Aparências

menina com a revista com capa de Uggly Betty fazendo como se fosse o seu rosto

A Betty a Feia era muito legal!

Eu sei muito bem que o mundo no qual vivemos tem se mercantilizado e que até mesmo as pessoas estão se produtificando, se coisificando, e até mesmo (em algumas ocasiões), usando as suas redes sociais como uma espécie de vitrine onde se mostram como um algo a ser comprado, conquistado, admirado, bem quisto. Isso é bom ou ruim? Depende do ponto de vista. Tem quem goste. O que eu quero mesmo pensar a respeito é até que ponto a produção de nossas embalagem tem sido útil.

Pois o que nos enxergam por fora tem sido uma imagem do real ou apenas uma mera ilustração? Tem vez que a gente expõe quem é de verdade e outras nas quais faz o jogo do esconde-esconde e deixa vir à tona um mero personagem de ficção realística – alguém que gostaríamos de ser pra que gostem de nós, e às vezes nem gostamos desse personagem que estamos sendo…

Há de se ter cuidados com o que somos e o que os outros pensam que somos. Não precisamos ter tanto cuidado com o que pensam sobre nós, porque não há como ficar regulando o que pensam o tempo todo. As pessoas têm a liberdade de pensar no que quiser. Nós é quem temos de ter o cuidado de pensar com carinho sobre quem somos. Até que ponto a nossa imagem nos ajuda ou atrapalha? – digo, a imagem que formamos. Será que a imagem que a gente cria para os outros mais nos ajuda ou nos atrapalha no amor que podemos ter por nós mesmos?

Um recadinho aos desavisados: Quer me julgar por conta da aparência? Não lhe julgarei além da sua própria escolha. Também já escolhi livros pela capa e perdi belas histórias por causa disso.

Há quem ache a Barbie legal...

Há quem ache a Barbie legal…

Viagens

Viajar - EuGordinha

“Para viajar basta existir.”

(atribuído a Fernando Pessoa)

A gente não precisa ter muita bagagem. Leva a si mesmo e uma duas ou três mudas de roupa. Um livro, ou caderno, caneta e lápis, gravador, máquina fotográfica ou telefone celular que faça a vez disso tudo. Já to levando coisas demais né? O bom é lembrar de levar a alma dentro do corpo. Pois na verdade é a alma quem viaja. Às vezes, mesmo quando o corpo não vai aos destinos da viajem geográfica, a alma vai tão leve e solta, rápida… e ainda tem a audácia de voltar no tempo, pular no futuro e voltar cheia de novidades e velharias. É preciso muito cuidado com o que a alma leva e traz na sua bagagem, pois no final das contas podemos acabar sendo o que ela tem consigo.

Leonardo Ladislau

Para onde Ir

Para Onde Ir - EuGordinha

“Inteligente não é aquele que sabe pra onde ir, e sim aquele que sabe pra onde não deve voltar!”

Para aonde ir quando todos os caminhos estão confusos e parece que a gente está perdido? Se os caminhos forem por fora é muito mais simples… mapas, aplicativos de GPS e afins nos ajudam, pedir informações a quem estiver por perto, olha a posição do sol ou das estrelas, lembrando das aulinhas de geografia na escola quando éramos crianças e não sabíamos de que serviria aquilo… recentemente aprendi que se eu estiver perdido dentro de uma selva e achar uma casa de João-de-barro, a portinha da mesma nunca vai estar voltada para o leste, pois ele não quer que o sol venha dar logo de cara dentro da casa dele. Não sei quando vou estar perdido dentro de uma floresta, mas de alguma forma essa informação pode ser útil. Posso pensar nela, por exemplo, de outros modos, vislumbrando outros caminhos… Caminhos interiores, onde a gente também costuma se perder por falta de sol, luz, calor, amor, companhia. No meu ver a gente tem hora que se vê muito dependente de quem nos diga o que fazer, para onde ir, como fazer as coisas. Existem modos de ir, caminhos a percorrer que só dependem única e exclusivamente de nós. Não vamos poder culpar ou responsabilizar os outros pelas nossas escolhas. Muitas vezes nos perdemos porque queremos que o outro nos aponte um caminho quando na verdade já decidimos dentro de nós e só estamos com medo de assumir.

Leonardo Ladislau

Amor Próprio

Amor Próprio - EuGordinha

“Se você não tem, carro próprio, casa própria, que pelo menos tenha AMOR PRÓPRIO!”

Amor próprio é quando a gente tem pela gente mesmo uma estima, um jeitinho de se dar valor que por mais que digam que valemos menos, sabemos que não. É um se olhar no espelho e se reconhecer como valioso, digno de amor, desejável… não para os outros mas para si mesmo, antes de ser para os outros. O exagero do amor próprio é um narcisismo onde podemos até mesmo ficar cegos, não reconhecendo mais a beleza e valor dos outros, dando exclusiva atenção a nós mesmos. O narcisismo me parece um amor próprio com defeito.

O bom do amor próprio, o ser saudável nele é ter consciência de modo pleno que os elogios dos outros são um reconhecimento justo e não algo que se deva buscar como um troféu. O bom do amor próprio é se amar não pelo que temos apenas de aparente mas pelo que somos e permanece. As coisas que estão dentro de nós podem durar muito mais do que as que estão por for.

Leonardo Ladislau

Enxergar o Outro Lado

Enxergar o Outro Lado - EuGordinha

“Que sejamos capazes de enxergar algo de bom em cada momento ruim que nos acontecer.”

Sabe quando dizem que a gente tem de virar o jogo? Não estou falando de vira a mesa. De indignações o mundo já está cheio até demais, e muitas delas não têm conseguido bons resultados, apenas barulho, confusão e briga. o Bom mesmo é virar o jogo.

Virar o jogo é quando parece que a gente está perdendo mas o nosso potencial de vitória é certo, basta, mudar o pensamento… Isso que o povo vive dizendo por ai de pensamento positivo ou negativo, eu entendo como sim ou não. Pensamentos de sim, é possível, e Não, não dá. O não é muito óbvio, eliminante. Quem pensa nas possibilidades do não, geralmente tem uma vida mais parada, triste, reclamativa. é o al do pensamento negativo. O pensamento de que as coisas não dão certo, geralmente acontece em nós com mais frequência quando já passamos por tantos nãos na vida que a gente acaba… ACOSTUMANDO. Tem gente que de tanto sofrer acostuma a sentir dor, e até mesmo sente falta quando não está doendo algo. Estranho, mas tenho visto muito disso ao longo dos anos.

Agora, a gente vira o jogo quando não aceita mais certos nãos que a vida aparentemente está nos dando. Quando a gente percebe que o poder de mudança está em nossa decisão, a gente passa a escolher o que vai fazer com o que estiver acontecendo. Eu sei que a dor nos faz esmorecer um pouco, ficar querendo se meter num canto e ficar abatido… mas quer saber de uma coisa? O que a gente consegue com esse tipo de atitudes? Não conseguimos o que REALMENTE queremos que é… ser feliz!

Vamos aprender a enxergar nos momentos ruins da vida algo de bom a ser aproveitado. Tudo que aparentemente é ruim, sempre tem uma vantagem aparentemente escondida. Vamos descobrir isso!

Leonardo Ladislau

Aparências

“Não se deixe
iludir pelas aparências.
Cultive muito mais
uma essência pessoal
do que um valor passageiro.
No final das contas
ficam com a gente pelo que somos

e não pelo que aparentamos ser..”
Leonardo Ladislau

Amor – baseado em animação de Mauricio Bartok

O nome da animação é PERFEITO, de Mauricio Bartok. É um curta metragem bem legalzinho, que me levou a algumas reflexões imperfeitas, que servem no mínimo pra termos alguma visão sobre as coisas da vida. Segue o vídeo e logo abaixo o texto escrito sob inspiração da animação:

O que chamam de amor, é quase uma utopia – mas a gente nem sabe direito o que é uma utopia, só quando descobre que é uma coisa meio impossível é que nos damos conta de que o amor é meio assim.O amor é uma tentativa de fazermos do outro a nossa imagem e semelhança – o amor não é isso, mas queremos que seja. Queremos que o outro se conforme às nossas expectativas e anseios, sonhos e desejos mais profundos, nossas exigências egoístas, mas que parecem muito justas porque dizem respeito ao NOSSO DESEJO. Enquanto estamos nos relacionando com o desejo secreto de fazer do outro o que precisamos, muitas vezes todo o mundo ao nosso redor se desfaz, até que só nos reste mesmo o outro como possibilidade de escolha – isto é, se o outro suportar estar com a gente. Se o aceitarmos como ele realmente é… pode ser amor.

Leonardo Ladislau

Quem curte animação e gostou do trabalho de Mauricio Bartok, pode conferir clicando aqui, por mais das obras dele.

Poeminha Concreto [ou Quase]

Vivendo…

 

Olhar, ver, enxergar, observar…
Escutar, ouvir, estar atento…
Flertar, paquerar, namorar…
Pegar, ficar, sair, transar…
Fazer sexo, fazer amor…
Noivar, casar, amar…
Verbos.
Atitudes.
Palavras.
Vida.

 

Chove em mim (Trecho de Romance)

Acho que vou compartilhar um trechinho do meu diário. Afinal de contas o povo gosta de fuxicar a vida alheia mesmo, então vou expor um pouquinho a minha, porque a dos outros só me importa saber e guardar comigo, tenho segredos muito bem guardados, muitos inúteis, mas tudo bem.

Esse trecho conta a história de um sorriso que eu ganhei e de um beijo molhado…

Era Abril e eu disse…

Descobri que eu gosto muito da erudição dele, desse ar de quem sabe das coisas, mesmo que eu saiba que ele seja bem burrinho de vez em quando. O tanto que ele sabe das cosas da vida me faz me sentir segura, como se por detrás das coisas que ele soubesse houvesse um médico que desvendasse na flor que apanha pelos canteiros dos jardins um remédio pra momentos de tédio, um alquimista que transformasse em ouro as pedrinhas arredondadas que a gente acha na praia à beira mar, um astrônomo que medisse a distância do cosmo no brilho de meus olhos… enfim, alguém muito profundo em quem dá pra mergulhar quando preciso e seja ao mesmo tempo simples, como um gole d’água que a gente trás da caçamba quando puxa a corda de um poço.

– Olha, o riso é como um trovão antes, ou durante a chuva… Ele me disse, apontando com o dedo na página do livro que dizia assim:

Bergson escreveu: “O riso é algo que irrompe num estrondo e vai retumbando como o trovão na montanha, num eco que, no entanto, não chega ao infinito”. O sorriso, pelo contrário é silencioso como chuva mansa que cai e fertiliza a terra ou como brisa suave que acaricia e refresca o rosto. Enquanto o riso é extroversão, o sorriso desvenda delicadamente o interior de quem sorri

Ai eu olhei ele bem de perto, passei o dedo no seu rosto, descendo da testa, passando pelo nariz e dando um salto nos lábios:

– então faz chover em mim…

Liberdade

Hoje eu em meio aos problemas vi uma imagem cativante… um tanto triste, mas eu acho que reparei na gaiola pendurada na árvore e vi uma liberdade possível. Lembrei de nossas possibilidades humanas, nosso poder interior dado pelo Eterno. Ele nos dotou de possibilidades. É preciso não ter medo de ser o que Ele nos fez pra ser. Escrevi um poeminha pra descontrair a criatividade

Liberdade

Eu passarinho, na solidão do ar

descobri que posso voar
sozinho.

E por mais que isso parecesse triste,
não foi… sim, foi assustador como a arma em riste
mas foi melhor do que ficar no ninho.

No ninho há conforto mas não há mudanças;
no ar, eu vejo o mundo em danças
e eu posso fazê-lo só ou contigo
se fores meus amigo
se não tiveres medo de voar.