Amor Engaiolado

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” …Nós devemos amar as pessoas e controlar a nós mesmos. Mas o que fazemos é justamente o contrário. Amamos a nós mesmos e controlamos as pessoas…” (Joyce Meyer)

Porque é que ao amarmos as pessoas nos sentimos no direito de controlar suas vidas, fazendo delas nossos escravos emocionais, dependentes de nós, nossos servos amáveis, obrigados a nos satisfazer os desejos do coração?

Durante muito tempo vivi relações de amor assim. Eu era cega e nem percebia. Hoje em dia não vejo que isso seja saudável. Frase de amigo meu que eu amo: “Quem ama deixa a gaiola aberta” (Leonardo Ladislau). Contrariando um pouco a letra de Caetano Veloso em Sozinho: “…Por que você me deixa tão solto? / Por que você não cola em mim? / Tô me sentindo muito sozinho / Não sou nem quero ser o seu dono / É que um carinho às vezes cai bem“, não quero questionar a desatenção de alguns amantes, mas sim a exigência daqueles que ao serem amados querem se fazer nossos donos. Realmente há necessidade de se armar uma gaiola onde se possa prender o outro para que não o percamos de nossas vidas? Amar pode ser: viver e deixar viver, contribuindo pra que a vida em ambos, o que ama e o que á amado, seja multiplicadamente vivida.