, considerada linda e talentosa fez operação de retirada dos seios por saber que poderia ter muito mais chances de desenvolver câncer de mama. Ela optou pela vida ao invés de manter uma aparência de beleza, ao invés de ser um mero símbolo sexual (como disseram alguns). Ouvi dizer que Ela perdeu a mãe que lutou por mais de 10 anos contra o câncer e faleceu. Angelina é mãe de 6 filhos, entre os quais tem os seus adotivos. Ela quer ter mais chances de viver com eles e os amar. Ela quer viver mais. Vai acabar se tornando ícone de uma luta, tremenda guerreira em sua batalha.

Decidido – por Naianne Maciel

Ontem eu tive a grata surpresa de ler um texto muito gostoso… engraçado, percebo que estou usando essa palavra pra cada coisa que me dá gosto. A autora é Naianne Maciel e ela tem um blog, o Glacê com Limão onde tem mais delícias dessas pra quem quiser ler. Degustem à vontade…

Sapatos - EuGordinha

Decidido

Acordei e percebi ser o que sempre quis – e, aliás, sempre fui. Mas o espelho, vilão, sempre me ressaltava os defeitos. Atraia luz para os lugares errados, zombava-me toda manhã, como que cúmplice da dona da maçã envenenada. Uma afronta! Um verdadeiro absurdo…- e este foi e, para sempre será, meu último choro e murmúrio. Mesmo com meus desejos eternamente embaçados e o culote avantajado, cada passo meu atraia olhares, sorrisos – e eu, claro, em total espanto, deliciava-me em graça. Não era alface nos dentes, eu bem verifiquei. Falava firme, inteligente. Sorria frouxo. Seria apenas o batom novo? O dia passou em puro embaraço, firmando com nó e laço, minha auto-estima e confiança. De frente a uma vitrine, o reflexo. Realmente, era linda! Quantas noites por tolice não dormira… E quantas festas perdidas! Em um trato comigo mesma, olho no olho, encarei minha beleza sincera. “Nem mesmo um bad hair day terá o direito de arrancar a covinha que enfeita minhas bochechas rosadas”- cantarolei em voz alta. E, assim, declarei-me dona de um não – bronzeado-Ipanema incrível. Um gingado torto, um tanto quanto paulistano, e tão indiscutivelmente meu – a carioca da gema sem samba no pé. Declarei-me dona de cada sarda no nariz, ponta dupla e da boca carnuda. Dos cílios e seios grandes. Declaro-me pois, em completo amor por mim mesma, mimando-me com vestidos de bolinha, gloss e lingerie. E, que me desculpe a Avon, mas amar-me suavizou minha expressão como nenhum Renew o faria. Se nua, ainda assim estaria bem vestida para sair à rua, gritando minha vivacidade e, enfim, liberdade. Eu, de cara limpa e alma lavada. Eu, feliz.

O Que é A Beleza?

O que é a Beleza - EuGordinha

“Beleza não põe mesa.” Diz o ditado popular sabiamente.  Beleza não põe mesa, não conversa em dias de solidão, não faz amor gostoso dizendo bom dia… Ei! Dizer BOM DIA pode sim, ser uma das variadas formas de se fazer amor. #FicaDica.

O fato é, que a beleza não pode ser definida em apenas de uma forma, ela é muitiforme, variada, múltipla e quaisquer outras palavras que signifiquem quantidade. É engraçado mas amanheci com uma resolução pronta em relação a alguns fatos da vida. A saber: Não apoio mais concursos de beleza! Simplesmente porque o que eu considero belo pode não ser para grande maioria que se deixa cegar pelo que meia dúzia de gatos pingados interesseiros dizem que é belo ai pela mídia afora e ainda tentam nos enfiar goela abaixo.

Lembro de quando eu era adolescente e me apaixonei por uma menina “linda” aos meus olhos. Ela era grande e formosa, bem gorda mesmo e tinhas os cabelos assim, o sorriso assado e etc e tal. Os meus amigos de então faziam a lista das meninas mais bonitas e ela estava nos últimos lugares… levando em consideração que não havia outra classificação além de LINDA – NORMAL e FEIA, as últimas classificadas na lista daqueles meninos de outrora eram as feias… sendo assim… Como podia aquela menina linda aos meus olhos ser considerada FEIA? Eu estava errado no meu modo de ver as coisas? Não! Eles estavam errados. E muitos meninos ainda continuam errados e algumas mulheres também e outros homens igualmente.

Na boa, cansei de ficar medindo beleza pelas proporções do quadril ou busto ou formato dos olhos, nariz e boca, cor e comprimento dos cabelos. Pouco deveria importar o tamanho da bunda, ou seios, ou barriga, coxas e etc. O corpo pode nascer de um jeito mas ao longo dos anos muda e pode mudar muito. BASTA! Não apoio mais essas concursos de beleza plus size ou qualquer outro concurso de beleza do gênero.

A beleza é algo que cabe aos olhos de quem vê. Se eu acho que uma barriga caída é sexy, essa é uma verdade minha e ninguém tem a ver com isso. Goste quem goste, desgoste idem – não preciso me importar com a opinião dos outros quando o único beneficiado ou prejudicado pode ser apenas eu!

Meninas acordem para o fato de que o corpo de vocês não precisa ser CLASSIFICADO como feio ou bonito. Se ele funciona bem, e está com saúde, trate das questões de higiene, que é fundamental, e quando à beleza que eles possam ter… Experimentem amar tal qual foram feitas. Costumo dizer que Deus não erra quando nos faz. Dizer que um corpo é feio e outro é bonito é limitar a perfeição de Deus – isso pra quem crê nEle. Cada qual enxerga a beleza que quer onde o olhar se deleita.

#TenhoDito

Leonardo Ladislau

bbw feliz - EuGordinha

Dia do Beijo

Beijinho a toa - EuGordinha

13 de abril – Dia do Beijo… Bem, o que dizer desse dia? Ou melhor, o que fazer nele? Para muitos, um motivo a mais pra um sorriso para outros um motivo a mais para reclamações. Pra mim tanto faz, desde que aprendi a beijar usando uma laranja, hoje, se for o caso até a minha mão serve de cooperadora. (risos) Ok, brincadeiras à parte, há quem vá trocar uns beijinhos e ficar muito feliz com isso, assim como pode haver quem gostaria muito de beijar alguém meio impossível, seja por causa da distância, do amor não declarado, não correspondido, não mais possível por causa da separação irremediável da morte…

Dia do Beijo - EuGordinha

Um fato positivo que esse tal dia do beijo nos traz à reflexão é a possibilidade de percebermos que o beijo em si, não necessariamente de amor arrebatado, apaixonado, mas o beijo em si, trocado entre amigos, pais e filhos, pessoas que se amam, tem muitos benefícios pra saúde física e emocional. Vinte e nove músculos são ativados em um beijo apaixonados; o corpo se aquece, queimando até 15 calorias e a pressão arterial sobe. E o beijo puro e simples é um dos contatos mais primários que o ser humano aprendeu a ter. O beijo lembra nossa amamentação, quando pela boca tomávamos a vida e dela nos nutríamos.

Enfim sendo Dia do Beijo ou não, o importante é compartilhar da vida que recebemos. Fazer isso com quem amamos é melhor ainda.

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Libertad

Libertad - EuGordinha Pipa Dantas

O nome dessa foto no meu computador chama-se “Libertad”

Eu estava conversando com um grande amigo ontem, o Helio. Aquelas conversas de bar depois de umas doses de tequila, sabe? Chegamos a um assunto: corpos. Mas nada abstrato, especificamente o formato dos corpos, essas massas e suas importâncias, tanto primeira-pessoais quanto terceiras. E a gente percebeu o sofrimento disso tudo. Meu sofrimento por ser gorda, ele por ser magro, a amiga dele por ser alta demais… (bem, pelo menos percebi que não estava sozinha). Passei quase a madrugada toda pensando nisso. Por que MEU corpo é tão julgável para as outras pessoas e, assim, torno esse julgamento minha única verdade? Por que EU devo me padronizar, me alinhar?

Daí vem alguém, no meu caso, e diz “mas é questão de saúde e não de estética” e eu digo que por muito tempo fui mais saudável que todos na minha casa – tudo bem que agora eu dei uma extrapolada, coisa e tal, mas enfim – e eu SEMPRE fui big girl, mas minha mãe, meu pai e meu irmão sempre foram “normais”, nem gordxs, nem magrxs.

Sim, eu sei as consequências que comer gordura em excesso traz, assim como sei as consequências do consumo de bebida, de cigarro, de se ter uma alimentação baseada em carne animal, de viver uma vida estressante, enfim, mas nem por isso saio dizendo “é questão de saúde, não de estética” pra quem fuma haha. É questão de estética, sim. É questão de preconceito, sim. É questão de padronização da beleza, sim. Ninguém está preocupado ou preocupada de verdade com minha saúde, mas da forma como eu me apresento, sem nem falar, às outras pessoas. Essa é a preocupação. O que eu APARENTO ser. Na boa? Cansei. Cansei muito. Cansei de sofrer calada quando percebo que alguém me olha feio na rua. Cansei de ouvir “que pena, tem um rosto tão bonitinho”. Cansei de relembrar minha época de escola e me dar conta de que ser chamada de “baleia quatro olhos” me marcava bastante, porque eu me sentia uma aberração. Já tomei remédio, já fiz milhões de dietas, já pensei em me matar (SIM!) por não ser o que queriam, como se o problema fosse eu e não a outra pessoa. Agora, isso nada mais importa. Isso quer dizer que você, essa pessoa ~MARAVILHOSA~ que julga por aparências, é extremamente desimportante pra mim. Você, seus julgamentos e seu coração sujo. Se você acha que isso não é bonito, o problema é seu, não meu. Se você acha que eu não sou atraente, ffffffffffffffffffffffffffffffffffffffffffffffffffffffffffffffffffffffoda-se (mantra pra vida). Não nasci pra ser de alguém.

Sou gorda, muito gorda, extremamente gorda, tenho um monte de estria, um monte de celulite, tenho peito pequeno, mas não me caibo em tanta felicidade. Extrapolo. Meu corpo, minhas regras.

Pra quê tanta aparência se o que vale é o coração?

por Pipa Dantas

10 Conselhos Para quem deseja Arrumar Alguém

Padre Chrystian Shankar - EuGordinha

10 Conselhos Para quem deseja Arrumar Alguém
Padre Chrystian Shankar

Game Over

Game Over - EuGordinha

Pra quem pensa que a situação do namoro, noivado, casamento é como um jogo, melhor nem gastar suas fichas. Engana-se quem pensa que relacionamento é um jogo que começa na sedução e segue adiante até o tal do GAME OVER. Não há jogo onde um perde e o outro ganha… Onde a mulher quer as emoções de um envolvimento e o homem quer as ações de um sexo gostoso… bem, pra falar a verdade existe sim, quem jogue essa deslealdade, às custas da própria felicidade, pois quem joga no relacionamento trás pra dentro de um ambiente onde deveria haver cooperação a rivalidade, e não há como rivais desfrutarem do que o amor é capaz de proporcionar aos que se dão a ele. Cumplicidade, companheirismo, amizade, mutualidade, cooperação e uma porção de outras palavras bonitas que implicam na união de duas pessoas para se ajudarem a forma o que chamam de vida em comum, amor, relacionamento e etc. Seria muito melhor que a maioria dos homens e algumas mulheres revessem os seus conceitos sobre essa questão que me parece muito séria, sob risco de permanecerem sós, mesmo estando juntos de outro alguém de quem se acham parceiros.

Leonardo Ladislau

Amor Próprio

Keli Patrícia  EuGordinha

…é não adianta, você sempre vai ser um ponto de referência.. mas pode optar por ser um ponto de referência pelo lado bom ou pelo ruim.. sempre um(a) gordinho(a) vai ser apontado, sempre que for passar na catraca vão olhar se vai se prensar.. sempre que for sentar em um lugar reduzido vão olhar se você vai caber… sempre que entrar em um lugar pra comer ou comprar algo vão prestar atenção no seu prato, nas suas escolhas… E isso te deixa triste,incomoda muitas vezes, talvez você já tenha fingido não ligar para os olhares e depois em sua casa chorou no escuro do quarto.. passar pelo período de aceitação é muito difícil, eu nem sempre passei por tudo com sorriso no rosto, já deixei de pegar o mesmo ônibus que amigos pra que eles não me vissem sofrendo pra girar a catraca, já deixei de ir em lugares onde o lugar pra sentar é restrito, já pensou ficar presa entre a cadeira e a mesa??… Já chorei e como chorei!… mas ai eu parei e tive que decidir se eu deixaria a sociedade decidir quando eu poderia sair na rua ou não, se eu faria um regime ou não, se eu seguiria padrões ou não…e minha resposta veio de encontro com algo que descobri em meio a tanto apoio familiar e de amigos…NÃO! …quem decide o que você vai ser é você e eu decidi ser livre de preconceitos e me amar acima de tudo e todos..e vou dizer isso faz um bem incrível, mas temos que tomar cuidado porque no meio do caminho vamos conhecer tantos VERMES que se fingiram de amigos, amores repentinos que logo em seguida nos deixaram piores, aquele tipo de gente que te ama em tempo instantâneo e depois quer te levar pra cama, some… isso mesmo… Hoje em dia nós mulheres gordinhas ainda passamos por isso de chegar um ROMEU te encher de palavras bonitas, te levar pra cama e sumir porque simplesmente ele pode realmente se apaixonar por você ,mas apresentar uma GORDA pra família, amigos é algo inaceitável .. em meu caminho essa fase tem mudado, depois que eu dei de cara com o tal AMOR PRÓPRIO eu tenho atraído aquilo que me convém e não caio mais em papo de amor por gordinhas,ou fetiche ou seja lá o que venham me falar, me oferecer, eu acredito em sentimentos, em aceitação, naquela pessoa que te pega pela mão seja onde você estiver, te apresenta aos amigos como sendo a sua princesa, e tem que ser assim, se algum dia você já viveu algum tipo de preconceito, seja ele qual for, saiba que quem decide o final da história é você!

Keli Patrícia 23:57 hs de uma simples segunda e cansativa feira *_*

Mais um texto delicioso que toda mulher deveria ler. Parabéns pela sensibilidade em expor assuntos tão delicados e necessários, Ida. Xero!

Blog da Ida Lenir

É isso que sou, uma mulher só. Não há uma gota de pesar nesta afirmação. Apenas quero dizer que tomei as rédeas da minha vida e gostei da arte de  me conduzir pelos caminhos, às vezes tortuosos, que revolvem meus medos; às vezes de uma simplicidade translúcida, que alimenta certezas.

Descobri, para minha surpresa, que conviver comigo mesma me traz paz, aumenta minha autoestima, torna meus dias mais ensolarados e me deixa mais ousada e condescendente com meus erros e enganos. Olho-me no espelho com olhos despidos do olhar do outro e me acho bonita, com os dotes herdados da genética e sobre quais o tempo trabalhou e o uso desgastou. Ainda assim, há tanto encanto no que me tornei agora! Encanto com o qual só eu me encanto estando só.

Reconheço minhas fragilidades, meu dark side, o sombrio pessimismo mascarado de realismo racionalizado que teima em anuviar alguns momentos…

Ver o post original 345 mais palavras

Virgindade

Achei uma pergunta feita no Ask do Pedro Araújo, muito pertinente para uma porção de meninas que talvez estejam com a mesma dúvida em mente.

Tenho 18 anos, e tenho um grande amigo que eu estou pensando em perder a virgindade com ele. Só que ele não vai namorar comigo. O que você acha que eu devo fazer? #adorosuapagina

Depende, se você for desencanada com esse lance de virgindade não há menor problema, se ele é seu amigo, você confia nele e sabe que ele não vai sair por aí tirando onda com a sua cara, tudo bem vá em frente, agora se você se apaixonar no ato (sim, isso pode acontecer), acho melhor você perder com alguém que você goste. =]
Muito bem. Compartilhar a sua virgindade com alguém é algo que ao meu ver deveria ser algo extremamente especial e importante na vida de uma pessoa, seja menino ou menina. É um momento de passagem, transformação, mudança. Hoje em dia tem-se dito e feito do sexo algo muito comum e simples. Mera satisfação dos instintos, das necessidades físicas e mentais. Sei que as meninas ligam culturalmente e outros mentes da vida, o sexo com questões emocionais – as meninas fazem mais isso que os meninos. Como o Pedro disse na resposta dele, é bem possível que a menina se apaixone pelo rapaz quando fizerem sexo/amor pela primeira vez… principalmente se for sem proteção. O tal pele na pele tem muito mais do que contato físico, algo de espiritual acontece na mente e coração das pessoas envolvidas, mesmo que não queiram. O que eu digo é uma questão de fé, por tratar-se de coisas espirituais. Sei que o ser humano tem um espírito, alma e corpo e esses elementos estão intrisecamente ligados um no outro, não tendo para onde fugirmos disso. Podemos fingir que nada acontece, mas algumas respostas para questões que surgem podem estar ai…
Bem, saindo um pouco dessa parte quase meio esotérica, as questões práticas, incluindo questões de saúde (DST’s – Doenças Sexualmente Transmissíveis), Gravidez indesejada (Bebês são lindos, mas requerem muito trabalho e tempo, além do custo financeiro), muitas coisas devem ser levadas em consideração. A mais importante delas no meu ver é o tanto que estamos ligados a pessoa com quem vamos pra cama. O quanto de amor ou paixão temos pela pessoa. Paixão ainda é algo meio frágil… o bom seria descobrirmos o quanto amamos, admiramos, gostamos profundamente da pessoa com quem vamos nos dar. É bom que não aconteça só por fora, mas por dentro também.
Se for pra viver algo bom na vida, que a vivamos com a devida RESPONSABILIDADE.

Foto meramente Ilustrativa

Foto meramente Ilustrativa