Todas as mulheres, em sua diversidade, têm o seu valor – Contra a Mídia Machista

É não é que aconteceu? Eu pensei que não chegaríamos a tanto. Mas parece que expressão de consciência está tomando novos vultos no Brasil. A Nat escreveu uma opinião dela aqui, diversa da minha. O Espaço do blog é pra isso mesmo, discutir sobre ideias relacionadas ao nosso tema proposto.

Estou repassando um artigo que achei muito parecido com o que entendo por liberdade de expressão. Ao meu ver muito saudável.

“Kiriku é pequeno, mas tem o seu valor! Kiriku é pequeno, mas tem o seu valor!” Ouvi essa cantiga hoje na animação francesa “Kiriku e a Feiticeira”, de Michel Ocelot, no Cine Sem Tela. Kiruku era mesmo muito pequeno e totalmente inusitado! Figura esquisita e teimosa, que conseguiu salvar o seu povo dos males que os oprimiam. O nosso herói não estava com armaduras e não era assim “bonito”, digo “bonito” aos padrões de beleza postos pela mídia, por exemplo! Mas era de uma força, coragem e teimosia incrivelmente cativante. Sim, Kiriku era bonito! Para mim e para aquelas crianças que assistiram a sessão conosco, Kiriku era um herói pequeno, negro e lindo.
O trecho está na minha cabeça não somente pelo espetáculo que é o filme, por sua beleza, mensagem, sutileza, poesia e resistência (teria aqui vários adjetivos ainda, mas vamos parar), mas também pelo o que remeteu o filme em vários momentos. Materializei várias atrizes na figura pequena, inusitada e aparentemente frágil de Kiriku.
“Mulher gorda é gorda e tem o seu valor. Mulher negra é negra e tem o seu valor. Mulher baixa é baixa e tem o seu valor. Mulher manequim 40 é manequim 40 e tem o seu valor. Mulher magra é magra e tem o seu valor. Cabelos cacheados e crespos são cacheados e crespos e tem o seu valor” … Somos lindas em nossa diversidade!
Não importa os padrões de beleza que a mídia divulga, por exemplo, fazendo-nos crê que são os certos, e pelos quais nós devemos nos submeter aos sacrifícios impostos para alcançá-los.
É por essa linha de pensamento que realizamos um ato neste domingo, 21 de outubro, quando algumas participantes (eu, Bernadete, Cleide e Flávia) da Casa 8 de Março – Organização Feminista do Tocantins – manifestaram-se contra a veiculação de propagandas machistas por parte da empresa Marisa e contra essa mídia machista que dissemina cotidianamente a ditadura da beleza, magreza e ofensas contra as mulheres em campanhas publicitárias, novelas, programas de humor, esse último, maciçamente. Já existe até um Movimento Nacional, apartidário e de caráter pacífico, chamado Marcha Contra a Mídia Machista, que protesta contra a desvalorização e distorção da imagem da mulher em diversas mídias.
Nós fizemos um ato silencioso e pacífico em frente à loja da filial aqui no Estado do Tocantins. Fomos abordadas por várias pessoas para perguntar o significado das frases dos nossos cartazes (Contra a Mídia Machista/Vou pelada, mas não vou de Marisa) e nós explicamos e fomos bem recebidas, inclusive por funcionárias da loja. Alguns depoimentos emocionantes, como um de uma adolescente – “sou branca, mas meu cabelo é cacheado, não sou magra e sou linda”, nos animaram muito, pois, já é uma semente vindo por ai.
No entanto, algumas pessoas não conseguem perceber a dimensão dos comerciais machistas, que falam dos sacrifícios que a mulher precisaria fazer para ficar pronta para o verão, por exemplo, excluindo todas as outras mulheres que não fizeram o tal do sacrifício, colocando-as num patamar inferior, no qual são tachadas de feias, gordas, foras de forma, sendo, consequentemente, excluídas dos espaços, que na concepção da Marca, só poderiam ser ocupados pelas mulheres que estão em forma para o verão.
Nós mulheres, oprimidas e rechaçadas todos os dias, sabemos o tamanho de nosso desafio. Inclusive na conscientização das outras mulheres, que fragilizadas por uma cultura machista, são machistas e não percebem que são também oprimidas.
Durou cerca de 20 minutos o nosso ato, até quando fomos “convidadas” a parar com a manifestação. Enrolamos os nossos cartazes e fomos embora pacificamente!
Independente de ser pequena, grande, loira, negra, índia, todas as mulheres, em sua diversidade, têm o seu valor.

Rose Dayanne Santana

Jornalista e militante
Fotos: Tácio Pimenta

Tudo tem dois lados. Exagero ou Preconceito?

No papel de colaboradora do blog e page no Facebook, eu não poderia deixar de opinar sobre esse post: “30 segundos de Estupidez”. Sempre amei as publicações, e a maneira como tudo é transmitido aqui. Por isso, aceitei o convite para ajudar nas postagens.
Mas, esse post em especial eu não poderia deixar de comentar. Entendo a indignação de alguns que assim como eu, lutam por esta causa, que tem orgulho de levantar a bandeira contra o preconceito. Vivemos em luta constante para que pessoas que não estão satisfeitas com seus corpos sintam-se melhor e entendam que não é ter um “corpo cabide” que vai tornar uma pessoa melhor, que beleza, felicidade, competência, caráter ou inteligência não está ligado ao tipo físico. São simplesmente “padrões” que a sociedade impõe.
Falando como “gorda” que sou, entendo a indignação de muitos. Mas, não vi o lado preconceituoso e ofensivo. O que entendi é que a propaganda quis mostrar que a moça fez dieta, e pra conseguir ela teve que fazer sacrifícios pra se sentir bem com seu corpo. Eu sei que existem pessoas que estão felizes com seu tipo físico, que levam uma vida normal, que mostram todos os dias que por estarem acima do peso não são doentes e muito menos incapazes. Mas, por outro lado, existem aquelas que não se aceitam por isto, travam batalhas todos os dias por que simplesmente não se aceitam.
Então, entendi a mensagem que a “marisa” quis passar quando disse: “Tudo valeu a pena”. Valeu a pena, pra quem não estava realizada com seus quilinhos a mais e fez uma dieta normal e saudável para reduzir seu peso. E quem faz dieta, sabe que cada grama perdida, é motivo de comemoração. Respeito o ponto de vista de todos que comentaram sobre o assunto. Mas parece que a maioria esquece que falar bem do que é bonito pra si, não quer dizer que você está tratando o oposto de forma preconceituosa.

Por Natália Rodrigues

Nat ✿

30 segundos de Estupidez: Lojas Marisa Erraram Feio!

30 segundos de Estupidez: Lojas Marisa Erraram feio!

Super apoiado quem se indignou com a propaganda da Marisa, denegrindo a imagem das meninas que ão estão no PADRÃO DE BELEZA, IMPOSTO pela mídia manipulada da sociedade. Sabe quando a raiva e indignação doem por dentro?

Vontade absurda de socar a cara de algum responsável por isso. Sei que esse tipo de violência não leva a resolução do problema. Só compartilho por aqui essa vontade doida, porque ela expressa o tanto que me senti ofendido, dolorido por dentro, com vontade de descontar.

Pena que aqui no Brasil ainda não temos consciência o suficiente pra fazer um protesto do tipo BOICOTE. Manifestação pacífica contra absurdos como esse. Quem seriam as meninas que se poriam de frente a essas lojas com cartazes de Repulsa ao comercial idiota que está rolando? Poderiam até mesmo ser ridicularizadas, as meninas!

Alguns comentários no canal da Marisa onde tem o vídeo no youtube:

Fazer uma roupa parecer bonita em um cabide humano é fácil. Quero ver fazer roupa ficar bonita em nós, brasileiras , com curvas. Isso sim seria fazer roupa boa. Eu prefiro comprar uma calça na Levis que tem todos os tamanhos de pernas X cintura (porque entende que temos corpos DIFERENTES) que comprar em Marisas,com P, M e G do mesmo tamanho.ão vou dizer que perderam uma consumidora, pq a roupa da Marisa nunca ficou boa em mim. Prefiro ser bonita com outras lojas!

MsMaira86

  • Qual é o grande problema do comercial? Eu não consegui entender até agora, é só a verdade, não tem como ficar com um corpo maravilhoso comendo pizza todos os dias. Está todo mundo falando que incentiva a anorexia e bulimia mas na verdade vai da pessoa, todos sabem que isso é errado, e que são doenças que possuem tratamento. Já sobre a história do padrão de beleza gente, por favor, reclamem de TODAS as propagandas de lojas, e marcar de roupas então! Eles se referem a um estilo de vida SAUDÁVEL

    Marcela Marcos 12 horas atrás

  • O problema é uma homenagem à mulher que adota práticas autodestrutivas pra se enquadrar num padrão estético imposto por interesses comerciais. É o mesmo que homenagear o funcionário do mês como aquele que faz hora extra de graça e engole assédio moral docilmente. A mulher que deveria ser homenageada é justamente aquela que valoriza aquilo que ela realmente tem de valor, aquela que quer ser valorizada por aquilo que ela é, e não pelo o que querem que ela seja.

    123456superlol

    ME DESCULP.. MAS ESSE COMERCIAL FOI UMA P****

    SÓ TEM ROUPAS PRA MAGRELAS, E ALÉM DO MAIS FOI PURO PRECONCEITO COM NÓS CHEINHAS.. QM DISSE Q HOMENS SÓ GOSTA DE MAGRELAS? TEM TANTO Q AMAM UMA GORDINHA.. NUNCA ENTREI NESSA LOJA (marisa) E AGORA MTO MENOS VOU ENTRAR NELA DEPOIS DISSO?!! AINDA BEM Q AKI NAO TE ESSA LOJA. SE TIVESSE, JAMAIS ENTRARIA.. APESAR Q AKI ONDE MORO SÓ TEM LOJA PRA ESQUELETO E NÓS SOFREMOS COM ISSO…E QNDO ENCONTRA É ROUPA PRA SNHORA DE IDADE.. SACANAGEM.. RUMMMMMMMMMMMM

    alineecarlos2012