Não gostei das Princesas da Disney gordas

Muita gente embarcou num hit da internet mundial: as princesas da Disney gordas feitas pela artista plástica americana Aly Bellissimo para o Cartoon Brew. As imagens correram os sites (incluindo os da grande mídia) classificando os desenhos como “curiosidade”. Apesar de todos os aplausos dados, sou obrigada a dizer que não gostei. Por quê? Explico:

Como bem percebeu a Mafalda, em seu post no Monalisa de Pijamas, as princesas gordinhas estão tristes. Eu diria mais: depressivas. Como se toda aquela felicidade e cantoria dos filmes tivesse ficado para trás porque engordaram.

As imagens me incomodaram tanto que comecei a pesquisar sobre Aly Bellissimo. Minha primeira parada foi numa entrevista que a recém-formada de apenas 21 anos deu ao Terra Magazine, na qual ela falou que não se trata de um protesto contra a magreza: “Eu faço só por diversão”. Até aí, tudo bem, principalmente porque isso rendeu a ela mais de nove mil acessos em seu blog Creepy Miranda – no qual costuma postar histórias de uma personagem gordinha que usa óculos e (dizem) até se parece com a autora.

E sabem o motivo para ela gostar de mulheres rechonchudas? “É mais fácil na verdade, desenhar gente magra é muito difícil”. Ok. Boa razão, não acham?

Até acharia interessantes as histórias da Creepy Miranda, se elas tivessem o objetivo de mostrar a baixa autoestima e as situações vividas pela gordinha lésbica que se apaixona por mulheres com corpo de modelete. Mas a própria autora diz que a intenção é se divertir. Espero que ela tenha alcançado seu propósito, porque sou obrigada a dizer que eu não consegui.

E no caso das princesas da Disney gordas, se o intuito era zoar com a Branca de Neve,CinderelaBela e Jasmine, digo que prefiro o que fizemos no Monacast 78 – Para Sempre Princesa. No programa, eu, Mafalda e Euba desconstruímos esses e outras personagens perfeitinhas dos contos de fadas. Falamos sobre essas mulherzinhas sem defeitos que estão nos livros, nos filmes e também as que encontramos no mundo real.

Clique na Foto pra acessar o Podcast

Tenho certeza que vocês se divertirão mais escutando o programa do que eu ao me deparar com as princesas gordas da Aly Bellissimo ou ler as aventuras de sua personagem Creepy Miranda.

Via PapoDeGordo

Acorda Princesa!

Se trata mal a mãe, também te tratará mal;
Se odeia alguém que já amou; você pode ser a próxima;
Se maltrata os animais, também é capaz de maltratar um ser humano, inclusive você;
Se é desonesto com os outros, com você também será;
Se não respeita as autoridades, também não de respeitará;

Se não trata todas as mulheres como damas, com você não será diferente, ou será até o momento que te ganhar;Porque “Um abismo chama outro abismo”(Salmo42:7)

…Se não mudar agora, não é no casamento que ele vai mudar!
Acorda né princesa?!

Via Camila Pires

Onde estão as Rainhas desse Mundo?

Achei uma frase boa no Facebook, falando sobre princesas e rainhas. Algo que pode parecer um tanto utópico se pararmos pra olhar apenas o lado negativo do mundo. Mas focando nos pequenos exemplos, os casos de sucesso, há de se querer mais rainhas por ai, pelo mundo afora. Eu acho que tem poucas mulheres sendo tratadas como rainhas, logo elas não conseguem ensinar seus filhos como fazer pra amar uma mulher da maneira mais adequada. Na escola não se ensina esse tipo de coisas, apenas algumas professoras heroínas, as que erguem a voz em meio as ondas contrárias… Chega me dar saudades dos tempos de antigamente, onde as boas maneiras não eram clichê de filme romântico. Dá vontade de inventar um mundinho à parte, onde as delicadezas sejam só nossas e dane-se a maldade que há no mundo… mas até esse dane-se de rebeldia seria um estar de acordo com tudo o mais que está errado. Melhor mesmo é  não ser tão saudosista e incentivar que surjam mais rainhas entre as mães ao meu alcance. Portanto, mamãe de plantão, leitoras, amigas, cuidem de seus pequenos grandes homens de daqui a pouco. Cuidem também de suas princesas, lhes passando não a fórmula do homem perfeito, o príncipe encantado das histórias de contos de fadas, mas do homem real, que por seus sinais vão demonstrar o que fazer de bom com uma menina, mulher, amada… Não quero nunca ser utópica, porque isso me faz pensar em irrealismo, mas cultivo uma realidade que nos transforme mesmo que aos poucos, por mais contraditória que seja em relação à maioria mas mentalidades vigentes.

P.S.: Post dedicado à amiga Sarah Magalhães. Beijos.