Liberdade de Ser

Liberdade de Ser - EuGordinha

“É muito bom quando você conquista a liberdade de ser quem você é realmente independente do que os outros dizem ou pensam. Quando isso acontece parece que toda a vida de antes foi de uma outra pessoa. Mas quando você percebe que ainda existem algumas dores, pequenas feridas ainda frescas precisando de tratamento e cicatrizes que já não doem mas só fazem lembrar de batalhas que você já enfrentou; ai, então, você vê que você é quem realmente é e ainda tem uma porção de coisas pra conquistar.” (D.Nair – no romance EuGordinha)

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Desconectar-se

Por incrível que pareça, há quem fuja de si mesmo e isso tem um preço caro a ser pago.

Por incrível que pareça, há quem fuja de si mesmo e isso tem um preço caro a ser pago.

De vez em quando é bom desconectar-se, estar solto, sentir sua própria individualidade. Algumas pessoas têm medo disso pois não gostam de se sentir sós. Acontece que as coisas mais importantes de nossas vidas nós fazemos sós: Nascer e morrer. Ainda que assistam e colaborem com nosso parto, ainda que segurem a nossa mão e nos olhem nos olhos na hora que formos dormir, ainda assim entramos e saímos da vida sozinhos. E quando dentro da vida, temos de aprender a entrar e sair da vida das pessoas, e temos de aprender a lidar com as pessoas que entram e saem de nossas vidas. Em alguns momentos, somos nós quem decidimos solitariamente o que será melhor para as nossas vidas e ainda que peçamos conselho a quem for de nossa confiança, o peso da responsabilidade na hora da escolha, será sempre sobre nós que estará. O peso pode ser pesado ou leve, pode ser compartilhado, mas… caberá sempre a nós vivenciá-lo por inteiro.

É bom de vez em quando acordar e começar a tomar os devidos cuidados com nosso corpo, mas não ligar a TV, o rádio, o computador ou o celular… simplesmente desconectar-se de tudo o que seja externo, tudo o que acontece no mundo, não precisa ser por dias, nem muitas horas, mas por momentos. É preciso que tenhamos o silêncio necessário, o mínimo de interferência possível, para termos contato com quem realmente somos. Às vezes o barulho do lado de fora não nos deixa ouvir a nossa voz do lado de dentro. Vocês sabiam que a nossa felicidade depende um tanto bem grande do quanto damos atenção ao que somos interiormente? Falo por experiência própria e por já ter perguntado a quem emana essa leveza de vida chamada de alegria verdadeira… Sei que pode ser extremamente doloroso ter os primeiros contatos consigo mesmo, principalmente quando nos relegamos à anos de fuga. Por incrível que pareça, há quem fuja de si mesmo e isso tem um preço caro a ser pago. O reencontro consigo mesmo pode ser dolorido. Notar que talvez por anos a pessoa se abandonou a si mesma, dá uma dor dolorida. Mas não é nada que não seja aliviável. É possível nos acharmos e nos cuidarmos, ou começarmos a nos cuidar por dentro. Há feridas que precisam ser limpas. Há muita poeira a ser limpa nos móveis dos cômodos na casa que existe dentro de nós. É necessário abrir as janelas e deixar o vento e o sol entrar. Há lugares que ainda precisam ser reservados? Sim, pode ser que o seu mistério não seja logo desvendado… geralmente nunca é de cara que todos os segredos são revelados de nós pra nós mesmos – Há ocasiões onde a insegurança é tão forte que nem em nós mesmos confiamos, quanto mais nos outros. Mas é preciso ter a coragem de fechar um pouco as portas para o mundo e abrir as portas para si mesmo. Não é egoísmo não, é questão de sobrevivência. Só vive de verdade quem se conhece um tanto. Do contrário corremos o risco de ser meros repetidores da vida alheia e isso a gente percebe com o tempo que não nos faz felizes.

Arrisque-se ao encontro contigo mesmo. Tenha paciência contigo mesmo – pode ser que não se agrade de si logo de cara, mas tenha calma. Não se xingue por razões que você acha justo, com o tempo você percebe que a sua justiça própria é muito cruel e injusta, um tanto preconceituosa e cheia de incorreções que lhe ensinaram como se fossem verdade absolutas… busque ter sabedoria pra lidar com maturidade com os seus próprios erros e com os dos outros. Se estamos vivos essa é a oportunidade de acertarmos muito mais do que errados até hoje. Há uma boa chance de sermos felizes de hoje em diante.

Trilha Sonora Para Escrever

Chopin in Concert - EuGordinha

Às vezes quando se escreve uma história, na composição de um personagem, ou parte da história dele, a gente põe pra tocar uma canção ou música instrumental. Elas ajudam a criar o “clima” no qual as palavras fluem melhor. Para os trabalhos de hoje na escrita do romance EuGordinha, uma das faixas da playlist: De Chopin, Noturno – Opus 9 Número 1 em Si Bemol Menor.

Chopin - EuGordinha

Afinidades

Afinidades - EuGordinha

Afinidades, laços, fios que nos unem, nos amarram. Fios finos ou grossos. Cordas, Correntes. Laços de sangue, de alma, de espírito. O que nos torne mais próximos uns dos outros, o que nos torne mais unos.

Leonardo Ladislau

Viagens

Viajar - EuGordinha

“Para viajar basta existir.”

(atribuído a Fernando Pessoa)

A gente não precisa ter muita bagagem. Leva a si mesmo e uma duas ou três mudas de roupa. Um livro, ou caderno, caneta e lápis, gravador, máquina fotográfica ou telefone celular que faça a vez disso tudo. Já to levando coisas demais né? O bom é lembrar de levar a alma dentro do corpo. Pois na verdade é a alma quem viaja. Às vezes, mesmo quando o corpo não vai aos destinos da viajem geográfica, a alma vai tão leve e solta, rápida… e ainda tem a audácia de voltar no tempo, pular no futuro e voltar cheia de novidades e velharias. É preciso muito cuidado com o que a alma leva e traz na sua bagagem, pois no final das contas podemos acabar sendo o que ela tem consigo.

Leonardo Ladislau

Para onde Ir

Para Onde Ir - EuGordinha

“Inteligente não é aquele que sabe pra onde ir, e sim aquele que sabe pra onde não deve voltar!”

Para aonde ir quando todos os caminhos estão confusos e parece que a gente está perdido? Se os caminhos forem por fora é muito mais simples… mapas, aplicativos de GPS e afins nos ajudam, pedir informações a quem estiver por perto, olha a posição do sol ou das estrelas, lembrando das aulinhas de geografia na escola quando éramos crianças e não sabíamos de que serviria aquilo… recentemente aprendi que se eu estiver perdido dentro de uma selva e achar uma casa de João-de-barro, a portinha da mesma nunca vai estar voltada para o leste, pois ele não quer que o sol venha dar logo de cara dentro da casa dele. Não sei quando vou estar perdido dentro de uma floresta, mas de alguma forma essa informação pode ser útil. Posso pensar nela, por exemplo, de outros modos, vislumbrando outros caminhos… Caminhos interiores, onde a gente também costuma se perder por falta de sol, luz, calor, amor, companhia. No meu ver a gente tem hora que se vê muito dependente de quem nos diga o que fazer, para onde ir, como fazer as coisas. Existem modos de ir, caminhos a percorrer que só dependem única e exclusivamente de nós. Não vamos poder culpar ou responsabilizar os outros pelas nossas escolhas. Muitas vezes nos perdemos porque queremos que o outro nos aponte um caminho quando na verdade já decidimos dentro de nós e só estamos com medo de assumir.

Leonardo Ladislau

Enxergar o Outro Lado

Enxergar o Outro Lado - EuGordinha

“Que sejamos capazes de enxergar algo de bom em cada momento ruim que nos acontecer.”

Sabe quando dizem que a gente tem de virar o jogo? Não estou falando de vira a mesa. De indignações o mundo já está cheio até demais, e muitas delas não têm conseguido bons resultados, apenas barulho, confusão e briga. o Bom mesmo é virar o jogo.

Virar o jogo é quando parece que a gente está perdendo mas o nosso potencial de vitória é certo, basta, mudar o pensamento… Isso que o povo vive dizendo por ai de pensamento positivo ou negativo, eu entendo como sim ou não. Pensamentos de sim, é possível, e Não, não dá. O não é muito óbvio, eliminante. Quem pensa nas possibilidades do não, geralmente tem uma vida mais parada, triste, reclamativa. é o al do pensamento negativo. O pensamento de que as coisas não dão certo, geralmente acontece em nós com mais frequência quando já passamos por tantos nãos na vida que a gente acaba… ACOSTUMANDO. Tem gente que de tanto sofrer acostuma a sentir dor, e até mesmo sente falta quando não está doendo algo. Estranho, mas tenho visto muito disso ao longo dos anos.

Agora, a gente vira o jogo quando não aceita mais certos nãos que a vida aparentemente está nos dando. Quando a gente percebe que o poder de mudança está em nossa decisão, a gente passa a escolher o que vai fazer com o que estiver acontecendo. Eu sei que a dor nos faz esmorecer um pouco, ficar querendo se meter num canto e ficar abatido… mas quer saber de uma coisa? O que a gente consegue com esse tipo de atitudes? Não conseguimos o que REALMENTE queremos que é… ser feliz!

Vamos aprender a enxergar nos momentos ruins da vida algo de bom a ser aproveitado. Tudo que aparentemente é ruim, sempre tem uma vantagem aparentemente escondida. Vamos descobrir isso!

Leonardo Ladislau

Amor – baseado em animação de Mauricio Bartok

O nome da animação é PERFEITO, de Mauricio Bartok. É um curta metragem bem legalzinho, que me levou a algumas reflexões imperfeitas, que servem no mínimo pra termos alguma visão sobre as coisas da vida. Segue o vídeo e logo abaixo o texto escrito sob inspiração da animação:

O que chamam de amor, é quase uma utopia – mas a gente nem sabe direito o que é uma utopia, só quando descobre que é uma coisa meio impossível é que nos damos conta de que o amor é meio assim.O amor é uma tentativa de fazermos do outro a nossa imagem e semelhança – o amor não é isso, mas queremos que seja. Queremos que o outro se conforme às nossas expectativas e anseios, sonhos e desejos mais profundos, nossas exigências egoístas, mas que parecem muito justas porque dizem respeito ao NOSSO DESEJO. Enquanto estamos nos relacionando com o desejo secreto de fazer do outro o que precisamos, muitas vezes todo o mundo ao nosso redor se desfaz, até que só nos reste mesmo o outro como possibilidade de escolha – isto é, se o outro suportar estar com a gente. Se o aceitarmos como ele realmente é… pode ser amor.

Leonardo Ladislau

Quem curte animação e gostou do trabalho de Mauricio Bartok, pode conferir clicando aqui, por mais das obras dele.

Poeminha Concreto [ou Quase]

Vivendo…

 

Olhar, ver, enxergar, observar…
Escutar, ouvir, estar atento…
Flertar, paquerar, namorar…
Pegar, ficar, sair, transar…
Fazer sexo, fazer amor…
Noivar, casar, amar…
Verbos.
Atitudes.
Palavras.
Vida.

 

Dia do Sexo? Toma um trechinho de romance pra adoçar o dia… ou apimentar

Trecho do Romance:

Diante de tudo o que ele já tinha demonstrado, eu pensava que nossos desejos eram iguais, que não haveria problema algum. Realmente não houve; pelo contrário. Se eu soubesse que toda a solução estava nisso… A solução de meu corpo faminto era ser saciado na fome dele. Acontece que enquanto eu lhe dava migalhas e ele por pacientes gestos de amor se continha, ambos padeciam a fome que nos deixava loucos um pelo outro. Eu nunca tinha entendido até então que o ditado “Juntar a fome com a vontade de comer”, não tinha de ter necessariamente comida pra comer. Duas fomes sinceras se completam se entre ambas houver consentimento. Depois de eu ter lhe sussurrado a permissão, como quem dá as chaves de uma casa nova, ele se levantou da cama se apoiando nas duas mãos e deu um jeito de se ajeitar sobre mim. Com as chaves nas mãos ele se preparava pra entrar dentro de mim, morar em mim… Seu peso de corpo sobre o meu tinha a tensão dos corpos celestes, digo isso pensando no tanto de peso que deve ter a lua no céu, sustentada por fios invisíveis, parecendo tão leve e solta. Digo isso lembrando de olhar bem de perto os olhos dele e ver desejo, lembrando da aproximação ruidosa, som de respirar abafado, apressando, me deixando em suspense pra saber o que aconteceria, lembrando que ao sentir o rosto dele deslizando no meu indo de encontro ao travesseiro, beijando e mordiscando a minha orelha, eu vi no teto o lustre simples de sofisticado, por um fio suspensa uma armação com três luminárias em formato de flores exóticas e as luzes estavam acesas, meu Deus como eu me abria tanto, sim, eu me abria a ser vista no claro, ao invés de ter meu corpo em eclipse, sendo possuída num quarto escuro com alguma luminária voltada em seu rosto luminoso pra parede. Já que tinha de ser assim, que fosse inteiro. Que ele visse o meu corpo em forma de desejo imenso, pesado, gordo, formoso, como ele me admirava tanto. Mesmo tendo permissão pra me ter por completa eu não o senti me invadindo como esperava que acontecesse. Ou invés de um tsunami súbito a maré ia subindo disfarçada e quebrando as minhas barreiras. Castelos de areia ruíam em silêncio, ou melhor, em gemidos sutis. Foi aos poucos mesmo que me percebi afastando os joelhos das pernas deitadas na cama o corpo dele deslizando pra dentro do espaço que eu criava. A pressão da barriga dele na minha aliviou um desejo que eu tinha sem saber. A minha fofura, como ele insistia em dizer, queria a rudeza dele, os pelos de homem sobre o corpo firme e macio. A minha respiração foi mudando e me senti quente. As minhas mãos iam e vinham pelas costas largas dele, sem me arriscar o agarrar com força aranhando sua pele. Mas ele disse que esperava eu fazer isso, porque eu disse que daquela noite não passava o nos entregarmos.

Desperdício

Leonardo Ladislau EuGordinha Blog EuGordinha

“Não posso mais desperdiçar muitas coisas que Deus está me dando, inclusive oportunidades de ser feliz.”

(Leonardo Ladislau)

Chove em mim (Trecho de Romance)

Acho que vou compartilhar um trechinho do meu diário. Afinal de contas o povo gosta de fuxicar a vida alheia mesmo, então vou expor um pouquinho a minha, porque a dos outros só me importa saber e guardar comigo, tenho segredos muito bem guardados, muitos inúteis, mas tudo bem.

Esse trecho conta a história de um sorriso que eu ganhei e de um beijo molhado…

Era Abril e eu disse…

Descobri que eu gosto muito da erudição dele, desse ar de quem sabe das coisas, mesmo que eu saiba que ele seja bem burrinho de vez em quando. O tanto que ele sabe das cosas da vida me faz me sentir segura, como se por detrás das coisas que ele soubesse houvesse um médico que desvendasse na flor que apanha pelos canteiros dos jardins um remédio pra momentos de tédio, um alquimista que transformasse em ouro as pedrinhas arredondadas que a gente acha na praia à beira mar, um astrônomo que medisse a distância do cosmo no brilho de meus olhos… enfim, alguém muito profundo em quem dá pra mergulhar quando preciso e seja ao mesmo tempo simples, como um gole d’água que a gente trás da caçamba quando puxa a corda de um poço.

– Olha, o riso é como um trovão antes, ou durante a chuva… Ele me disse, apontando com o dedo na página do livro que dizia assim:

Bergson escreveu: “O riso é algo que irrompe num estrondo e vai retumbando como o trovão na montanha, num eco que, no entanto, não chega ao infinito”. O sorriso, pelo contrário é silencioso como chuva mansa que cai e fertiliza a terra ou como brisa suave que acaricia e refresca o rosto. Enquanto o riso é extroversão, o sorriso desvenda delicadamente o interior de quem sorri

Ai eu olhei ele bem de perto, passei o dedo no seu rosto, descendo da testa, passando pelo nariz e dando um salto nos lábios:

– então faz chover em mim…

Liberdade

Hoje eu em meio aos problemas vi uma imagem cativante… um tanto triste, mas eu acho que reparei na gaiola pendurada na árvore e vi uma liberdade possível. Lembrei de nossas possibilidades humanas, nosso poder interior dado pelo Eterno. Ele nos dotou de possibilidades. É preciso não ter medo de ser o que Ele nos fez pra ser. Escrevi um poeminha pra descontrair a criatividade

Liberdade

Eu passarinho, na solidão do ar

descobri que posso voar
sozinho.

E por mais que isso parecesse triste,
não foi… sim, foi assustador como a arma em riste
mas foi melhor do que ficar no ninho.

No ninho há conforto mas não há mudanças;
no ar, eu vejo o mundo em danças
e eu posso fazê-lo só ou contigo
se fores meus amigo
se não tiveres medo de voar.

Miragem

Trecho de romance sendo escrito:

“Miragem

Ela tem o corpo de maçã na forma, no sabor não sei ainda.Nunca lhe provei um beijo. Mas ela é linda aos meus olhos. Uma gordinha que esbanja gostosuras aos sentidos mais apurados que houverem por perto. Se teus olhos estiverem abertos, verás a elegância de uns vestidos caindo bem sobre as curvas… mas ela não se veste sempre assim, só na maioria das vezes. Se tu fechar os olhos, talvez percebas um perfume de toque doce e delicado, não enjoativo. Parece o dulçor que há nas frutas amadurecidas pelo sol e pelo vento. Ela é simples e isso lhe confere uma fala tranqüila até que lhe pisem no calo. Cheia de um conteúdo inteligente e interessante. Pelo sotaque não tem como se dizer de onde ela vem. Parece que ela já andou meio mundo Pois de tudo ela fala um pouco, com desenvoltura e de quando em quando faz perguntas como que deixando-se perceber descomplicada, acessível, plena na sua humildade. Por mais que saiba, não arroba arrogância. A gente quase nem percebe que ela sabe tanto quanto realmente é. Porque no final das contas, ela é simples, simples como uma maçã sobre a mesa, morena e cálida ao sol amanhecendo. Minha maçã morena… Ela mais ouve do que fala na maior parte do tempo. E sua fala é agradável. Alguns há que já estão de olhos fixos nela, como se ao invés de gente houvesse apenas carne ali. Mas eu estou por perto, perscrutando, conversando aos poucos, tentando descobrir o que mais ela tem por dentro.”

por Leonardo Ladislau

Olhos nos Olhos

Se eu olhar dentro dos teus olhos e mergulhar dentro de ti e não quiser mais voltar…

Por favor, me compreenda.

Pois como pode um ser vivo se descobrir peixe

e notar que tinha vivido a vida inteira fora d’água

e continuar depois disso se expondo à morte?

by Leonardo Ladislau