A Vida Vem Assim e Acontece…

“O primeiro passo para seguir em frente: Não corra atrás de quem não quer andar ao seu lado.” (Anônimo)

São coisas que de repente acontecem e quando vemos, já estamos no meio delas. De repente alguém escolhe seguir adiante sem nos levar junto. Acontece. De repente somos nós quem percebemos que não há uma companhia ao nosso lado. Acontece.

A gente precisa acima de tudo entender que nós somos a nossa melhor companhia e pra qualquer lugar pra onde vamos, temos de levar quem somos. Desnecessário é deixar quem somos pra trás e seguir nos ignorando. Se déssemos tanta atenção ao relacionamento com quem somos, da mesma forma que damos atenção para os nossos relacionamentos com os outros, seríamos mais felizes.

 

“Pronta para Mudar?”

   

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“Pronta para Mudar?”
Por Valquíria

Esse foi o questionamento feito a mim hoje enquanto fazia uma breve retrospectiva de minhas experiências amorosas.

Quem me fizera tal questionamento? Eu mesma, depois de perceber-me descontente com os resultados obtidos, mas tão difícil de entender e ouvir aquela voz que brotava do mais íntimo do meu eu, era admitir que esta sem dúvidas tornara-se a proposta mais coerente que eu me teria feito, após muitos anos de insistência e aceitações sem quaisquer perspectiva.

Sim. Era chegada a hora e agora?

Mudar não é um ato tão simples, que precise apenas de um ok para tornar-se real e o mais complicado ainda estava por vir. Mudar o que?

Foram frações de instantes até entender o que estava acontecendo, mas uma vez o telefone não tocou.

É. Afinal o que esperar das minhas indecisões e da falta de atitude?

Aquela sem dúvidas era uma manhã nada peculiar, meu coração como um cronômetro descompassado lembrava-me que o tempo não espera e que o instante a ser aproveitado é o agora.

Nunca havia ouvido tão alto e forte a vida em mim, pulsar e ordenar-me que tomasse uma nova atitude, deixando de sufocá-la em meio a tantas desculpas e porquês.

Agora já não havia como voltar atrás, a opção estava posta: era recomeçar ou recomeçar.

Fácil? Não. Mas necessário. Era o que meu eu dizia em alto e bom tom encorajando-me a sair de minha zona de conforto e aventurar-me nesta nova aventura que é escrever uma nova página de nossas vidas, deixando pra trás os vícios e mesmices que nos aprisionam e nos levam a cometer os mesmos erros e a sofrer os mesmos males.  

Chega! Essa era eu mesma, respondendo sim, na convicção que o passado suas mazelas, desacertos e desenganos não farão mais parte de minha vida, pois acima de tudo proponho-me a ser feliz, e por mais doloroso que seja eu decido: Estou pronta para mudar; meu eu, meu destino, minha vida.

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Desconectar-se

Por incrível que pareça, há quem fuja de si mesmo e isso tem um preço caro a ser pago.

Por incrível que pareça, há quem fuja de si mesmo e isso tem um preço caro a ser pago.

De vez em quando é bom desconectar-se, estar solto, sentir sua própria individualidade. Algumas pessoas têm medo disso pois não gostam de se sentir sós. Acontece que as coisas mais importantes de nossas vidas nós fazemos sós: Nascer e morrer. Ainda que assistam e colaborem com nosso parto, ainda que segurem a nossa mão e nos olhem nos olhos na hora que formos dormir, ainda assim entramos e saímos da vida sozinhos. E quando dentro da vida, temos de aprender a entrar e sair da vida das pessoas, e temos de aprender a lidar com as pessoas que entram e saem de nossas vidas. Em alguns momentos, somos nós quem decidimos solitariamente o que será melhor para as nossas vidas e ainda que peçamos conselho a quem for de nossa confiança, o peso da responsabilidade na hora da escolha, será sempre sobre nós que estará. O peso pode ser pesado ou leve, pode ser compartilhado, mas… caberá sempre a nós vivenciá-lo por inteiro.

É bom de vez em quando acordar e começar a tomar os devidos cuidados com nosso corpo, mas não ligar a TV, o rádio, o computador ou o celular… simplesmente desconectar-se de tudo o que seja externo, tudo o que acontece no mundo, não precisa ser por dias, nem muitas horas, mas por momentos. É preciso que tenhamos o silêncio necessário, o mínimo de interferência possível, para termos contato com quem realmente somos. Às vezes o barulho do lado de fora não nos deixa ouvir a nossa voz do lado de dentro. Vocês sabiam que a nossa felicidade depende um tanto bem grande do quanto damos atenção ao que somos interiormente? Falo por experiência própria e por já ter perguntado a quem emana essa leveza de vida chamada de alegria verdadeira… Sei que pode ser extremamente doloroso ter os primeiros contatos consigo mesmo, principalmente quando nos relegamos à anos de fuga. Por incrível que pareça, há quem fuja de si mesmo e isso tem um preço caro a ser pago. O reencontro consigo mesmo pode ser dolorido. Notar que talvez por anos a pessoa se abandonou a si mesma, dá uma dor dolorida. Mas não é nada que não seja aliviável. É possível nos acharmos e nos cuidarmos, ou começarmos a nos cuidar por dentro. Há feridas que precisam ser limpas. Há muita poeira a ser limpa nos móveis dos cômodos na casa que existe dentro de nós. É necessário abrir as janelas e deixar o vento e o sol entrar. Há lugares que ainda precisam ser reservados? Sim, pode ser que o seu mistério não seja logo desvendado… geralmente nunca é de cara que todos os segredos são revelados de nós pra nós mesmos – Há ocasiões onde a insegurança é tão forte que nem em nós mesmos confiamos, quanto mais nos outros. Mas é preciso ter a coragem de fechar um pouco as portas para o mundo e abrir as portas para si mesmo. Não é egoísmo não, é questão de sobrevivência. Só vive de verdade quem se conhece um tanto. Do contrário corremos o risco de ser meros repetidores da vida alheia e isso a gente percebe com o tempo que não nos faz felizes.

Arrisque-se ao encontro contigo mesmo. Tenha paciência contigo mesmo – pode ser que não se agrade de si logo de cara, mas tenha calma. Não se xingue por razões que você acha justo, com o tempo você percebe que a sua justiça própria é muito cruel e injusta, um tanto preconceituosa e cheia de incorreções que lhe ensinaram como se fossem verdade absolutas… busque ter sabedoria pra lidar com maturidade com os seus próprios erros e com os dos outros. Se estamos vivos essa é a oportunidade de acertarmos muito mais do que errados até hoje. Há uma boa chance de sermos felizes de hoje em diante.