Libertando-se

Ontem eu li que o analfabeto de hoje em dia não é quem não sabe ler, mas que não sabe “aprender, desaprender e reaprender” as coisas. Nessa canção do Djavan, uma série de conselhos são passados a um jovem. Cada um pegue o que lhe for útil e vamos viver que a vida urge.


A Carta
Djavan

Não vá levar tudo tão a sério
Sentindo que dá, deixa correr
Se souber confiar no seu critério
Nada a temer
Não vá levar tudo tão na boa
Brigue para obter o melhor
Se errar por amor Deus abençoa
Seja você

No que sua crença vacilou
A flor da dúvida se abriu
Vou ler a carta que o Biel mandou
Pra você, lá do Brasil:

“Eles me disseram tanta asneira, disseram só besteira
Feito todo mundo diz.
Eles me disseram que a coleira e um prato de ração
Era tudo o que um cão sempre quis
Eles me trouxeram a ratoeira com um queijo de primeira
Que me, que me pegou pelo nariz
Me deram uma gaiola como casa, amarraram minhas asas
E disseram para eu ser feliz

Mas como eu posso ser feliz num poleiro?
Como eu posso ser feliz sem pular ?
Mas como eu posso ser feliz num viveiro,
Se ninguém pode ser feliz sem voar?

Ah, segurei o meu pranto para transformar em canto
E para meu espanto minha voz desfez os nós
Que me apertavam tanto
E já sem a corda no pescoço, sem as grades na janela
E sem o peso das algemas na mão
Eu encontrei a chave dessa cela
Devorei o meu problema e engoli a solução
Ah, se todo o mundo pudesse saber
Como é fácil viver fora dessa prisão
E descobrisse que a tristeza tem fim
E a felicidade pode ser simples como um aperto de mão
Entendeu?

É esse o vírus que eu sugiro que você contraia
Na procura pela cura da loucura,
Quem tiver cabeça dura vai morrer na praia.”

Erros de Português…

Caneta escrevendo EuGordinha

Pra quê ficarmos preocupados com o que vão pensar sobre o nosso modo de estarmos escrevendo as coisas? Quem realmente se importa com a gente não vai fazer questão de alguns errinhos de escrita, conquanto que a mensagem seja devidamente dita…

Em homenagem a uma nova amiga:

“Não olho seus erros de português,

a gramática é mera aparência.

Olho o teu conteúdo.

Quero a essência das coisas.”

P.S.: Nany, pra ti! 🙂