Idas e Vindas

Idas e Vindas - EuGordinha

Sempre queremos defender ao máximo tudo aquilo que nos satisfaça. Faz parte do nosso instinto de preservação, da nossa vaidade, do nosso egoísmo, da nossa necessidade real e saudável também – porque não? As pessoas vem e vão e voltam ou se revoltam ou vão e nunca mais as vemos novamente. Solução pra evitar a dor que possa haver por causa disso talvez seria não se apegar a ninguém. Funciona, mas desertifica um tanto a vida. O bom é aproveitar cada momento com as pessoas que nos satisfazem enquanto elas o fazem. Pois há pessoas que nunca vão embora depois de term vindo para as nossas vidas, mas depois de um tempo vão mudando de um modo que chegam a ser outra pessoa totalmente diferente daquela que tínhamos conhecido.

Do Amor de Hoje

Não interessa a ninguém só a mim mesma. No entanto há meninas e meninos que me perguntam a respeito – parece que a gente gosta de ver no espelho o que parece ou não com a gente, pra nos situarmos um pouco melhor no mundo.
Então sobre sexualidade eu digo: Não faço mais sexo, prefiro fazer amor… e isso não é um modo de falar. Fazer amor implica em tomar porções de afeto e misturar no coração antes de misturar os corpos seja na cama ou qualquer outro lugar. O primeiro beijo não precisa ser no primeiro encontro. O primeiro encontro pode ser o momento do primeiro olhar, do segundo olhar mais intenso, do terceiro sugestivo. Amar não precisa ser no mesmo ritmo do fast-food. Amor não se faz como se faz miojo – seria desperdício de vida tal coisa. Tem gente que acha que algumas atitudes são antiquadas, velhas, sem noção nos tempos atuais. Precisamos rever muitos conceitos pra vida ser melhor vivida. De outro modo muito vai ser perdido sem a devido aproveitamento.

Amores Líquidos

Amor Líquido Blog EuGordinha

amor frágil.. amor

Hoje está na moda você procurar alguém que combine com o seu perfil, ao invés de combinar coma sua pessoa de verdade. Suas características precisam ser bastante detalhadas e expostas de maneira bem clara e objetiva – tem de ser atraentes, pois senão, quem vai gostar de ti? As nossas verdades em algumas situações acabam sendo relegadas à segundo plano em nossa lista de prioridades, contanto que encontremos alguém que satisfaça nossas ansiedades – nem que seja momentaneamente. No fundo a gente sente que o outro, por mais que a gente o queira, está escorrendo por entre nossos dedos, e a não ser que seja alguém igualmente desesperado por outro alguém (e que esse alguém sejamos nós), nos sentimos tremendamente inseguros, carentes, necessitados…

Estou descrevendo só um pouco do que os especialistas chamam de modernidade líquida, amor líquido… algo que vê o romantismo como fora de moda, o relacionamento à longo prazo como uma prissão, a sinceridade como uma aparência que muda de cara de acordo com a clientela… vivemos em tempos difíceis, mas ainda há esperanças.