Como Responder a Uma Ofensa À Altura

Achei bacana esse texto da Keka Demétrio e portanto resolvi compartilhar:

Blogueira Plus Size recebe mensagens ofensivas e responde com ensaio sensual

Slide Site - Foto Divulga+º+úo

O que a maioria das pessoas faz quando se vê diante da possibilidade de ditar regras na vida das outras sem serem vistas ou importunadas por isso? Elas ditam. E mais, tomam gosto por se acharem donas da verdade e começam a se sentir deuses, a comandar a vida alheia. Isso acontece muito no mundo virtual, ambiente em que muitos indivíduos se deleitam ao se esconder atrás de uma tela para brincar de “sabe tudo” e provocar discórdia, manipular e determinar até que tipo de pessoa as outras devem amar.

Pois é, imagina se pudéssemos escolher de verdade a quem amamos. A ciência explica a nossa preferência por determinados tipos de homens ou mulheres, mas ninguém pode prever a que horas a paixão vai tomar conta e, principalmente, por quem. Eu gostava de morenos e casei com um homem claro. Prefiro homens mais velhos e já namorei mais novos.

Mas como disse Renato Russo na canção Eduardo e Mônica: “Quem um dia irá dizer que existe razão nas coisas feitas pelo coração?”. Sim, os hipócritas de plantão irão dizer… e julgar! Prova disso é o que aconteceu recentemente com a blogueira Renata Poskus, após fazer um texto no Blog Mulherão (www.blogmulherao.com.br) dizendo que, apesar de gorda, se sentia atraída por homens magros e defendendo que todos são livres para amar pessoas diferentes, recebeu milhares de ofensas e ameaças por expor sua preferência.

No texto, a blogueira deixa claro que as pessoas gordas não precisam apenas amar gordos, assim como brancos não são obrigados a amar apenas outras pessoas brancas. “Quis ressaltar que existe, sim, o amor na diversidade de idade, cores e corpos. Foi quando recebi dezenas de ofensas de homens inconformados. No meu texto, embora tenha dito que nunca namorei um homem gordo, não proferi ofensas. Outra colega do Blog Mulherão, por exemplo, fez um texto falando do seu amor incondicional pelos gordinhos e não recebeu os mesmos ataques. Percebi que muita gente se revolta em ver que uma gorda com um magro, como se gordas fossem indignas de namorar alguém diferente delas. Recebi ofensas que poderiam ser muito cruéis e devastadoras se eu não tivesse autoestima“, afirma a blogueira.

Renata, então, se uniu a Adriana Libini, famosa fotógrafa do mercado plus size brasileiro e fez um ensaio pra lá de sensual mostrando que o problema não está no seu corpo, mas na cabeça das pessoas. “Eu não precisava responder a nenhuma ofensa, mas decidi que iria fazer isso, até mesmo para servir de inspiração para outras mulheres. Não respondi com palavras, mas com um lindo ensaio sensual. Mostro nessas fotos que tenho orgulho do meu corpo, das minhas curvas e que não devo satisfação da minha sexualidade e dos meus sentimentos para ninguém“, afirma Renata.

Adriana L+¡bini Fotografia Night Fever (9)

Adriana L+¡bini Fotografia Night Fever (7)

Adriana L+¡bini Fotografia Night Fever (8)

Adriana L+¡bini Fotografia Night Fever (6)

Adriana L+¡bini Fotografia Night Fever (12)

 

Publicação1

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Adriana L+¡bini Fotografia Night Fever (14)

 

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SERVIÇO – Ensaio fotogrático 

Créditos:
Fotografia – Adriana Líbini
Estilo – Carol Santos
Make & Hair – Tati Souza
Retouch – Vânia Castro e Adriana Líbini
Modelo – Renata Poskus

Agradecimento especial: Korukru | Vislumbre Moda Íntima | Diplomata by André Queiroz | Passarela Calçados

Esta matéria foi publicada em minha coluna no Tempo de Mulher / MSN

Desconectados

Desconectados - EuGordinha

“Olha como pode ser triste a vida de quem não tem celular hoje em dia.” (Renata Ribeiro)

Será que vamos chegar ao ponto de sofrer psicológica e emocionalmente por conta de uma tal exclusão tecnológica e consequentemente, exclusão digital? Será que o fato de não estar conectados nos tornará mais dispostos a algum tipo de tristeza? Pergunto: Os que estão conectados são mais felizes que os desconectados?

 

Das Relações Virtuais e Seus Percalços

Quão doce e amarga pode ser a distância que o mundo virtual proporciona...

Quão doce e amarga pode ser a distância que o mundo virtual proporciona…

Talvez os relacionamentos virtuais, à distância, funcionem melhor quando as pessoas já se conhecem pessoalmente, quando as pontes já foram feitas na vida real, antes de entrar na vida virtual. Nota: Quando digo “vida real” trato da vida na qual vivemos sem dispositivos eletrônicos e sem internet; a vida virtual é aquela filtrada pelos dispositivos e pela disponibilidade de algum tipo de internet pra fazer a conexão.

Viver a vida real é bem melhor apesar de todas as costumeiras limitações. Não estou falando mal dos relacionamentos virtuais com intuito de desestimular as pessoas a respeito disso. Eu respeito a vida virtual tanto quanto a vida real – não querendo dizer que a virtual não seja real. Mas a realidade da vida virtual, e mais especificamente dos relacionamentos virtuais, pode ser muito difícil – talvez um tanto mais do que os relacionamentos reais. Sei que alguns me dirão: a dificuldade está nos relacionamentos em si, virtuais ou não. É verdade, temos sido muito complicadinhos, nós seres humanos. Os meios virtuais só intensificam isso.

O ver fotos, e ler estados emocionais ou fatos cotidianos na vida de quem nos toca por dentro de alguma forma, suscita uma multidão de emoções que de vez em quando se cristalizam em algo mais palpável mesmo sem ser, os tais sentimentos. Um sentimento é como se fosse a emoção cristalizada; é como se um sentimento fosse um diamante, o diamante formado de uma emoção lágrima derramada. Será que estou conseguindo ser claro nas minhas comparações? Por mais efêmera e frágil que a vida virtual seja, ela é tão real quanto a outra.

A intensidade com a qual algumas emoções podem surgir é ao mesmo tempo algo que pode ser agradabilíssimo e ao mesmo tempo muito desgastante. Ansiedade, saudade, ciúme, afeto, carinho, tesão, preocupação, amor, paixão e tudo isso que rola em relacionamentos pode acontecer em proporções surreais – #SQN (Só que não) é surreal, é tudo muito real. A (des)vantagem da vida virtual é que a dor está relativamente fácil de ser eliminada quando pensamos na possibilidade de deletar o que nos cause mal, bloquear ou excluir o que venha se tornar um problema. Fica valendo o dito: “Longe dos olhos, longe do coração”. Ai a gente corre o risco de banalizar as emoções e sentimentos e consequentemente um aspecto da vida muito importante. Porque parte de nós é emocional e não apenas conceitos e ideias racionais e lógicas.

É difícil manter contato o tempo todo com quem gostamos procurando transmitir tudo o que sentimos quando a vida meio que impõe certas obrigações. Eu odeio, por exemplo, uma frase que tem suas variações mas diz mais ou menos assim: “…quem realmente se importa dá um jeito, se esforça e tal pra dizer o quanto você é importante”. É fato que nem todos se expressam na mesma velocidade e ritmo que a vida virtual insiste em nos impor como se fosse esse o ritmo natural da vida. Hoje em dia não é tão fácil acharmos pessoas com as emoções amadurecidas, em termos de saber lidar com ansiedades e reconhecendo a diferença entre o que realmente é fugaz do que pode durar. Vive-se o “que seja eterno enquanto dure”, o “se permita”, o “se joga” e veja o que acontece. Assim como as conexões ultra rápidas, quer-se um amor (ou melhor uma relação seja de qual tipo for) que aconteça expressamente. Quer-se que após uma conversa de poucas horas toda a vida seja desvendada a tal ponto de dar condições ao outro de decidir ser o homem ou mulher da sua vida, vindo satisfazer todas as suas vontades e anseios. Os meios virtuais nos passam a ilusão de que tudo o que precisamos para vida está disponível e ao nosso alcance, só cabendo a nós agir de maneira tal a conseguir. Alguns de nós, estão se coisificando na tentativa de ter o outro como sua coisa, sua propriedade particular e íntima, sua satisfação.

Estou meio que desabafando, sim. Tenho meus percalços virtuais, profundos ou não, em termos de vida emocional, sejam nas amizades ou em algo mais sério. Quem não tiver tido problemas com uma palavra mal interpretada, uma ausência por motivo de trabalho, estudos, doença ou falha na conexão ou ausência dela por situação geográfica ou financeira… que atire a primeira pedra. Hoje em dia, em meio as atividades que temos de fazer pra conseguir o tal $ que nos garanta o pão de cada dia, em algumas situações, alguns relacionamentos nossos ficam prejudicados (tanto os virtuais, os distantes, como os próximos). A vida tem ficado aparentemente muito corrida, a mudança das coisas têm nos empurrado pra fora de uma linha mais suave de vida. É por isso que eu gosto de refletir sobre as coisas, pensar nelas como se fossem objetos os quais você pode pegar e olhar, mudar de lugar, ver onde melhor se encaixam, pra fazer a vida valer a pena. Mas nem sempre o tempo de resposta é adequado – nem sempre dá tempo de corresponder a tudo o que a vida aparentemente requer de nós… e as pessoas também… Não dá pra agradar a todos o tempo inteiro, não dá pra se agradar a si mesmo o tempo inteiro. No caminhar da vida, no se relacionar consigo mesmo e com os outros, (seja virtualmente ou não), há percalços. Deixo então um aviso aos caminhantes…

Santo Encalhamento

Só pra se ter uma ideia, o negócio que essa chinesa montou motivada pelo seu sofrimento entrou na lista dos 25 mais poderosos negócios da China.

Só pra se ter uma ideia, o negócio que essa chinesa montou motivada pelo seu sofrimento entrou na lista dos 25 mais poderosos negócios da China.

Sempre há uma coisa boa por trás de tudo de ruim que nos acontece, sempre, sempre! Eu digo isso pra todo mundo que quiser ouvir e ler, porque tenho visto isso com uma frequência de 100%. Pode ser que não consigamos enxergar logo de cara, mas a lição de algo bom aparece e com o tempo nos acostumamos a buscar o que tem de bom nas coisas ruins que nos acontecem.

Não foi diferente na vida de Gong Haiyan, a chinesa que já sofreu com o que chamamos de “encalhamento”. Ser ou estar encalhada ou encalhado é ficar como os navios nessa condição, sem um (a)mar onde se navegue a dois, é estar sozinho mas não por escolha própria… por algum motivo qualquer e ainda por cima sofrer com isso. Acho que encalhamento só é encalhamento quando se sofre com isso. Conheço pessoas que vivem o estado de solteirice com muito gosto e não se importam com as pressões sociais, familiares e culturais lhes dizendo que é preciso ter alguém pra ser feliz. Ei!! Somos nós quem temos de decidir estar com alguém ou não.

Fato é que Gong Haiyan, conseguiu virar a seu favor algo que tinha sido motivo de sofrimento. Compartilho a história dela por achar que serve de exemplo pra muitas meninas que ficam sofrendo com as circunstâncias da vida. Sou tremendamente a favor de que não precisamos ser vítimas do que nos faça sofrer. Sempre podemos mudar a nossa história para algo que queremos de bom e viver o melhor da vida com isso.

 Gong Hayan chegou a se cadastrar em um site, mas descobriu que a empresa havia roubado perfis dos concorrentes AFP

Gong Hayan chegou a se cadastrar em um site, mas descobriu que a empresa havia roubado perfis dos concorrentes AFP

Criado por ‘encalhada’, site de namoro na China já tem 100 milhões de usuários

Governo estima que haverá  24 milhões de homens “deixados de lado” até o fim desta década

Embora a figura do “casamenteiro” exista há mais de 2.000 anos na China, Gong Haiyan, a “cupido número um” do país transformou a atividade em um negócio surpreendente.

Quando tinha 25 anos, por se achar “encalhada”, Haiyan decidiu criar um site de namoro. Uma década depois, a página tem 100 milhões de usuários e já é listada na bolsa de valores eletrônica de Nova York.

— Eu já tinha mais de 25 anos e pelos padrões chineses eu era uma mulher “encalhada”. Minha mãe e meu pai ficavam insistindo para que eu me casasse.

Pressionada, ela decidiu pagar 500 RMB (cerca de R$ 182) para se inscrever em um site de namoros. Mas não recebeu resposta alguma e pouco depois descobriu que a empresa havia roubado perfis de sites concorrentes.

— Eu pedi meu dinheiro de volta. Mas quando pedi para ser reembolsada eles riram da minha cara.

Funcionários do site de namoro disseram a Gong que ela “não tinha nenhum charme ou beleza” e que “homens bem sucedidos não se interessariam por ela”.

Revoltada, a chinesa resolveu transformar a humilhação em uma grande ideia. E mal sabia que, anos depois, além de arranjar um marido, ficaria famosa no país inteiro e ganharia muito dinheiro com seu novo negócio.

Raiva e superação

— Fiquei com muita raiva, e perguntei a uma amiga minha quanto custaria para criar uma página na internet e abrir meu próprio site de relacionamentos.

Assim como o Facebook, o site de Gong foi criado no quarto de sua residência universitária e a primeira pessoa a criar um perfil foi sua melhor amiga, uma colega de faculdade, ainda em 2003. Quatro dias depois, ela convenceu a segunda pessoa a se inscrever.

Dez anos depois, o site Jiayuan.com, que em tradução livre significa “Lindo Destino”, tornou-se uma empresa de grande sucesso, com escritórios em diversas cidades chinesas e mais de 100 milhões de usuários inscritos.

Para se ter uma ideia do bom desempenho, em maio de 2011 a companhia passou a ter suas ações negociadas na Nasdaq, a bolsa de valores eletrônica de Nova York, tornando-se o primeiro site de namoro chinês a ser listado no mercado financeiro fora do país.

Marido

Mas além de fama e riqueza, o site trouxe a Gong o que seus pais tanto queriam.

Ela diz que não se importava com riqueza material.

— Eu estava procurando por alguém inteligente, de bom coração e saudável.

Seis meses após sua criação, o Jiayuan.com colocou a jovem em contato com um cientista que estuda moscas de frutas.

— Eu pedi que ele fizesse um teste de QI, e ele obteve cinco pontos a mais do que eu.

Ela acabou se casando com Guo Jian Zeng três meses depois e hoje em dia eles têm uma filha de quatro anos.

O chinês chamou a atenção por seu calor humano e vontade de ajudar os outros, desde parentes até estranhos na rua, mas foi a foto em seu perfil que saltou aos olhos de Gong.

— Ele estava usando uma camiseta e era possível ver que ele era bem musculoso, e até tinha ganhado uma competição de iron man em sua academia.

Tradição milenar

Apesar de estar se utilizando de novas ferramentas, Gong não inventou nada novo em seu país, onde a tradição do “casamenteiro” existe há mais de 2.000 anos, desde a dinastia Zhou.

Antigamente, cada vilarejo contava com uma “Mãe Vermelha”, uma mulher nativa encarregada pelas famílias de achar os parceiros ideais para seus filhos e filhas. Mais tarde, políticos locais e chefes de grandes fábricas desempenharam a função.

Mas os tempos mudaram.

— Para imigrantes que vieram do interior, como eu, é quase impossível contar apenas com as antigas redes de contatos para encontrar um marido. Quando eu cheguei em Xangai não tinha parentes nem amigos na cidade.

Ela também explica que a diferença entre homens e mulheres é um motivo de crescente preocupação no país, onde a política do filho único, implementada desde os anos 1980, fez com que as famílias preferissem ter mais filhos homens do que mulheres.

O cenário levou o país a ter atualmente uma das proporções de gênero mais desequilibradas do mundo, com 118 homens para cada 100 mulheres — e há chances de que venham a haver cada vez mais “encalhados” do que ‘encalhadas’ na China.

Projeções e desequilíbrio

De acordo com projeções do governo, até o final desta década haverá 24 milhões de homens “deixados de lado”, ainda em idade de se casar. E há acadêmicos que apontam que entre 2020 e 2050 cerca de 15% dos homens chineses simplesmente não terão conseguido encontrar uma mulher.

— Na minha cidade na província de Hunan já estamos vendo este problema. Muitos homens de 40 e 50 anos foram solteiros durante toda a vida e desistiram de encontrar alguém para se casar.

Para ela, a ascensão econômica do país também gera expectativas mais altas, e com isso maiores decepções.

— Há um desequilíbrio de informação — a pessoa que você está procurando existe, mas você não sabe onde encontrá-la. Por outro lado, por estar buscando um parceiro tão ideal, a pessoa que de fato possui as qualidades que você procura pode não retribuir seu amor.

Via R7

Onde Realmente Estamos

Às vezes, nós estamos “em casa” e realmente não estamos. Diante de um computador com internet a gente viaja pra longe, pelo Brasil e pelo mundo afora. Entramos na tal aldeia global, onde nos encontramos com amigos e afins… de perto e de longe. A impressão que algumas pessoas têm a nosso respeito é que realmente não estamos em casa… Isso pode não ser nada legal pra os outros… e pra nós também.