Katia Aragão – Caso SOLIDÃO

Pra quem curte teatro de qualidade, apresento um trecho do espetáculo Katia Conta & Canta Freud – CASO SOLIDÃO. Nesse vídeo temos a psicanalista Katia Aragão contando e cantando o caso SOLIDÃO. Texto maravilhoso, na textura, nas reflexões que nos causam. Pra quem está em Recife nesse final de semana, fica a dica.

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 Segue uma reportagem sobre, retirada do FolhaPe:

Do consultório terapêutico para o palco assim é o espetáculo “Kátia conta e canta o que Freud explica”, de Kátia Aragão atriz e psicanalista pernambucana radicada em São Paulo, em cartaz no Teatro Boa Vista, nesta sexta-feira-13 e sábado-14, às 20h30. Os ingressos custam R$40 inteira e meia-entrada R$20.

O monólogo revela os quase 40 anos de experiência em escuta clinica da psicanalista Kátia Aragão que se desdobra em atriz e interprete musical. Sua bagagem profissional é transportada para o universo artístico por meio de 12 casos de divã. A cada história contada, Kátia canta uma música e faz reflexões inspiradas no pai da psicanálise. O cancioneiro popular brasileiro e a obra freudiana são os veículos utilizados pela atriz, para traduzir e levar ao público a crônica dos encontros e desencontros amorosos.

A solidão, a raiva, o desprezo de si mesmo, carência, controle neurótico, agressividade contida e dor da perda são alguns dos sentimentos tratados no espetáculo que conta com a direção de Ney Gomes. Kátia Aragão assina o texto, a seleção musical e o figurino da montagem que esteve em cartaz em São Paulo, no interior e na capital, com grande apreciação do público.

Superação

Uma história de superação digna de reconhecimento e exemplo a ser seguido. Ubirajara Gomes é um exemplo do que o ser humano pode fazer quando tem um foco. A notícia é um pouco antiga, de Julho desse ano de 2011. Mas a história em si merece ser lembrada agora nesse fim de ano quando tantas pessoas fazem planos do que alcançar no ano que está por vir.

Morador de rua passa em concurso do BB e assume cargo em julho

Marta Cavallini Do G1, em São Paulo

Ubirajara diz que prestou cinco concursos em dois anos (Foto: Diário de Pernambuco) (Foto: Diário de Pernambuco)

Ubirajara Gomes da Silva passou na 136ª posição, entre 171 classificados para Recife.
Ele carregava pasta com cópias de apostilas e provas e estudava em praças e bibliotecas.

Enquanto vivia de fazer bicos e pedir esmola, Ubirajara Gomes da Silva, de 27 anos, passou quase um ano carregando pelas ruas do Recife uma folha de papel dobrada com o comprovante de classificação no concurso do Banco do Brasil.

Neste mês, foi convocado para assumir o cargo de escriturário, cujo salário inicial é de R$ 942,90, mais gratificação de 25%.

Silva ficou na 136ª posição, entre 171 classificados para trabalhar no Recife. A aprovação no concurso não significa apenas um emprego para ele. Morador de rua há 12 anos, Silva finalmente vai realizar o desejo de ter um lar.

Nas últimas semanas, ele tem vivido dias de “celebridade” nas ruas da capital pernambucana e também no site de relacionamentos Orkut – quase 400 recados foram postados em seu perfil com saudações pela conquista e votos de boa sorte, principalmente de candidatos a concursos.

Mas como um morador de rua tem um perfil no Orkut? Silva diz que costuma usar computadores em bibliotecas públicas e lan-houses que cobram preços baixos pelo uso. “Eu escolho entre comer ou acessar a internet”, conta.

Foi pela rede mundial de computadores que ele leu o edital do concurso, conseguiu material de estudo e trocou informações com outros candidatos. E foi também pela internet, em setembro do ano passado, que ele ficou sabendo que havia sido classificado no concurso. A boa notícia veio três dias antes de ele completar 27 anos.

O concurso teve mais de 19 mil candidatos inscritos. A prova, realizada em agosto do ano passado, tinha 150 questões – ele acertou 116. Mas antes de tentar entrar no Banco do Brasil ele já havia prestado quatro concursos nos últimos dois anos – sempre para o cargo de auxiliar administrativo, de nível médio.

“As pessoas me diziam para prestar para cargos de nível fundamental, mas eu sabia que podia tentar para nível médio”, diz.

Silva sempre carregava uma pasta cheia de cópias de apostilas e provas anteriores e estudava em praças e bibliotecas.

Silva diz que fugiu da casa onde morava com a avó materna e quatro irmãos aos 15 anos. Ele estava na 6ª série, em 1995. Em 2001, decidiu voltar a estudar e recebeu diploma de ensino médio após ser aprovado no supletivo. Ele diz que passou a ler até três jornais diários de grande circulação por dia, além de livros sobre economia, um de seus assuntos preferidos.

Silva pensa em fazer universidade. Suas preferências são pelos cursos de ciências contábeis, economia e administração. “Esses cursos podem ajudar bastante o trabalho no banco”, diz.

Há até alguns dias atrás, Silva vivia na esquina da rua da Amizade com rua das Pernambucanas, no bairro das Graças, perto da região central de Recife. Agora, um amigo que ele conheceu pela internet ofereceu abrigo em sua casa até que ele consiga uma casa para morar.

Esse mesmo amigo, que também passou em um concurso público, mas ainda não foi chamado, pagou a parte de uma dívida de Silva para limpar o nome dele no Serviço de Proteção ao Crédito (SPC), uma das exigências especificadas nos editais do BB para que os candidatos possam assumir o cargo. A outra parte do empréstimo Silva parcelou em 60 vezes e pretende pagar com o salário que passará a receber.

De acordo com o Banco do Brasil, se Silva fizer todos os exames médicos necessários e providenciar toda documentação até a semana que vem, ele assumirá o cargo de escriturário no dia 7 de julho, no Centro de Operações do BB, localizado no bairro Recife Antigo. Silva afirma que fará cabelo e barba e irá vestido com a roupa nova que ganhou de amigos.