Fui no Mercado Comprar Amor

– No que posso ajudar? O que o senhor deseja?

– Sim eu quero 2 quilos de amor, bem fresquinho, por favor…

(Eu e o atendente)

Sei que o diálogo parece improvável, mas ele acontece todos os dias diante de nossos olhos de várias outras formas. São muitas as maneiras de nossa necessidade de sermos amados se manifestar. E não tem nada de errado nisso. O prejuízo só aparece quando a falta de amor começa a nos corroer por dentro e a necessidade se manifesta na forma de carência.

Carência de amor é fome não tratada. Todos nós temos fome e o natural seria que antes dela aparecer pudéssemos dispor do que saciar a mesma, para evitar os males que essa falta denuncia. Acontece que, em se tratando de afeto, as coisas não parecem tão fáceis assim.

Noutro dia notei que boa parte das histórias de amor que eu ouvia, via e sentia, nos filmes, livros e canções conhecidas, não passavam de ilusões forjadas para ludibriar (vou usar essa palavra bonitinha pra doer menos), a quem precisasse de uma anestesia. Pois o amor também dói, alivia mas também dói, depende do contexto no qual aconteça.

Me deixe colocar as coisas bem claramente aqui: Não sou desiludido no amor. Creio que o amor exista, é real, possível, pode ser maravilhoso. Mas também acredito hoje, que ele não seja isso tudo que 95% das pessoas* dizem sem conseguir comprovar na realidade tudo o que pregam.

Como eu disse, não faz muito tempo que notei que o amor no qual eu acreditava tinha sido uma invenção cultural, forjada desde períodos da Idade Média em diante, se formos pesquisar mais a fundo vamos achar resquícios noutras eras… um amor inventado para calar o grito de uma dor muda dentro de nós.

Se temos a necessidade de amar e sermos amados, como poderíamos saciar essa fome da maneira mais saudável possível? Mal comparando, estou lembrando de comida. Em se tratando de comida, alimentação saudável é um bom caminho pra quem quer manter a vida em dia. Se for alimentação orgânica, melhor ainda, aquele tipo de comida que é produzida na terra sem aditivos químicos, sem agrotóxicos… eis ai uma bela comida de qualidade. Voltando ao amor, o que seria o amor não industrializado pela cultura dos que escrevem novelas, filmes, seriados, livros, canções… Como seria o amor, se fosse puro, isento das ideologias que intencionam o controle de um certo grupo de pessoas que não está muito a fim de pensar e prefere por preguiça receber tudo empacotado, pronto pra consumo? Se eu e  você não tivéssemos ouvido dos outros, tudo o que disseram e mostraram sobre o amor, o que ele seria?

O amor pode ser uma triste realidade na vida de algumas pessoas que viveram situações de abuso, negligência e descaso no seio do lar familiar ou nem isso. Vem desde a infância tudo o que sabemos sobre o amor. Fomos construindo, mesmo sem perceber ou saber o que estávamos fazendo. Mas é na infância que a semente cai na terra e cria raiz. Depois com os anos só faz crescer, muitas vezes sem o devido cultivo, a devida poda e… sem agrotóxicos, por favor… Como o amor deveria ter sido plantado em nós? Como é que ainda podemos cultivar? É preciso podar os ramos que já estão secos… não dão frutos faz muito tempo, podemos cortar e lançar os galhos no fogo. Dói, mas é uma dor que vai ser definitiva e não mais aquele espinho fincado no fundo do peito, que dói toda vez que tocamos no assunto… Será que estou sendo claro? É preciso plantarmos novas sementes de amor sadio para não sermos reféns de nossas próprias necessidades. Precisamos transplantar algumas mudas de amores novos que nasceram na beira do caminho. Necessitamos com urgência replantar amores que foram arrancados por ignorância mais ainda sobrevivem graças à sua capacidade de resistir ao tempo. Alguns desses amores foram tão saudáveis, mas não resistiram ao medo que os arrancou com raiz e tudo. Sobrevivem graças às gotas de chuva ou orvalho que caem quando a natureza quer.

Cabe a cada um de nós discernir o amor orgânico do industrializado. O amor nos alimenta a vida e não a diminui, muito pelo contrário, expande a vida. O amor nos enche de vida, nutre, transforma. Nos faz ser melhores do que somos a cada dia.

Forte abraço pras amiggas.


Nota: *Quando falei sobre os 95% das pessoas, essa estatística é uma força de expressão e não corresponde a uma pesquisa feita de fato para comprovar uma percepção que tenho.

Idas e Vindas

Idas e Vindas - EuGordinha

Sempre queremos defender ao máximo tudo aquilo que nos satisfaça. Faz parte do nosso instinto de preservação, da nossa vaidade, do nosso egoísmo, da nossa necessidade real e saudável também – porque não? As pessoas vem e vão e voltam ou se revoltam ou vão e nunca mais as vemos novamente. Solução pra evitar a dor que possa haver por causa disso talvez seria não se apegar a ninguém. Funciona, mas desertifica um tanto a vida. O bom é aproveitar cada momento com as pessoas que nos satisfazem enquanto elas o fazem. Pois há pessoas que nunca vão embora depois de term vindo para as nossas vidas, mas depois de um tempo vão mudando de um modo que chegam a ser outra pessoa totalmente diferente daquela que tínhamos conhecido.

Afinidades

Afinidades - EuGordinha

Afinidades, laços, fios que nos unem, nos amarram. Fios finos ou grossos. Cordas, Correntes. Laços de sangue, de alma, de espírito. O que nos torne mais próximos uns dos outros, o que nos torne mais unos.

Leonardo Ladislau

Você se Ama? Eu me Amo!

Gente, nessa semana achei uma postagem muito boa no Facebook. Tão boa que foi virulizada pra uma porção de lugares. Como o tema vem a calhar, não poderia ficar fora dessa onda de pensamento interessante, segue abaixo.

“O que é? Você a achou feia? Olhe bem nesta foto, olhe bem o rosto desta menina… Você está vendo este sorriso? Consegue imaginar o quanto ela deve sofrer por não se encaixar nos padrões “perfeitos” que a sociedade ignorante aceita? Mas você consegue, também, imaginar o quanto ela é feliz por saber que alguém a ama, do jeito que ela é? Olhe bem para este sorriso. Olhe bem para esta foto. Este momento. Agora pense um pouco… Você vive no seu mundinho, tentando, de certo modo, criar a perfeição. Tentando ser aceitável, tentando se adequar ao que os outros julgam correto, e muitas vezes é infeliz. Então, por favor, pare de julgar tanto as outras pessoas. Pare pra pensar que, mesmo com todas as características – que na sua mente são defeitos – dela, ela pode, sim, ser muito mais feliz que você. Existem pessoas que a amam. Deus a ama. E assim como você, aos olhos Dele, é a pessoa mais bonita deste mundo, ela também é. Respeite-a. Aceite-a. Afinal, nunca se sabe como você é visto por nossa estupida sociedade”

Onde estão as Rainhas desse Mundo?

Achei uma frase boa no Facebook, falando sobre princesas e rainhas. Algo que pode parecer um tanto utópico se pararmos pra olhar apenas o lado negativo do mundo. Mas focando nos pequenos exemplos, os casos de sucesso, há de se querer mais rainhas por ai, pelo mundo afora. Eu acho que tem poucas mulheres sendo tratadas como rainhas, logo elas não conseguem ensinar seus filhos como fazer pra amar uma mulher da maneira mais adequada. Na escola não se ensina esse tipo de coisas, apenas algumas professoras heroínas, as que erguem a voz em meio as ondas contrárias… Chega me dar saudades dos tempos de antigamente, onde as boas maneiras não eram clichê de filme romântico. Dá vontade de inventar um mundinho à parte, onde as delicadezas sejam só nossas e dane-se a maldade que há no mundo… mas até esse dane-se de rebeldia seria um estar de acordo com tudo o mais que está errado. Melhor mesmo é  não ser tão saudosista e incentivar que surjam mais rainhas entre as mães ao meu alcance. Portanto, mamãe de plantão, leitoras, amigas, cuidem de seus pequenos grandes homens de daqui a pouco. Cuidem também de suas princesas, lhes passando não a fórmula do homem perfeito, o príncipe encantado das histórias de contos de fadas, mas do homem real, que por seus sinais vão demonstrar o que fazer de bom com uma menina, mulher, amada… Não quero nunca ser utópica, porque isso me faz pensar em irrealismo, mas cultivo uma realidade que nos transforme mesmo que aos poucos, por mais contraditória que seja em relação à maioria mas mentalidades vigentes.

P.S.: Post dedicado à amiga Sarah Magalhães. Beijos.

O Amor é o Caminho

Abraço Amor Blog EuGordinha

“O amor é o que da sentido a vida.. Sem ele somos incapazes de resistir as diversidades impostas.. incapazes de suportar as falhas alheias.. Acredito que semeando e disseminando o amor é que teremos mais momentos de felicidades.. Amor é renuncia.. é entender.. enfim amor é amar sem preconceitos e sem limites.. rarara”

(Suely Regina)

Estre Aspas – Amar é…

Thayla Villas do blog MeDeixaEstar compartilhou comigo uma reflexão bem boinha, como diz minha irmã.

“A primeira lição está dada: o amor é onipresente. Agora a segunda: mas é imprevisível. Jamais espere ouvir “eu te amo” num jantar à luz de velas, no dia dos namorados. Ou receber flores logo após a primeira transa. O amor odeia clichês. Você vai ouvir “eu te amo” numa terça-feira, às quatro da tarde, depois de uma discussão, e as flores vão chegar no dia que você tirar carteira de motorista, depois de aprovado no teste de baliza. Idealizar é sofrer. Amar é surpreender.” (anônimo)

Quando a gente tem muitas expectativas em relação ao sentimento dos outros por nós, as emoções que podem surgir e tal, quando as mesmas não acontecem como esperávamos, a dor é tremenda. Nosso egoísmo quer que tudo aconteça do jeito que a gente quer. rsrs Mas o mundo não funciona assim – por mais que esteja lotado de coisas ruins. A gente sempre tem uma escolha e a nossa melhor escolha é o domínio-próprio. Cuida bem dos relacionamentos, quem primeiro cuida de si mesmo antes de cuidar do outro. Regrinha básica de sobrevivência emocional. Tenho aprendido muito na base dos erros e acertos. Mas também, tenho aprendido bastante ouvindo e vendo as experiências alheias…