A Dor como Hábito

Sentir dor é ruim – eu poderia dizer isso categoricamente e todos poderíamos ser unânimes em concordar. Certo? Errado! Mas como assim? Podem acabar me perguntando. Ai eu lembro que no mundo há pessoas que gostam de sentir dor. “50 tons de Cinza” e cia mostram no sucesso de bilheteria e vendas de livros que os temas que giram em torno do BDSM tornaram o assunto da dor associada ao prazer como sendo algo não tão fora do comum assim e até aceitável e compreensível como sendo uma de nossas facetas humanas. Ok, podemos entender que a porcentagem das pessoas que gostam de experimentar dor é uma parcela pequena da população mundial. Mas existe e não pode ser desprezada se quisermos saber da realidade. Nem vou perder tempo pesquisando sobre isso agora. Existem os masoquistas, sim. Existem os sadistas. Existem as relações sadomasoquistas, onde um gosta de fazer sofrer e o outro gosta de sofrer a dor. E estou falando ainda das dores físicas, as que podem ser sentidas no corpo com consentimento entre as partes. Mas e quando a dor é infligida na alma, sem o consentimento de quem sofre?

Estou lembrando de situações de bullying. Antigamente nem tinha esse nome, era só zueira mesmo, brincadeiras de mal gosto pra quem sofria e só uma brincadeira mesmo pra quem fazia. Escárnio, zombaria. Há um salmo na Bíblia que diz:“Bem aventurado o que não se assentar na roda dos escarnecedores”. É engraçado que eu, quando era adolescente ainda, li esse trecho e reconheci a rodinha de colegas na escola que se juntavam pra zuar com a cara daqueles que por algum motivo era diferentes, não estavam na moda, ou tinha o nariz grande, eram magros demais ou altos ou baixo ou gordos e gordas. Antes mesmo de ter lido o conselho bíblico eu já tinha decidido que não me juntaria com aqueles que falavam mau dos outros, só porque estavam em maioria na hora de fazer um acordo do que julgavam aceitável ou não. Decidi isso porque tive a sorte de me notar bem diferente do que os colegas da escola eram, eu mesmo podia ser considerado um alvo fácil deles, mas por alguns motivos passava meio que despercebido. Haviam outros alvos mais fáceis pra sofrer bullying. Por outro lado, eu sendo negro, pobre, brasileiro (o Brasil é um puto de um país hipócrita que ainda tem muito racismo e preconceito entranhado na carne que nem cor branca ou negra tem de fato. Somos quase todos mestiços por aqui, quase ninguém conseguiu se manter dentro de uma linhagem pura pra poder apontar pra o outro e se dizer melhor do que o outro por motivos… étnicos? Sério mesmo que a cor da pele, tipo de cabelos ou tipo de corpo deveria mesmo ser um motivo pra nos diferenciarmos como melhores ou piores? To me dando conta do tanto que esse tipo de pré-conceito ou conceituação é tão absurdo e ridículo!). Enfim, por vários motivos tive como sentir na pele a dor do bullying, do racismo, do preconceito dos outros e de mim pra comigo mesmo. Graças a Deus não durou tanto o quanto que me fizesse ficar anestesiado e cego.

Sim, a dor prolongada, emocionalmente pode nos cegar de certa forma. A gente acaba por se acostumar com a dor que nos é inflingida por um tempo considerável. Ficamos condicionados a viver com a dor, deixamos de viver certas coisas por causa dela. Passamos a pensar e agir modelados dela dor. Como a história do elefante que tinha um espinho no pata e por causa disso não pisava no chão com todo peso que tinha e por conta disso andava muito diferente dos outros. Tem muita gente no mundo que anda torto porque tem um espinho na pata emocional.

Falta de amor pode nos causar dor emocional. Solidão, sentimento de menos valia… auto estima inexistente ou muito baixa. Não ter recebido amor de quem deveria nos dar quando nascemos, nossos pais, pode nos causar prejuízos no longo prazo. E pra quem quiser concordar comigo e quiser uma solução rápida eu logo adianto que culpar os nossos pais não resolve o problema. A maioria das vezes que eu já vi esse tipo de coisas acontecendo é porque os nossos pais também não receberam amor dos pais deles de maneira adequada. Entre achar culpados pelas dores que sentimos hoje e buscar tratar com elas agora pra que vivamos bem de hoje em diante, eu prefiro a segunda opção.

Estou me prolongando nesse texto, em tempos nos quais as pessoas não têm muita paciência pra ler ou mesmo acham que têm pouco tempo pra viverem suas vidas tão longas e tão cheias de compromissos altamente significantes, altamente recompensadores e produtivos em termos de alegria. Desculpe, meu querido leitor ou querida leitora, se você chegou até aqui e não achou o que queria. O que você queria de fato? Posso dizer o que eu quero. Quero que a sua dor de anos a fim seja extinta. Se for o caso de você ter dentro de seu coração uma dorzinha de estimação, que você vem alimentando e cuidando dela fazem anos, é hora de acabar com isso. Se enquanto você foi fazendo a leitura acabou por perceber alguma dor ai dentro de você, uma dor antiga que ainda incomoda, é hora de retirarmos esse espinho. Ter percebido é o primeiro passo. Querer se livrar disso é o segundo. O tratamento já começou se assim for. Vou terminar o texto por aqui, mas voltarei nesse assunto. Pois é muito importante.

Forte abraço aos que considero vencedores por ainda estarem na luta!

Atitudes & Palavras

Só pra espairecer, amei a resposta de Kah Hanashiro no ask.

Kah Hanashiro

A Fulaninha disse:
Você é GORDA mais não é 2 MEU BEM

A Resposta:
E vc é Burra, mas não é meia meu bem!!!

hahaha
Seja original GORDA pra mim não é ofensa, tente de novo!
Gorda pra mim é um esteriótipo (olha no dicionario de novo que vc n deve saber o q é isso) não me magoa nem me ofende, até pq eu sempre fui assim. GORDA, rs e sempre tive tudo que eu quis…
E tem mais, Alem de GORDA eu sou independente, maior de idade, inteligente, HONESTA, extrovertida e vc o que é mesmo?? Ahhhhh Uma Anônima (Pessoa covarde que tem medo de assumir o que pensa e fala)
Estou muito bem com minha Gordura, já vc deve andar de mal com a sua consciência, já q não assume sua posição!!
Beijinhos pras fãs!
Só pra fechar, não sou muito de ficar dando Ibope pra essas discussõeszinhas bobas que surgem e tal. Mas pra espairecer de vez em quando até que serve. E também de exemplo para algumas meninas que engolem em seco e ficam chorando no cantinho, sem necessidade!

Amor Próprio

“É interessante quando a gente descobre que amor ao próximo pode começar com aquela pessoa que está diante de nós no espelho.” Selma Camila

A Bolsa de Grife Nossa de Cada Dia

Quantas vezes nos vemos refém de um sentimento de tristeza, uma coisinha chata que fica nos perturbando o coração como se fosse uma pedrinha no sapato. Às vezes, o que é mais triste, nem sabemos o motivo de estarmos tristes. Então um escape, um modo de fugirmos da dor incômoda bem rapidinho é pegar a bolsa, o cartão de crédito, o talão de cheques, o nosso rico dinheirinho e ir às compras. Toda mulher sabe que fazer compras dá um baita prazer queria usar a palavra tesão, mas pode parecer exagero. KKKKKK

O que não precisa acontecer é a gente ficar refém desse tipo de situação, porque acaba trazendo desperdício de dinheiro, em alguns casos, arrependimentos desnecessários. De certo modo nos ensinam desde que nascemos que ter coisas pode nos fazer felizes, de bem com a vida e tal. Mas na verdade as coisas não funcionam assim. Precisamos ter noção real de nosso valor próprio, pra não depender de coisas ou até mesmo pessoas.

Estava pensando nisso depois de ouvir uma canção onde Vanessa da Mata fala de uma tal bolsa de grife que lhe prometia a cura pra seu mal… e no final um amigo acabou comprando um carro pra se curar do mal… cada um tem seu mal pra ser curado. Mas não vai ser uma bebida especial, um objeto desejado que nos curará do mal…

Vanessa da Mata – Bolsa de Grife

Comprei uma bolsa de grife

Mas ouçam que cara de pau.

Ela disse que ia me dar amor

Acreditei, que horror

Ela disse que ia me curar a gripe

Desconfiei, mas comprei

Comprei a bolsa cara pra me curar do mal

Ela disse que me curava o fogo

Achei que era normal

Ela disse que gritava e pedia socorro

Achei natural

Ainda tenho a angústia e a sede

A solidão, a gripe e a dor

E a sensação de muita tolice

Nas prestações que eu pago

Pela tal bolsa de grife (2x)

Nem pensei Impulso

Pra sanar um momento

Silenciar barulhos.

Me esqueci de respirar

Um, dois, três Eu paro

Hoje sei que tenho tudo

Será? Escrevi em meu colar

Dentro há o que procuro

Ainda tenho a angústia e a sede

A solidão, a gripe e a dor

E a sensação de muita tolice

Nas prestações que eu pago

Pela tal bolsa de grife (2x)

Meu amigo comprou um carro pra se curar do mal