Idas e Vindas

Idas e Vindas - EuGordinha

Sempre queremos defender ao máximo tudo aquilo que nos satisfaça. Faz parte do nosso instinto de preservação, da nossa vaidade, do nosso egoísmo, da nossa necessidade real e saudável também – porque não? As pessoas vem e vão e voltam ou se revoltam ou vão e nunca mais as vemos novamente. Solução pra evitar a dor que possa haver por causa disso talvez seria não se apegar a ninguém. Funciona, mas desertifica um tanto a vida. O bom é aproveitar cada momento com as pessoas que nos satisfazem enquanto elas o fazem. Pois há pessoas que nunca vão embora depois de term vindo para as nossas vidas, mas depois de um tempo vão mudando de um modo que chegam a ser outra pessoa totalmente diferente daquela que tínhamos conhecido.

O Aquário Nosso

 

“Ninguém é uma ilha”

(John Donne – 1572-1631)

Todos nós já nascemos dentro de um aquário e ansiamos o mar. Temos fome de liberdades mais amplas, sejam internas ou externas. As internas, muitas das vezes nem percebemos, mas como são importantes! 🙂

Nascemos inseridos dentro de um ambiente o qual tendo nos proposto ou imposto modos de pensar, acabou por nos influenciar tremendamente no que aceitamos ou nos sentimos coagidos a aceitar, nas suas ideias, jeito de fazer as coisas, enfim… na sua cultura.

Essa tal cultura muda com o passar dos tempos, muda com a variação dos interesses econômicos e etc. A nossa cultura diz que isso ou aquilo é belo e o normal é que a maioria aceite sem questionar. Se num grupo de 10 pessoas 8 dizem que algo é bonito, porque as outras 2 não aceitariam fácil? Alguém pode argumentar comigo que as outras duas TEM DE TER PERSONALIDADE, TEM DE SER QUEM SÃO REALMENTE!!! hahaha, muito fácil dizer isso quando você não é uma das 2 pessoas que está fora do grupo que aceita as coisas.

Somos peixes dentro de um aquário que só varia de tamanho, sendo ele qual aquário for: família – escola – igreja – trabalho – amigos virtuais… No final não conseguimos viver 100% sozinhos e sempre vamos buscar por algum tipo de aquário. Ainda que o nosso objetivo maior seja alcançar o mar.

Proponho que busquemos satisfazer o anseio do mar interior que pode haver dentro de nós. Eu sei que podemos ser felizes um pouco mais por dentro, independente do que digam. Mas se essa tal felicidade não for a nossa e for a imposta eu não sei até que ponto isso pode comprometer a nossa paz interior. Se a paz por acaso for embora, se ela não conviver muito bem com a alegria de estarmos vivos, então eu proponho que REAVALIEMOS o nosso pensamento.

O que é o Amor?