Aparências

menina com a revista com capa de Uggly Betty fazendo como se fosse o seu rosto

A Betty a Feia era muito legal!

Eu sei muito bem que o mundo no qual vivemos tem se mercantilizado e que até mesmo as pessoas estão se produtificando, se coisificando, e até mesmo (em algumas ocasiões), usando as suas redes sociais como uma espécie de vitrine onde se mostram como um algo a ser comprado, conquistado, admirado, bem quisto. Isso é bom ou ruim? Depende do ponto de vista. Tem quem goste. O que eu quero mesmo pensar a respeito é até que ponto a produção de nossas embalagem tem sido útil.

Pois o que nos enxergam por fora tem sido uma imagem do real ou apenas uma mera ilustração? Tem vez que a gente expõe quem é de verdade e outras nas quais faz o jogo do esconde-esconde e deixa vir à tona um mero personagem de ficção realística – alguém que gostaríamos de ser pra que gostem de nós, e às vezes nem gostamos desse personagem que estamos sendo…

Há de se ter cuidados com o que somos e o que os outros pensam que somos. Não precisamos ter tanto cuidado com o que pensam sobre nós, porque não há como ficar regulando o que pensam o tempo todo. As pessoas têm a liberdade de pensar no que quiser. Nós é quem temos de ter o cuidado de pensar com carinho sobre quem somos. Até que ponto a nossa imagem nos ajuda ou atrapalha? – digo, a imagem que formamos. Será que a imagem que a gente cria para os outros mais nos ajuda ou nos atrapalha no amor que podemos ter por nós mesmos?

Um recadinho aos desavisados: Quer me julgar por conta da aparência? Não lhe julgarei além da sua própria escolha. Também já escolhi livros pela capa e perdi belas histórias por causa disso.

Há quem ache a Barbie legal...

Há quem ache a Barbie legal…

Ainda Bem – Reflexão sobre a Canção com a Marisa Monte

Ainda Bem
Marisa Monte

“Ainda bem
Que agora encontrei você
Eu realmente não sei
O que eu fiz pra merecer
Você

Porque ninguém
Dava nada por mim
Quem dava, eu não tava a fim
Até desacreditei
De mim”

Infelizmente é assim que acontece com a maioria das pessoas. Não arrisco dizer que acontece com 100% das pessoas, pois sempre existem exceções. Mas normalmente a gente se acostuma a aprender as “verdades” por meio das pessoas ao redor. A gente costuma ver que uma coisa e bonita ou feia por causa das opiniões alheias, as pessoas que nos amam/ou não, os pontos de vista das pessoas ao redor.

Nesse trecho de canção da Marisa monte eu vejo algo assim: “Eu realmente não sei o que eu fiz pra merecer você”. Pra sermos amados temos de MERECER? Tem gente de quem gostamos de graça, eles não fizeram nada de especial pra que gostássemos deles. Afinidades, valores, mistérios em comum… nos atraem. Mesmo sem merecer, às vezes somos amados.

Outro pedacinho da canção: “Porque ninguém/ Dava nada por mim/ Quem dava eu não tava a fim/ Até desacreditei de mim”. Será que realmente temos de nos (des)valorizar por causa do que dão ou não dão por nós? A inveja às vezes faz com que nos ataquem. Como diz a frase: “Quem não brilha, odeia a luz alheia”. Pensem no caso de não se medirem pelos outros. Aprendam a se desfazer das réguas/regras que lhe ensinaram no sentido de se auto-avaliar. PRECISAMOS DE NOVOS VALORES! MAIS VALORES DE AMOR PRÓPRIO.