Tudo tem dois lados. Exagero ou Preconceito?

No papel de colaboradora do blog e page no Facebook, eu não poderia deixar de opinar sobre esse post: “30 segundos de Estupidez”. Sempre amei as publicações, e a maneira como tudo é transmitido aqui. Por isso, aceitei o convite para ajudar nas postagens.
Mas, esse post em especial eu não poderia deixar de comentar. Entendo a indignação de alguns que assim como eu, lutam por esta causa, que tem orgulho de levantar a bandeira contra o preconceito. Vivemos em luta constante para que pessoas que não estão satisfeitas com seus corpos sintam-se melhor e entendam que não é ter um “corpo cabide” que vai tornar uma pessoa melhor, que beleza, felicidade, competência, caráter ou inteligência não está ligado ao tipo físico. São simplesmente “padrões” que a sociedade impõe.
Falando como “gorda” que sou, entendo a indignação de muitos. Mas, não vi o lado preconceituoso e ofensivo. O que entendi é que a propaganda quis mostrar que a moça fez dieta, e pra conseguir ela teve que fazer sacrifícios pra se sentir bem com seu corpo. Eu sei que existem pessoas que estão felizes com seu tipo físico, que levam uma vida normal, que mostram todos os dias que por estarem acima do peso não são doentes e muito menos incapazes. Mas, por outro lado, existem aquelas que não se aceitam por isto, travam batalhas todos os dias por que simplesmente não se aceitam.
Então, entendi a mensagem que a “marisa” quis passar quando disse: “Tudo valeu a pena”. Valeu a pena, pra quem não estava realizada com seus quilinhos a mais e fez uma dieta normal e saudável para reduzir seu peso. E quem faz dieta, sabe que cada grama perdida, é motivo de comemoração. Respeito o ponto de vista de todos que comentaram sobre o assunto. Mas parece que a maioria esquece que falar bem do que é bonito pra si, não quer dizer que você está tratando o oposto de forma preconceituosa.

Por Natália Rodrigues

Nat ✿

Educação

Sem a devida Educação a gente não sabe a diferença entre um punhado de sal e outro de qualquer veneno. Valorizemos mais os nossos professores, sejam eles bons ou ruins, não é todo poço que tem corda e caçamba – decida-se pessoalmente a ser uma fonte de conhecimento, pelo menos pra que você mesma não passe SEDE.

Tempos de Aprendizagem

Tem vez que parece que tudo na vida está dando certo, ainda que hajam problemas. São tempos que pra mim significam OPORTUNIDADE DE APRENDIZAGEM. Quando os problemas não são tão apertados quenos fazem ficar soterrados em atividades e sofrimento, tempos de aprender o que for preciso sobre a VIDA, pra que aproveitemos cada batida do coração. É preciso aprender a viver. Engraçado que isso pouco se ensina nas escolas… Digo pouco, sendo otimista, porque existem professores que passam o que sabem além das disciplinas oficiais. Ensinar a viver é pra todo coração que já aprendeu um pouco. Esses corações sabem que compartilhar é a fonte de receber cada vez mais conhecimento.

Tudo que Nos Eleve

elogie bem

Hoje tive uma grata surpressa ao conferir minha caixa de email. Uma nova postagem de uma gordinha ousada cujos textos eu acho muito bons.Como o assunto tem tudo a ver com as coisas que eu gosto de compartilhar aqui no blog, novamente eu dei um Ctrl+C e Ctrl+V, mas deixando claro que o texto não é meu e tudo o mais. O que é bom é pra ser dito, e “redito” e dito novamente rsrs.

Elogie do jeito certo – por *Marcos Meier!

Recentemente um grupo de crianças pequenas passou por um teste muito interessante. Psicólogos propuseram uma tarefa de média dificuldade, mas que as crianças executariam sem grandes problemas. Todas conseguiram terminar a tarefa depois de certo tempo. Em seguida, foram divididas em dois grupos. O grupo A foi elogiado quanto à inteligência. “Uau, como você é inteligente!”, “Que esperta que você é!”, “Menino, que orgulho de ver o quanto você é genial!” … e outros elogios à capacidade de cada criança. O grupo B foi elogiado quanto ao esforço. “Menina, gostei de ver o quanto você se dedicou na tarefa!”, “Menino, que legal ter visto seu esforço!”, “Uau, que persistência você mostrou. Tentou, tentou, até conseguir, muito bem!” … e outros elogios relacionados ao trabalho realizado e não à criança em si. Depois dessa fase, uma nova tarefa de dificuldade equivalente à primeira foi proposta aos dois grupos de crianças. Elas não eram obrigadas a cumprir a tarefa, podiam escolher se queriam ou não, sem qualquer tipo de consequência. As respostas das crianças surpreenderam. A grande maioria das crianças do grupo A simplesmente recusou a segunda tarefa. As crianças não queriam nem tentar. Por outro lado, quase todas as crianças do grupo B aceitaram tentar. Não recusaram a nova tarefa. A explicação é simples e nos ajuda a compreender como elogiar nossos filhos e nossos alunos. O ser humano foge de experiências que possam ser desagradáveis. As crianças “inteligentes” não querem o sentimento de frustração de não conseguir realizar uma tarefa, pois isso pode modificar a imagem que os adultos têm delas. “Se eu não conseguir, eles não vão mais dizer que sou inteligente”. As “esforçadas” não ficam com medo de tentar, pois mesmo que não consigam é o esforço que será elogiado. Nós sabemos de muitos casos de jovens considerados inteligentes não passarem no vestibular, enquanto aqueles jovens “médios” obterem a vitória. Os inteligentes confiaram demais em sua capacidade e deixaram de se preparar adequadamente. Os outros sabiam que se não tivessem um excelente preparo não seriam aprovados e, justamente por isso, estudaram mais, resolveram mais exercícios, leram e se aprofundaram melhor em cada uma das disciplinas. No entanto, isso não é tudo. Além dos conteúdos escolares, nossos filhos precisam aprender valores, princípios e ética. Precisam respeitar as diferenças, lutar contra o preconceito, adquirir hábitos saudáveis e construir amizades sólidas. Não se consegue nada disso por meio de elogios frágeis, focados no ego de cada um. É preciso que sejam incentivados constantemente a agir assim. Isso se faz com elogios, feedbacks e incentivos ao comportamento esperado. Nossos filhos precisam ouvir frases como: “Que bom que você o ajudou, você tem um bom coração”, “parabéns meu filho por ter dito a verdade apesar de estar com medo… você é ético”, “filha, fiquei orgulhoso de você ter dado atenção àquela menina nova ao invés de tê-la excluído como algumas colegas fizeram… você é solidária”, “isso mesmo filho, deixar seu primo brincar com seu video game foi muito legal, você é um bom amigo”. Elogios desse tipo estão fundamentados em ações reais e reforçam o comportamento da criança que tenderá a repeti-los. Isso não é “tática” paterna, é incentivo real. Por outro lado, elogiar superficialidades é uma tendência atual. “Que linda você é amor”, “acho você muito esperto meu filho”, “Como você é charmoso”, “que cabelo lindo”, “seus olhos são tão bonitos”. Elogios como esses não estão baseados em fatos, nem em comportamentos, nem em atitudes. São apenas impressões e interpretações dos adultos. Em breve, crianças como essas estarão fazendo chantagens emocionais, birras, manhas e “charminhos”. Quando adultos, não terão desenvolvido resistência à frustração e a fragilidade emocional estará presente. Homens e mulheres de personalidade forte e saudável são como carvalhos que crescem nas encostas de montanhas. Os ventos não os derrubam, pois cresceram na presença deles. São frondosos, copas grandes e o verde de suas folhas mostra vigor, pois se alimentaram da terra fértil. Que nossos filhos recebam o vento e a terra adubada por nossa postura firme e carinhosa.

* Marcos Meier é psicólogo, professor de Matemática e mestre em Educação. Especialista na teoria da Modificabilidade Estrutural Cognitiva de Reuven Feuerstein, em Israel. Também conhecida como teoria da Mediação da Aprendizagem.