o Velho, O Menino e o Burro

O Velho, o Menino e o Burro

Um velho resolveu vender seu burro na feira da cidade. Como iria retornar andando, chamou seu neto para acompanhá-lo. Montaram os dois no animal e seguiram viagem. Passando por umas barracas de escoteiros, escutaram os comentários críticos; ” Como é que pode, duas pessoas em cima deste pobre animal !”.

O velho o burro e o menino - EuGordinha Resolveram então que o menino desceria, e o velho permaneceria montado. Prosseguiram…Mais na frente tinha uma lagoa e algumas velhas estavam lavando roupa. Quando viram a cena, puseram-se a reclamar; ” Que absurdo ! Explorando a pobre criança, podendo deixá-la em cima do animal.”

Constrangidos com o ocorrido, trocaram as posições, ou seja, o menino montou e o velho desceu.

Tinham caminhado alguns metros, quando algumas jovens sentadas na calçada externaram seu espanto com o que presenciaram; “Que menino preguiçoso ! Enquanto este velho senhor caminha, ele fica todo prazeroso em cima do animal. Tenha vergonha !”

Pintura do velho do menino e do burro - EuGordinhaDiante disto, o menino desceu e desta vez o velho não subiu. Ambos resolveram caminhar, puxando o burro.

Já acreditavam ter encontrado a fórmula mais correta quando passaram em frente a um bar. Alguns homens que ali estavam começaram a dar gargalhadas, fazendo chacota da cena; ” São mesmo uns idiotas ! Ficam andando a pé, enquanto puxam um animal tão jovem e forte!”

O avô e o neto olharam um para o outro, como que tentando encontrar a maneira correta de agir.

Então ambos pegaram o burro e o carregaram nas costas !!!

Além de divertida, esta fábula mostra que não podemos dedicar atenção irracional para as críticas, pois estas acontecerão sempre, independente da maneira em que procurarmos agir.

texto do velho o burro e o menino - EuGordinha[Colhido na internet]

O Velho, O Menino e o Burro

Numa tarde bem ensolarada, um velho, um menino e um burrinho começam a atravessar uma longa rua de chão batido numa cidadezinha muito amigável por causa do convívio dos seus moradores.

Caminhavam humildemente: o velho em cima do burrinho e o menino a pé puxando-o pela corda. Quando eles já haviam andado poucos metros dessa rua passaram perto de um mercadinho onde várias senhoras distintas e muito trabalhadoras começaram a comentar:

– Que velho mais folgado, permitir que aquele menininho tão novo fique andando nesse chão batido, enquanto ele tranquilão vai a cima do burro. Ah!cada pessoa sem coração se fosse meu parente eu já falava umas boas.

O velho ouviu isso e ficou confuso e partilhando com o menino disse que era melhor eles trocarem, pois nem percebeu que estava fazendo algo tão errado assim. Daí então: o menino subiu em cima do burro e o velho foi puxando o animal. Andaram mais uns 10 metros e passaram perto de um bar onde havia uns homens bebendo e criticando disseram:

– Que menino malvado, todo alegre em cima do burro, enquanto o seu avozinho, coitado, fica andando nesse sol forte a pé. Ah! se fosse meu filho eu já dava umas boas palmadas e pedia para ele caminhar.

O menino ouvindo isso ficou chateado e disse ao velho. Olha vovô, é melhor o senhor também subir no burrinho, talvez esse povo pare de nos provocar. E assim fizeram: o velho e o menino subiram em cima do burro e continuaram a travessia daquela longa rua. Quando estavam passando perto de um campinho de futebol, muitos meninos e meninas que ali brincavam começaram a gritar:

– Seus loucos… sem coração. Onde já se viu duas pessoas tão fortes e saudáveis judiarem tanto de um animal indefeso e fraquinho. Isso deveria ser denunciado à sociedade protetora dos animais.

O menino e o velho olharam um para o outro e ficaram surpresos, pois eles sabiam que aquele burrinho era bem forte. Porém, na dúvida de estarem judiando do animal decidiram que: o velho e o menino iriam descer do animal e andar os dois a pé para não cansá-lo. Feito isso acreditavam poder seguir tranquilos, pois agora ninguém tinha o que mais falar deles. Mas, antes de saírem da cidade ainda passaram por uma Paróquia onde as pessoas acabaram de sair da Missa e conversavam na praça. Essas pessoas quando viram aquela cena começaram a rir, chamaram o Padre, ele também rindo, disse:

– Ó Senhor! Ajuda essas mentes ignorantes! Daí-lhes uma luz! Onde já se viu um velho e um menino tão idiotas, andando a pé nesse calor, enquanto puxam um animal tão forte que poderiam levar os dois sem problemas.

Depois de ouvirem isso o velho e o menino até choraram, pois não esperam que tanta gente e até mesmo gente da Igreja, o Padre, pensasse tanto mal deles e comentaram entre si: o que fizemos de errado e o que podemos fazer de certo? A única opção que sobrou é colocar o burro em cima deles e isso daria ainda maior motivo de sarro e injúrias. Foram então que decidiram, vamos logo embora dessa cidade, não vamos ficar aqui nem mais um segundo e, montando os dois no burrinho saíram a galope sem dar atenção a ninguém. Mas, ainda não estava terminado, quase no fim daquela rua, umas pessoas fizeram questão de gritar cheios de razão:

– Gente orgulhosa. Passe pela nossa cidade e nem é capaz de nos cumprimentar. Na verdade ali temos três burros, isso sim. E quem sabe o de quatro patas é mais inteligente. Vão mesmo e não voltem!!!

REFLETINDO: quando alguém está decidido a falar mal de você. Não importa o que você faça de bom ou de ruim. O projeto dos corações maliciosos e malvados já está feito. E suas atitudes não mudaram em nada o que eles pensam. E então, o que fazer? Seja você mesmo. Erre e acerte. Tente e invista. Marque um objetivo e chegue até ele usando os bons meios e não fique parando no caminho, nos bares, mercearias, campinhos e até mesmo praças de paróquias, onde, na maioria das vezes, só ficam aqueles que não tem o que fazer com suas próprias vidas e se dedicam fervorosamente a cuidar da vida dos outros. Numa história como essa, feliz é o burro que não entende como está sendo julgado e só faz se deixar conduzir pelas mãos dos seus proprietários. Que eu e você também sejamos um burrinho, mas de Jesus. Pois, Ele sabe como nos falar, onde nos levar e como nos corrigir. Talvez esse velho e esse menino nunca mais voltaram naquela cidade e isso não significa falta de perdão, mas sim de sentimentos. Ninguém é de papel ou de pedra. Cuidado com o que você fala, pois pode perder um amigo, um cliente, um empregado e até mesmo um familiar para o resto da vida. Daí, só no juízo final para as coisas se acertarem definitivamente. Se você está vendo alguém errar ou pensa que ele esta errando, se informe diretamente com a pessoa, pois de comentários, suposições e partilhas daninhas o inferno está cheio.

Versão do Teatro de Sombras