Cartola – Música de Qualidade

Cartola e Dona

Cartola e Dona

De vez em quando me dá uma saudade de tempos nos quais eu nunca vivi. Quando é assim eu faço o meu teletransporte pondo pra tocar as canções de antigamente. Não que naquele tempo fosse melhor do que hoje, mas tinham algumas coisas muito preciosas. A poesia e filosofia de vida presente nas canções de Cartola me levam pra um tempo assim, onde o amor era mais simples e parecia mais durável do que hoje em dia.

Hoje em dia poucos conhecem Cartola entre uns 80% dos jovens que eu conheço. Então pra não deixar passar a vida sem conhecer algo bom, estou compartilhando hoje.

Cartola – Sensei do Samba

Um Salve aos amigos de tempos antigos! O bom de conhecer pessoas é que dentro de cada uma delas tem uma porção de vida qual talvez eu nunca viveria, mas que tenho a oportunidade de conhecer através de relatos e audições. Gosto de conhecer pessoas de todas as idades, classes sociais e etc e tais, nas diferenças da vida. Numa dessas situações acabei conhecendo um senhorzinho que me falou muito bem de Cartola. Depois, por cnta da Radio Mec, aqui no RJ, fiquei ouvindo alguma coisa de Cartola.

Simplesmente amei a poética desse senhor do Samba. Puxa, que melodia, e letras e poesia sutil, um amor simples, humano, comun, universal! Coisas de mil novecentos e antigamente… Precisamos estar abertos a não ouvir apenas o que toca nas rádios da moda, aquelas que todo mundo ouve. É bom procurar saber sobre as canções dos tempos de nossos pais, nossos avós, bisavós e tudo mais. Enriquece por dentro, nos faz maiores, e talvez melhores, se souberbos ouvir o que dizem os corações.

Tem um ditado que diz:

“O inteligente aprende com os próprios erros. O Sábio, com os erros dos outros”.

O Mundo é Um Moinho

Cartola

Ainda é cedo, amor
Mal começaste a conhecer a vida
Já anuncias a hora de partida
Sem saber mesmo o rumo que irás tomar

Preste atenção, querida
Embora eu saiba que estás resolvida
Em cada esquina cai um pouco a tua vida
Em pouco tempo não serás mais o que és

Ouça-me bem, amor
Preste atenção, o mundo é um moinho
Vai triturar teus sonhos, tão mesquinho.
Vai reduzir as ilusões a pó

Preste atenção, querida
De cada amor tu herdarás só o cinismo
Quando notares estás à beira do abismo
Abismo que cavaste com os teus pés